domingo, 31 de maio de 2015

MORTE EM MINAS GERAIS DE MAIS UM JORNALISTA NO BRASIL MOVIMENTA INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL


A ONU e a UNESCO repudiam assassinato do jornalista investigativo brasileiro Evany José Metzker que desapareceu por 5 dias: foi encontrado nesta semana decapitado em Minas Gerais na região onde editava blog independente contra a corrupção que foi um dos mais acessados do interior do país, Coruja do Vale



A diretora-geral do órgão de educação e cultura da ONU, Irina Bokova,  exige que se investigue a fundo o assassinato do jornalista brasileiro e mineiro Evany José Metzker. Seu corpo foi encontrado no nordeste do Estado de Minas Gerais só cinco dias após o jornalista ter sido declarado desaparecido: “Condeno o assassinato de Evany José Metzker”, disse a diretora-gera: "E conclamo as autoridades do Brasil  a conduzir uma investigação a fundo sobre esse crime e a levar os culpados à Justiça. É importante, para a sociedade como um todo, que não se permita que os responsáveis por tentativas violentas de calar a liberdade de imprensa fiquem sem punição". E nós aqui do blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, que temos debatido esta forma de violência e ido à luta pela liberdade de informação e segurança dos profissionais de comunicação não podemos nos omitir e aqui unimos à nossa voz a todos os que estão pedindo providências legais a mais este crime.
Um dos filhos de Evany José está pedindo proteção policial por se sentir ameaçado após a morte do seu pai


A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o assassinato do jornalista Evany José Metzker, de 67 anos, editor de blog encontrado nesta semana decapitado no interior do estado. O cadáver estava sem roupas, na zona rural de Padre Paraíso, a 558 quilômetros de Belo Horizonte. A cabeça estava a cerca de cem metros de distância do corpo. O enterro ocorreu no mesmo dia, em Medina. A Polícia Civil aponta duas hipóteses para o crime: motivo passional ou retaliação por causa de reportagens do jornalista. "Pela brutalidade do crime, parece ser alguém que estava com muita raiva dele", disse o investigador da Polícia Civil, Diogo Macedo. "Era um jornalista que batia muito em autores de corrupção, traficantes e órgãos públicos. Não seria difícil que sua morte tenha ocorrido por isso".  José Metzker publicava denúncias em seu blog Coruja do Vale, que cobre cidades do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres e violentas do país. Ele se dedicava a temas como mau uso de dinheiro público, sobretudo em prefeituras e câmaras municipais. As reportagens dele, que eram veiculadas também em vários rádios da região, falavam, por exemplo, de desvios de recursos, uso irregular de veículos oficiais, falta de verbas para o saneamento básico e a saúde, revelando também casos de tráfico de drogas e prostituição infantil na região. Metzker era casado e morava em Medina. Segundo boletim de ocorrência da Polícia Militar, antes de ser assassinado, ele estava hospedado há alguns dias em uma pousada em Padre Paraíso. Laudo do Instituto Médico Legal de Teófilo Otoni indicou que a morte do jornalista ocorreu ainda na quarta-feira, dia 13. Neste dia, ele fez também o último contato com a mulher, via aplicativo Whatsapp, por volta das 19 horas, conforme a Polícia Militar. O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais pediu, em nota pública apuração rigorosa da morte de Evany Metzker. Outros dois jornalistas também foram assassinados em Minas Gerais nos últimos dois anos: o repórter Rodrigo Neto, de uma rádio regional, e o repórter fotográfico Walgney de Assis Carvalho, ambos foram mortos a tiros em Ipatinga, no Vale do Aço, a 210 quilômetros de Belo Horizonte. Os dois trabalhavam em matérias sobre grupos de extermínio. Entre os já condenados pelos assassinatos está um ex-policial civil. Há uma linha de investigação sobre a morte de Evany José Metzker que levanta suspeita sobre mais um caso ligado a grupos de extermínio. De toda forma, também a Anistia Internacional e o movimento Repórteres Sem Fronteiras lamenta e questiona o que aconteceu, exigindo explicações e medidas para evitar outros assassinatos de jornalistas no Brasil, um dos países com maior incidência deste tipo de crime. 

Editor de blog e radialista combativo e independente assassinado em Minas Gerais

Em vários países cresce um movimento contra este tipo de violência crescente

Em Honduras, repórteres e líderes de cidadania protestaram contra a morte de Reynaldo Paz

Fontes: www.onu.org.br
                www.veja.abril.com.br
                www.folhaverdenews.com 

10 comentários:

  1. Logo mais estaremos editando aqui mais informações e comentários sobre a morte de jornalistas em situação de violência.

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  2. Enquanto aguarda comentários e mais informações, envie a sua mensagem sobre esta pauta aqui para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou diretamente para o nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. "Quando eu estava nos Estados Unidos vi numa rede de TV lá a notícia sobre o assassinato de Evany José Metzker que foi bastante criticada e relacionada com o crescimento da violência em nosso país": é a msm que nos envia Amadeu Peres, que é agente de viagens e reside em BH.

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  4. "A Anistia Internacional e a entidade Repórteres Sem Fronteiras já se manifestaram para que este caso seja investigado com imparcialidade": é a msm que nos manda Joseval Fernandes, que faz comunicação na Unesp de Bauru (SP) e pesquisa violência contra jornalistas no Brasil.

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  5. "Este caso deste jornalista encontrado morto na zona rural de Padre Paraíso, em Minas Gerais, é acompanhado com muita atenção pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais. Isso porque as investigações apontam para possibilidade de crime político motivado por questões profissionais. O corpo de Evany José Metzker, decapitado, seminu e com as mãos amarradas neste município no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais. Ele teria se hospedado numa pousada da região para produzir uma reportagem sobre prostituição infantil e estava desaparecido desde a semana passada": é a notícia que nos envia o radialista Moreno Dia, de Padre Paraíso do interior de Minas.

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  6. "Há evidências de que foi um crime relacionado ao trabalho que ele vinha desenvolvendo na região. As informações são de que ele estava numa pousada em Padre Paraíso, justamente investigando casos de prostituição infantil. A região é conhecida pelo alto índice de prostituição infantil, principalmente na cidade onde ele estava": o comentário é do presidente do Sindicato de Jornalistas de Minas Gerais, Kerison Lopes.

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  7. "Na noite desta terça, uma força-tarefa solicitada pelo Sindjor ao governo de Minas Gerais se deslocou para o local da morte de Metzker, levando em conta também o caso de dois jornalistas mortos em Ipatinga, também em Minas Gerais, há dois anos. Rodrigo Neto e Walgney de Assis Carvalho, que foram assassinados em 8 de março e 14 de abril de 2013, respectivamente. Um ex-policial civil foi condenado pelo assassinato de Neto e ainda será julgado pela morte de Carvalho.
    O presidente da Fenaj, Celso Schröder, disse que a entidade acompanha as investigações "com a cautela que essas dúvidas exigem", ao lado do Sindicato de Minas Gerais. "Quase sempre, investigações policiais da mortes de jornalistas vêm com algum elemento de criminalização da vítima. Crime passional, sexual, envolvimento em corrupção… Às vezes é, às vezes não. Levando em conta essas possibilidades e sem fazer nenhum juízo de valor antecipado, a Fenaj acompanha o caso com muita preocupação", comentou por sua vez Schröder, da federação nacional de jornalistas.

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  8. Nota Oficial do Sindicato de Jornalistas de Minas Gerais: conceituamos o caso como "de imensa gravidade, pelo caráter bárbaro do crime, que abalou não apenas a categoria dos jornalistas mineiros, mas toda a sociedade brasileira, com repercussão inclusive no exterior."

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  9. "Na última sexta-feira, o Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná e a Fenaj realizaram um ato público em Londrina, em protesto contra um suposto esquema para assassinar o jornalista James Alberti, do Grupo Paranaense de Comunicação. Conforme denúncias, a ideia era matar Alberti durante a simulação de um assalto numa churrascaria da cidade. O caso é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Londrina e é acompanhado por representantes de sindicatos de jornalistas e pelo Comitê Paranaense de Proteção ao Jornalista.

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  10. No último dia 7 de maio, em Potirendaba, em São Paulo, o jornalista Luiz Aranha, repórter do jornal A Gazeta e produtor do SBT, teve a casa alvejada por quatro tiros. Em relato encaminhado à Fenaj, o jornalista contou que o fato ocorreu por volta das 23h, quando ele gravava uma reportagem sobre segurança pública na cidade e, portanto, não estava em casa. Aranha disse ter sido informado dos disparos por telefone, pela mãe. Dois homens numa moto passaram em frente à residência e efetuaram os disparos, relatou. Ele afirmou que o caso é uma tentativa de intimidação devido às denúncias que costuma publicar em suas reportagens. No ano passado, três jornalistas foram mortos no Brasil, segundo a Federação Internacional de Jornalistas (IFJ). O repórter cinematográfico Santiago Ilídio Andrade, da TV Bandeirantes, foi atingido por um rojão em meio a um protesto no Rio de Janeiro. Já o editor Pedro Palma, do jornal Panorama Regional, e o apresentador do portal de notícias N3 TV, Geolino Lopes Xavier, foram assassinados.

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