segunda-feira, 4 de maio de 2015

ESPERANDO A MORTE - MULHERES E ESPECIALMENTE CRIANÇAS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA DO BOKO HARAM NA ÁFRICA

"A gente esperava a morte todos os dias", diz refém do Boko Haram, agora com esperança de vida nova, Asabe Unaru, de 24 anos, foi libertada do sequestro feito pelo Boko Haram: somente nesta semana foram quase mil mulheres e crianças


Usabe Unaru estava em um grupo de 300 mulheres e crianças que estavam na floresta da Sambisa, no norte da Nigéria, e que foram libertadas por soldados nigerianos. Na última semana, segundo os militares, outras 700 pessoas foram resgatadas em uma ofensiva contra o grupo extremista islâmico. Durante o resgate em Sambisa, segundo as sobreviventes, algumas delas foram apedrejadas até a morte. Segundo levantamento da ONU este grupo de radicais já sequestrou mais de 2 mil mulheres e crianças. Outras mulheres, segundo elas, foram mortas sem nenhuma razão pelos militares durante a operação de resgate. "A violência pela violência é a maior forma de crueldade e desumanidade, esta forma de aterrorizar a população vai funcionar ao contrário e decretar o fim do Boko Haram, que será vítima de sua própria loucura radical demais", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor, repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha ao postar aqui nesta webpágina as fotos e as informações do site da BBC e da agência Reuters com repercussão em todos os países da Terra. 
"Testemunhávamos a morte de uma de nós e esperávamos nossa vez", disse Umaru, segundo uma tradução em inglês de repórter da BBC e agência Reuters

Soldados não perceberam "a tempo que não éramos os inimigos" e algumas mulheres e crianças foram "atropeladas por seus caminhões", disse Umaru à agência de notícias ReutersNo cativeiro, "eles não deixavam a gente se mover um centímetro," afirmou ela. "Tínhamos que ficar em um só lugar. Estávamos amarradas". Segundo sobreviventes, elas eram vigiadas até quando iam ao banheiro. Uma mulher disse que elas recebiam apenas uma refeição por dia. "A gente era alimentada apenas com milho seco à tarde, que não estava bom nem prá bicho comer", disse Cecilia Abel à Reuters. Isso levou à desnutrição, doença e morte de mulheres e especialmente de crianças que foram reféns do Boko Haram. 

Segundo soldados nigerianos, maioria dos reféns resgatada era criança

As sobreviventes disseram que, quando foram pegas, os militantes mataram homens e meninos mais velhos na frente de suas famílias antes de levar mulheres e crianças para a floresta. E algumas entre elas foram obrigadas a casar com os alucinados radicais que têm mais a ver com a violência do que com o Islã. 


As crianças estão sendo principais reféns do grupo armado radical pseudoislâmico

Algumas das 300 mulheres e crianças resgatadas em floresta da Nigéria

Fontes: BBC
              Reuters
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Creio que conseguimos até visualmente manifestar em nosso post aqui no blog nosso luto e nossa revolta diante desta violência desumana demais.

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  2. A gente agradece as informações e fotos do site BBC e da agência de notícias Reuters, bem como e-mail que recebemos da Anistia Internacional nos alertando sobre a necessidade de postar na Internet esta violência que continua acontecendo na Nigéria e no norte da África.

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  3. Logo mais postaremos por aqui nesta seção mais informações e comentários. aguarde e confira.

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  4. Mande vc também a sua mensagem, envie para navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "O ser humano hoje, também enlouquecido por religiões extremistas e pela busca do poder, está pior do que os animais, muito pior": é a msm que nos mandou Maria Isabela, de Niterói (RJ) que captou nosso blog, segundo ela explica, ao pesquisar no Google informações sobre as ações do grupo Boko Haram.

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  6. "A maior violência é ficar esperando a chegada da morte, como estas mulheres e crianças reféns na África ou idosos e doentes terminais ou ainda condenados no corredor da execução": é o comentário de José Aurélio Gama, advogado em São Paulo (SP).

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  7. Antônio Soares, que vive hoje em São Paulo (SP) e é de origem portuguesa, diz conhecer a Nigéria e nos envia um texto que ele extraiu do site wordpress sobre o Boko Haram: "O grupo radical islâmico Boko Haram, que intensificou seus ataques nas últimas semanas na Nigéria e assumiu a autoria do sequestro de mulheres, crianças e estudantes, nasceu de uma seita que atraiu jovens do norte do país. Seus líderes são críticos em relação ao governo nigeriano e querem estabelecer a lei do Islâ lá. Além disso, condenam a educação ocidental e são contra mulheres frequentarem a escola. Só que estão exagerando na violência como lutam. Boko Haram significa “a educação ocidental é pecaminosa” em hausa, a língua mais falada no norte da Nigéria. Para Mohammed Yusuf, fundador da seita, os valores ocidentais, instaurados pelos colonizadores britânicos, são a fonte de todos os males sofridos pelo país. Ele atraiu a juventude de Maiduguri, capital do estado de Borno, com um discurso agressivo contra o governo da Nigéria. “O objetivo é estabelecer uma república islâmica”, afirma o pesquisador francês Marc-Antoine Pérouse de Montclos. O que está pegando é todo esse horror contra mulheres e crianças, não é coisa do Islã mas do diabo", opina aqui no blog Antônio Soares, exportador.

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  8. "A música do Gonzagão está bem no clima e superatual: essa cantora na sanfona, cantando o último pau de arara, atualiza o alerta contra toda a violência": o comentário é de Joaquim Mendes, de Fortaleza (Ceará), que nasceu no Cariri e vive hoje em São Paulo, vendendo livretos sobre repentistas nordestinos.

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