segunda-feira, 25 de maio de 2015

LIVRO CENSURADO SOBRE REALIDADE DOS PRESOS DE GUANTÂNAMO QUESTIONA A DEMOCRACIA DOS ESTADOS UNIDOS



Diário de Guantánamo, livro de Mohamedou Ould Slahi, virou hoje sucesso de vendas: considerado "documento secreto", relato foi censurado pelos States e levou 7 anos para ser publicado, o autor sofreu maus tratos, tortura, até estupro e isso, sem ter culpa formada, roda o mundo e a web a informação da Reuters



O primeiro livro publicado por um prisioneiro de Guantânamo, a prisão política dos Estados Unidos, que fica no Caribe, descreve 13 anos de episódios de tortura, medo e humilhação, o que era desespero tornou-se um sucesso de vendas nesta semana nos Estados Unidos, atraindo uma incomum atenção de leitores de todo o mundo para o caso do autor Slahi na mídia na Europa e no Oriente, agora também aqui no blog Folha Verde News:"A gente está sempre em defesa da dignidade humana (que faz parte da ecologia), do estado de direito (cidadania) e da liberdade de expressão, que são ou deveriam ser princípios fundamentais para todos os seres humanos", comenta  nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que é um ativista da Não-Violência e também nos tempos de Ditadura no Brasil foi uma vítima de censura e de tortura, assim como milhares de jovens brasileiros que foram à luta pela democracia; "Com certeza quem conhece este tipo de horror fica muito solidário com Mohamedou Ould Slahi e questiona como este tipo de violência pode ter acontecido e continua hoje a acontecer nos USA, considerados um dos países símbolos da democracia". Aqui em nosso blog Padinha argumenta que o próprio Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama lamentou e tentou fechar esta prisão de Guantânamo, porém o Congresso Nacional naquele país por motivos de disputa política ainda não permitiu este resgate dos direitos humanos mais fundamentais. 


O irmão mais novo do autor e a advogada Nancy Hollander exibem o livro ‘Diário de Guantánamo’, de Mogamedou Ould Slahi, durante entrevista coletiva em Londres, na terça (20) (Foto: AFP Photo/Ben Stansall)
O irmão mais novo do autor e a advogada Nancy Hollander exibem o livro ‘Diário de Guantánamo’, de Slahi, durante entrevista coletiva em Londres, (Foto: AFP Photo/Ben Stansall)












O livro escrito por Mohamedou Ould Slahi a partir da base naval dos EUA em Cuba, "Guantanamo Diary" ("Diário de Guantânamo"), foi lançado na terça-feira após uma batalha legal de 7 anos


O livro reconstitui banhos de gelo, degradações e humilhações diversas num relato em primeira pessoa sobre os interrogatórios aos quais Slahi foi submetido durante a guerra dos EUA contra o terrorismo, ainda que ele formalmente nunca tenha sido acusado de qualquer crime. Um tribunal federal norte-americano ordenou a pronta libertação de Slahi, de 44 anos, ainda em 2010, mas a decisão nunca foi cumprida e ele permanece encarcerado até hoje, 25 de maio de 2015.  A publicação do livro coincidiu com o discurso de Estado da União proferido pelo presidente dos USA, Barack Obama, sete anos depois de o presidente democrata ter prometido fechar a prisão em Cuba durante seu primeiro ano de mandato. Tais esforços acabaram bloqueados por parlamentares que consideraram estes prisioneiros, em sua maior parte muçulmanos, uma ameaça à segurança nacional. A prisão e o livro de Slahi por sua vez ameaçam definitivamente a imagem pública do país ícone da democracia.O manuscrito de 466 páginas de Slahi foi inicialmente classificado como documento secreto pelo governo dos EUA e passou por severa edição forte antes da publicação. "Ele é um homem inocente, permanece detido ilegalmente e deveria ser a pessoa a contar sua história. Sem censura", disse em Londres a advogada de Slahi, Hina Shamsi, da União Americana pelas Liberdades Civis.  "Guantanamo Diary" ficou entre os 100 livros mais vendidos da Amazon e entrou na lista dos 50 mais vendidos da livraria Barnes&Nobles nesta semana, sinalizando o fenômeno que deverá ser em livrarias de todo o planeta, também por aqui no Brasil. "O telefone não para de tocar", disse a agente Liz Garriga, da Hachete Book Group, companhia à qual pertence a Little, Brown and Co, empresa que editou a obra. A advogada Hina Shamsi falou que o suplício de Slahi é mais do que a prova de que a tortura não funciona. Ela citou um trecho no qual ele descreve seus interrogadores que foram de cara lhe dizendo: "Tudo que você tem que dizer é 'Eu não sei', 'Não me lembro', para a gente te ferrar". Natural da Mauritânia e inocente das acusações de terrorismo, até que se prove ao contrário, Slahi  foi preso logo após o 11 de Setembro. Ele descreve a cena de estupro de que foi vítima em seu livro manchete no jornal Daily Mail.  

"Fui torturado e estuprado pelas interrogadoras que diziam que “conheceria o grande sexo da América”. “Estava na mesma posição dolorosa por cerca de 70 dias, quando as guardas vieram até mim e se aproveitavam para me bater e xingar. Quando me levantei, as duas levantaram suas blusas e começaram a falar coisas que vocês bem podem imaginar. Elas me estupravam, me obrigavam a transar com elas duas ao mesmo tempo, em meio à dor, o que é degradante”, escreveu Slahi em seu livro-bomba.



Preso diz que foi estuprado por interrogadoras em Guantánamo

O homem de 44 anos foi acusado de ter ligações com o grupo extremista Al-Qaeda, depois de viajar ao Afeganistão.



Algus prisioneiros que convivem com Slahi na prisão norteamnericana na base de Guantânamo

Fontes: Agência de Noticias Reuters
              G1 
              www.terra.com.br
              www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando aqui mais informações sobre o autor, que continua preso, enquanto seu livro se torna cada vez mais o sucesso de 2015.

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  2. Slahi é também um personagem símbolo da violência na atualidade, lá nos Estados Unidos, na base de Guanânamo e em qualquer lugar da Terra, hoje a violência é rotina no mundo dos homens e das mulheres.

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  3. Mande a sua informação que você tem sobre esta pauta, a sua opinião, a favor ou contra, o seu comentário ou a sua mensagem: envie para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou direto pro nosso editor aqui padinhafranca@gmail.com

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  4. "Sou contrário ao terrorismo como forma de luta política, porém, também não concordo com o desrespeito à leis, ao direito de defesa de qualquer um que seja preso ou acusado e a dignidade do ser humano": é o 1º comentário que chega até nós, enviado por Péricles Amaral, advogado que está se preparando para o exame da OAB em São Paulo.

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  5. "Com toda razão este blog vem se tornando um dos mais acessados pelo pessoal da ecologia e da cidadania, parabéns": a msm nos foi enviada por José Alexandre Barros, do Rio de Janeiro (RJ), ligado à OAB, a quem agradecemos os cumprimentos.

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  6. "O que este Slahi passou, se ele for terrorista, é pouco, se não for, vai dar um grande pano prá manga para a Justiça e o Governo dos Estados Unidos, porque aí é um absurdo": a opinião é de Izaura Moreira, de Piracicaba (SP).

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  7. Achei du caramba no final do texto a manchete empastelada, espero que tenha sido de propósito, aí em vez de erro é graficamente genial. Já o conteúdo é da Idade Média da América": o comentário (agradecemos o elogio) é de Paulo Pedro Aguirre, designer, de São Paulo (SP).

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