terça-feira, 19 de maio de 2015

FERROVIA BRASIL - PERU MUDARÁ A ECONOMIA DA AMÉRICA DO SUL SEM DESTRUIR A ECOLOGIA DA AMAZÔNIA?

Isso está por trás da notícia que a China construirá uma ferrovia transoceânica do Atlântico ao Pacífico

 

A China já está ampliando mais a sua presença na América Latina, que já é cada vez mais visível, o primeiro-ministro Li Keqiang chegou nessa terça-feira ao Brasil e irá também a três países da Aliança do Pacífico – Colômbia, Peru e Chile – para assinar uma série de ambiciosos projetos de investimento com esses países parceiros comerciais de Pequim. Chile, Colômbia, Peru e Brasil, as quatro nações, que estão entre as economias mais abertas da região, respondem por 57% do intercâmbio comercial entre China e América Latina, que se multiplicou desde o ano 2000 e já supera os 262 bilhões de dólares. Os investimentos chineses na região, quase inexistentes há alguns anos, superam atualmente os 100 bilhões de dólares. Na reunião de janeiro em Pequim com os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, o presidente da China, Xi Jinping, prometeu destinar 250 bilhões de dólares em investimentos à região ao longo da próxima década. A China, segundo o vice-ministro de Comércio Tong Daichi, “está comprometida em diversificar o comércio com os países latino-americanos e a importar produtos de maior valor agregado”. “Esperamos que os países latino-americanos, especialmente esses quatro, possam desenvolver mais o mercado chinês e exportar mais produtos que satisfaçam os consumidores chineses”. Entre os grandes projetos a serem impulsionados nesta semana está uma futura ferrovia transoceânica, entre o Atlântico e o Pacífico, ligando o Brasil ao Peru, a ser construída pelos chineses. Para o Governo de Pequim, o desenvolvimento desse projeto na América do Sul é prioritário para exportação de produtos como a soja, por exemplo,  para o mercado chinês e também para avançar tanto o intercâmbio entre os países do nosso continente como com a China, a ferrovia poderá também estimular o turismo na região. A pergunta que não quer calar é: uma ferrovia deste porte causará impactos socioambientais também de grande dimensão, eles estão previstos? Há a preocupação de preservar as florestas da Amazônia brasileira e peruana que serão atravessadas por este empreendimento? Importantes os investimentos chineses no Brasil, no Peru, na Colômbia e no Chile, mas fundamental que se preserve a equilíbrio do meio ambiente para que esta ferrovia avance para o futuro através do desenvolvimento sustentável, com o justo equilíbrio do interesse econômico com o ecológico. São os questionamentos e os argumentos do editor do nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, alertando para os riscos mas com esperança de que aconteça o melhor para todos. E isso é possível, confira a seguir.
Sul é parte de uma estratégia de exportação da sua tecnologia ferroviária – um setor que precisa de alternativas devido à desaceleração interna da economia chinesa e do excesso de capacidade instalada. A nova ferrovia permitirá que os produtores brasileiros de soja, ferro e açúcar tenham uma saída direta para o Pacífico, facilitando suas exportações para a China. “Será um grande corredor para as exportações”, diz o subsecretário geral do departamento de Política do Itamaraty, embaixador José Alfredo Graça Lima. O Peru, por sua vez, considera que a ferrovia “aumentará a integração nacional” do seu território e a conectividade entre os países da região – o que é justamente um dos princípios da Aliança do Pacífico –, segundo seu embaixador em Pequim, Juan Carlos Capuñay. Agora durante a visita de Li, será autorizado o início dos estudos de viabilidade da nova ferrovia. Um possível traçado pela Amazônia seria mais direto e reduziria o tempo de viagem, mas poderia causar um grave impacto ambiental. Um percurso mais ao sul permitiria incluir outros países, como a Bolívia. Estamos torcendo para este segundo traçado que vai direto ao futuro sustentável da América do Sul.

Já há várias estradas na fronteira Brasil Peru (como esta rodovia Interoceânica que vai do Acre ao litoral peruano), há projetos de hidrovia e agora parece que sairá uma Ferrovia do Atlântico ao Oceano Pacífico

Marc Dourojeanni critica a multiplicação de vias de comunicação como desnecessárias e vê este projeto da Ferrovia Transoceânica como bom desde que considere a necessidade de preservar a ecologia amazônica: ele é consultor da Universidade Nacional Agrária de Lima e ambientalista e lidera a entidade ProNaturaleza

Este mapa do segundo traçado p/a ferrovia Brasil-Peru é melhor  e atende tanto a economia como a ecologia, agilizaria ou agilizará também a construção deste caminho ferroviário para um futuro sustentável


Fontes: El País
            www.correiodoacre.com.br
            www.oeco.org.br
            www.folhaverdenews.com


9 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando aqui nesta seção mais informações e comentários sobre os investimentos da China no Brasil e em especial sobre a ferrovia transoceânica.

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  2. Aguarde a edição deste material e nesse meio tempo nos envie a sua mensagem via e-mail para navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. O Brasil já é o principal parceiro da China na América, ainda mais agora, com a assinatura em Brasília de 30 contratos mo valor total de 50 bilhões de dólares, incluindo a ferrovia entre o Brasil e o Peru, país que tem a 2ª maior comunidade chinesa na América do Sul.

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  4. "A Rodovia Interoceânica é uma estrada que está parada, com quase nenhuma operação exportadora, foi construída com a derrubada de uma árvore a cada metro quadrado em toda a sua extensão que vai do noroeste do Brasil, no Acre, até o litoral sul do Peru": comentário de Josué Ribamar, quer é radialista em Boa Vista.

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  5. "Dentro deste enfoque do blog para esta notícia, que não foi bem divulgada pela grande mídia, entendo que ela é positiva pro país, em especial se for no traçado em que a ferrovia vai de Santos ao Peru, usando o antigo trajeto da Ferrovia da Morte, de Bauru à Bolívia para agilizar a construção e poupar a Amazônia": o comentário é de Iris Anacleto, de Sorocaba (SP), jornalista que colabora com publicações do exterior.

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  6. "Ótima a referência ao ambientalista no Peru, Marc Dourojeanni, que tem feito colocações muito oprtunas sobre as comunicações com o Brasil, ele que é líder peruano na Universidade Agrária de Lima e conhece como poucos o potencial e os negócios Brasil-Peru, crescentes agora com este acordo com a China, que precisa aparar as arestas socioambientais": o e-mail nos foi enviado por José Mendes, da UFRJ, que tem pesquisado rodovias, hidrovias e ferrovias.

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  7. "Curti muito o mapa com o traçado da Ferrovia Brasil-Peru, passando pelo interior de SP e pelo centro do país, facilitando o escoamento da soja para exportações para a China de forma mais econômica": recebemos este comentário no Facebook e por causa dele vamos postar ainda agora este mapa também aqui no blog.

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  8. "Informo que além da ferrovia e outras obras de infraestrutura, o pacote China-Brasil inclui também o financiamento de 11 parques de Energia Eólica, no Nordeste e no Sudeste brasileiro": o comentário é de Arias Monteiro, de Brasília (DF), que vai se especializar em Direito Ambiental na Universidade de Brasília.

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  9. Com o título,Negócio da China de ‘obrar’ aqui é um risco desgraçado, o artigo de Beatriz Carvalho Diniz é destaque no site EcoDebate e de muito valor em sua crítica, também para "obrigar" os executores da ferrovia a optarem pelo 2º traçado desta estrada de ferro que pouparia a Amazônia, saindo de Santos, passando pelo interior de São Paulo e pelo centro do país, escoando a produção de soja para exportação para a China, via porto do Peru no Pacífico e usando o trajeto da antiga Ferrovia da Morte entre Bauru e Santa Cruz de La Sierra, o que iria agilizar a construção. Enfim, o artigo alerta de Beatriz Diniz estimula este outro traçado, defendido também por ambientalistas do Peru, por ser mais econômico e mais ecológico do que se a Ferrovia Brasil Peru cruzar a Amazônia. Mapa e outros detalhes deste segundo traçado da ferrovia estão em nosso blog www.folhaverdenews.com. Abraços e vamos à luta com paz. Faz parte do pacote chinês 11 parques de Energia Eólica no nordeste e no sudeste do Brasil, temos também que ficar atentos para que eles venham mesmo a ser construídos. Antônio de Pádua Silva Padinha.

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