sábado, 23 de maio de 2015

FESTA SHOW MARCA PARA ESTE DOMINGO EM SÃO PAULO O MOVIMENTO DO JORNALISMO-CIDADÃO


Coletivo Jornalistas Livres são contrários à ditadura do pensamento único e favoráveis a uma maior liberdade de informação, informa Tiago Pereira, do site RBA: "É a busca duma imprensa independente, crítica, inclusiva, pluralista e desafiadora dos clichês e dos preconceitos".  Uma luta positiva demais neste país  de  tantas contradições e de tantos tabus  é este movimento em off dos jornalistas em São Paulo



Jornalistas livres
Um dos encontros de jornalistas preparatórios para este movimento de cidadania 

Comprometida com a democratização da informação, contra os interesses empresariais e ideológicos e a "ditadura de pensamento único", a rede Jornalistas Livres se apresenta como uma organização horizontal. "Somos noss@s própri@s patrões/patroas, somos noss@s própri@s empregad@s", diz o manifesto do grupo. A jornalista Laura Capriglione, que integra o coletivo, conta que a iniciativa surgiu em março, durante as coberturas das manifestações da CUT e movimentos sociais em São Paulo: "A gente sabia que a mídia tradicional ia fazer de tudo para 'invisibilizar'  então a passeata da esquerda e dos movimentos sociais, ia fazer de tudo para 'glamurizar' o ato do impeachment, do golpe, da intervenção militar, como de fato eles fizeram", conta Laura Capriglione, nos bastidores da reunião, nas vésperas das manifestações, que contou com a presença de mais de 80 jornalistas e de comunicadores de rádios e TVs. Valorizando o gênero da reportagem, a proposta do coletivo é de produzir "um jornalismo humano, humanizado e humanizador", com diversidade de fontes e dos pontos de vista, destacando as denúncias de abusos aos direitos humanos, acompanhamento e fiscalização de políticas públicas. Poderia ser mais um manifesto, mas este tem a força de representar os profissionais que fazem a mídia existir na maior cidade brasileira. Os Jornalistas Livres declaram também defender uma imprensa independente, inclusiva, crítica, pluralista e desafiadora dos clichês e preconceitos, "baseado na colaboração de comunicadores que se indignam com a naturalização do genocídio da população negra e pobre da periferia, com as humilhações e assassinatos a que são submetidos membros da comunidade LGBT, com a negação da existência de índios e quilombolas; com a desigualdade e com as injustiças", esclarece o documentos dos jornalistas-ativistas. Sobre a festa, Laura Capriglione diz que será um momento de confraternização e um encontro entre amigos, companheiros e jornalistas, que compartilham da mesma luta pela democratização dos meios de comunicação, e dos movimentos sociais, que se utilizam da rede dos Jornalistas Livres para divulgar suas lutas. Durante o evento, será lançado também a campanha de financiamento para o coletivo. "A gente quer, acima de tudo, que as pessoas que reconhecem o valor da gente e se reconhecem nessa nova mídia, que elas ajudem na sustentação". Também se espera que os Jornalistas Livres possam contribuir na formação técnica dos coletivos de mídia dos movimentos sociais dos variados setores, como também, o ecológico e de cidadania. para que, assim, possam contar suas próprias histórias. O evento deste domingo deve contar com a presença de parlamentares de partidos mais populares ou mais afinados com os movimentos sociais da população, a convidada especial  será a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, uma vez que a greve dos profissionais em educação continua. Também estarão presentes vários líderes de grupos sociais, culturais e de mídia como o Levante Popular da Juventude, Liga do Funk, Nação Hip Hop, MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), UJS (União da Juventude Socialista), Intervozes, Barão de Itararé, Associação Brasileira LGBT, Periferia em Movimento, Comissão Guarani Yvyrupa — CGY, FNDC (Fórum Nacional Pelo Direito à Comunicação), além de lideranças do novimento ecológico, científico e cultural de São Paulo. Pelo que se vê a fila anda e o movimento cresce, "realmente precisa ser debatida também a liberdade de informação, por certo, isso se fará dentro do debate por uma imprensa independente", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que foi convidado para o evento: "Mesmo com a população reconquistando a democracia no país por volta de 1986, a censura política da Ditadura acabou mas continua agindo nas redações uma outra espécie de censores, os anunciantes e os interesses de grupos econômicos que se colocam como uma verdade única ou um objetivo principal, acima do que querem os cidadãos e do que precisam fazer os jornalistas, enfocar com imparcialidade os acontecimentos", conclui por aqui nosso editor Padinha. 



Grupo de fotógrafos e de repórteres que cobrem eventos público como manifestações estarão presentes


Também em Belo Horizonte (MG) os jornalistas tem se mobilizado contra pressões e outros tipos de censura


Esta arte resume bem um dos conteúdos que os Jornalistas Livres levantam neste domingo

Fontes:  www.redebrasilatual.com.br
               www.folhaverdenews.com 


5 comentários:

  1. Entrada livre, Praça das Artes, Avenida São João, 281, neste domingo, 24 de maio, a partir das 15h em São Paulo.

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  2. A mídia brasileira é dominada por um pequeno grupo de empresas e abre pouco espaço a diversidade de vozes da sociedade. Jornalistas e ativistas de direitos humanos pedem novas leis para o setor da comunicação para proteger a liberdade de expressão e o acesso à informação no país.

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  3. Desde o fim da ditadura militar,1985/6, o Brasil é tido como um país onde reina a livre expressão. Embora este direito tenha sido garantido pela Constituição de 1988, permanece uma preocupante distância entre o que está escrito e sua implementação na prática. O período negro da tortura a vozes dissidentes nos porões da ditadura terminou, mas alguns fatos recentes nos levam a questionar o estado da liberdade de expressão brasileira.

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  4. Mande você também a sua opinião, comentário ou informação aqui para esta sessão do nosso blog, enviando o seu e-mail para a nossa redação navcepad@netsite.com.br e/ou direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "Trabalho na área esportiva e nesse domingo à tarde estarei cobrindo dois jogos, mas reconheço o valor deste movimento, estamos juntos", é a msm de Pedro Peres, de Garulhos, na Grande São Saulo.

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