quarta-feira, 20 de maio de 2015

PESQUISA DATAFOLHA/OBSERVATÓRIO DO CLIMA/GREENPEACE/O ECO

Opinião pública brasileira acha que mudança do clima já afeta o Brasil

A charge dimensiona o problema que virou drama, já virando tragédia

Cláudio Ângelo e Marina Yamaoka postam no site O Eco Uma nova pesquisa do Datafolha mostrando que o brasileiro está muito preocupado com as mudanças climáticas e acha que os governantes não compartilham dessa preocupação: "Realmente, a falta de uma gestão ambiental sustentável por parte das autoridades governamentais aumenta demais a gravidade deste problema, já virando um drama e que pode vir a ser ainda a tragédia do século a partir de 2015 e nos anos e décadas seguintes", comenta por aqui no blog Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar nesta webpágina estas informações superatuais. Segundo o levantamento, encomendado pelo Observatório do Clima e pelo Greenpeace Brasil, 95% dos cidadãos acham que as mudanças climáticas já estão afetando o Brasil. Para nove em cada dez entrevistados, as crises da água e energia têm relação direta com o tema, sendo que para 74% há muita relação entre a falta de água e luz e as mudanças climáticas. No entanto, para 84% dos entrevistados, o governo não faz nada ou faz muito pouco para enfrentar o problema. O Datafolha ouviu 2.100 pessoas em todas as regiões do país. "O cidadão médio tem um ótimo nível de entendimento das causas da mudança climática e de seu impacto sobre o cotidiano da população e mostra que está insatisfeito com o baixo grau de prioridade dado pelo governo a esse tema, crucial para o desenvolvimento do país", destaca Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. Os entrevistados também demonstraram vislumbrar as formas de resolver o problema. Entre as soluções apontadas estão a redução do desmatamento, melhorias no transporte coletivo e investimentos em energias renováveis. Mais de 80% dos brasileiros acham que essas ações inclusive trarão benefícios para a economia do país. A pesquisa mostrou, ainda, que o brasileiro se enxerga como parte da solução: 62% dos entrevistados estão dispostos a instalar um sistema de microgeração de energia solar em casa – equipamentos conhecidos por 74% da amostra. Diante da hipótese de ter acesso a uma linha de crédito com juros baixos e a possibilidade de vender o excesso de energia para a rede elétrica, o percentual de interessados sobe para 71%. "Há uma percepção bastante clara de que a microgeração de energia solar beneficia o cidadão e o país", explica Ricardo Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. Entre as principais vantagens citadas pelos entrevistados estão a redução nas despesas com eletricidade (82%), a redução dos impactos de secas prolongadas (77%), a segurança e confiabilidade dessa fonte (70%) e o fato de que se trata de uma alternativa às hidrelétricas (69%). Os moradores das regiões Sudeste e Nordeste foram os que demonstraram maior entusiasmo com o tema. Atualmente, a microgeração de energia enfrenta vários entraves como, por exemplo, a forma como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incide sobre a geração de eletricidade do cidadão que escolhe produzir sua própria energia. Outras questões, como a criação de linhas de financiamento com baixos juros, também precisam ser resolvidas."Trata-se de uma excelente oportunidade para o governo agir em sintonia com a vontade da sociedade brasileira", completa Baitelo, do Greenpeace. Para pressionar os governadores a assinarem o convênio nº 16 do CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária), que permite aos Estados eliminar o imposto ICMS que incide na geração de eletricidade por meio de painéis solares, tornando essa energia mais barata e contribuindo para sua popularização, um abaixo-assinado está no ar desde 6 de maio. Sobre a atuação do governo, a pesquisa Datafolha mostra que o brasileiro tem uma percepção bastante crítica: para 48%, o governo federal está fazendo menos do que deveria em relação às mudanças climáticas; para 36%, ele simplesmente não está fazendo nada. Os mais críticos são os brasileiros das regiões Nordeste e Sudeste. Mas, para dois terços da amostra (66%), o Brasil deveria assumir uma posição de liderança no enfrentamento do problema em nível internacional. No Nordeste, esse índice chega a 74%. A pesquisa também confirma que existe um bom entendimento das causas das mudanças do clima. Apresentados a nove possíveis causas, os entrevistados apontaram com mais frequência desmatamento (95%), queima de petróleo (93%), atividades industriais (92%), queima de carvão mineral (90%) e tratamento de lixo (87%). Para efeito de teste, a pesquisa incluía dois fatores que não têm relação com as mudanças climáticas - ambos ficaram entre os menos apontados pelos entrevistados (El Niño, com 64%, e mudanças no comportamento do Sol, com 83%). "Foi considerando a forte oposição patrocinada por setores que têm interesse em negar que as mudanças climáticas sejam causadas pela ação humana, este resultado é extremamente significativo, pois mostra que o negacionismo do clima não colou no Brasil", analisa Rittl. A pesquisa foi realizada entre 11 e 13 de março de 2015. O Datafolha utilizou metodologia quantitativa, realizando entrevistas pessoais, individuais em pontos de fluxo populacional de 143 municípios de pequeno, médio e grande porte com pessoas com mais de 16 anos de idade. A margem de erro para o total da amostra é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos, conclui o texto de Cláudio Ângelo e Marina Yamaoka.  

O caos da seca e do clima compromete a ecologia, a economia e a vida no país

*Este artigo foi publicado originalmente no site do Observatório do Clima, republicado em O Eco através de um acordo de conteúdo e republicado com liberdade por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News para divulgar estas informações de muita importância agora.logo-observatorio-clima

A população tenta agir e tem consciência da inação das autoridades

 Fontes: www.oeco.org.br
              www.greenpeace.org.br
             www.folhaverdenews.com 

5 comentários:

  1. Muito importante que Cláudio Ângelo e Marina Yamaoka tenham registrado para a análise da população estas informações que são a base para uma mudança no já anunciado caos do clima no país.

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  2. Excelente a iniciativa do site O Eco de destacar a pesquisa Datafolha por iniciativa do Greenpeace e do Observatório do Clima: ela nos move a republicar praticamente na íntegra este levantamento da hora aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania.

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  3. Logo mais estaremos postando mais informações e comentários aqui nesta seção. Aguarde. E desde já envie a sua mensagem também, aqui para navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  4. "Bom que os entrevistados do Datafolha tenham apontado como causas do caos do clima, possíveis causas: desmatamento (95%), queima de petróleo (93%), atividades industriais (92%), queima de carvão mineral (90%) e tratamento de lixo (87%). A opinião pública está bem informada": o comentário é de Pedro Paulo, economista que se dedica a pesquisar o desenvolvimento sustentável: "Outra causa fatal é a falta de sustentabilidade", escreve ele.

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  5. "Com certeza o povo já está consciente e os governantes já estão cientes dos malefícios e da realidade da crise do clima e da seca, falta os governos implantarem ações para enfrentar o problema em suas causas, dentro duma gestão ambiental que não existe nem aqui nem em todo o Brasil": o comentário é de Eliseu Pereira, de São Paulo (SP), quye atua no mercado imobiliário.

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