sexta-feira, 1 de maio de 2015

RESGATANDO EM PARTE IMAGEM DO FUTEBOL DO BRASIL MARTA É DESTAQUE ENTRE AS 5 MELHORES DO MUNDO NO PRÊMIO DA BBC

Marta é uma das favoritas ao primeiro Prêmio BBC de melhor jogadora do ano



Esta primeira edição do Prêmio BBC, uma das maiores e mais respeitadas redes mundiais de comunicação, será capaz de fortalecer, através do gênio da bola Marta, a todo o futebol feminino do Brasil? Isso poderá também estimular melhor estrutura para este esporte em todas as regiões e divisões brasileiras? Ajudará o Brasil a vencer a Olimpíada e a Copa do Mundo da modalidade? Estes são alguns questionamentos que o editor de conteúdo do nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News levanta. O ecologista, esportista e repórter Antônio de Pádua Padinha tem defendido por aqui em nossa webpágina e em vários posts uma nova estrutura pro futebol brasileiro, inclusive das mulheres também, que já provaram a sua condição de atletas boas de bola: "Este avanço faz parte da cidadania", ressalta Padinha, ao postar aqui esta feliz iniciativa da BBC em todo o mundo. Confira.

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Foto: BBC
Torcedores e torcedoras via Internet e a BBC podem escolher a melhor jogadora do planeta em 2015
Esse é o primeiro prêmio dedicado ao futebol feminino organizado por uma emissora internacional. A modalidade já tem uma premiação anual organizada pela Fifa que, desde 2001, elege a melhor jogadora do ano – Marta é a maior vencedora, com cinco troféus, de 2006 a 2010. A votação estará aberta até o dia 11 de maio. A ganhadora será anunciada no dia 26 de maio em uma edição ao vivo do programa Sport Today, no canal de TV a cabo BBC World News (disponível no Brasil na NET e na Sky). Um grupo de especialistas – incluindo dirigentes, jornalistas, técnicos(as) e ex-jogadoras – escolheu as representantes do melhor do futebol feminino em 2014: além de Marta, a espanhola Verónica Boquete, a escocesa Kim Little, a alemã Nadine Kessler e a nigeriana Asisat Oshoala. As cinco candidatas foram selecionadas segundo sua habilidade técnica, impacto no time e/ou resultados em seu país, consistência, melhoria no nível da performance, trabalho em equipe e fairplay.

A vencedora será escolhida pelo voto do público. Para votar, visite o site http://www.bbc.co.uk/sport/football/womens/wfoty-vote/2015

Também é possível votar por SMS, enviando uma mensagem para +44 7786 20 20 04 (as mensagens de texto internacionais serão cobradas de acordo com cada operadora) com o número de sua jogadora predileta – 1 para Verónica Boquete; 2 para Nadine Kessler; 3 para Kim Little, 4 para Marta e 5 para Asisat Oshoala.

Verônica/Espanha

Dinâmica e com talento para marcar gols (ela fez 29 em 42 partidas) Verônica Boquete foi a jogadora mais importante da equipe. Ela chamou a atenção do mundo em 2011, quando estava no time americano Philadelphia Independence e levou sua equipe até a final, ganhando o prêmio de jogadora do ano. Em 2012, ela jogou junto com Marta no time sueco Tyresö FF. A espanhola também é conhecida como a mulher que, em 2013, criou uma petição para que jogadoras de futebol fossem incluídas na série de jogos de videogame da Fifa. A petição conseguiu 20 mil assinaturas em 24 horas.
Estou muito, muito feliz - isso significa que eu fiz um bom trabalho no ano passado. É mais uma motivação para o futuro."
Veronica Boquete, da Espanha, sobre sua indicação ao prêmio BBC Women’s Footballer Of The Year
Getty


Marta/Brasil

Um ícone e hoje o nome mais famoso do futebol feminino mundial, a atacante brasileira Marta Vieira da Silva, de 29 anos, continua em sua potência máxima. Ela foi eleita a melhor futebolista do mundo por cinco vezes consecutivas, um recorde entre homens e mulheres, e foi a primeira mulher a entrar na calçada da fama no Maracanã. Os superlativos são o forte da jogadora: ela foi artilheira de nove campeonatos dos quais participou. Será que vencerá o Mundial ou a Olimpíada pela Seleção Feminina do Brasil?...Marta venceu o campeonato sueco – pela sexta vez – e chegou até a final da Champions League feminina.
Já me sinto vitoriosa por estar entre as cinco finalistas. É muito especial porque você está sendo julgada pelos torcedores que te acompanham."
Marta, do Brasil, sobre sua indicação ao prêmio BBC Women's Footballer Of The Year
Getty


Kim Little/Escócia

Little teve uma excelente performance no ano passado na Liga Americana de Futebol Feminino, em que joga como meia-atacante. Além de ter sido a principal artilheira, com o recorde de 16 gols, ela foi escolhida como melhor jogadora do mês três vezes e também foi eleita a melhor jogadora da liga durante a temporada em que seu time, o Seattle Reign, chegou até a final antes de perder para o Kansas. Apesar de ter apenas 24 anos, Little é jogadora profissional desde 2006 – quando tinha 16 anos – e foi eleita a jogadora do ano pela Associação de Futebolistas Profissionais em 2013. A decepção da craque, no entanto, veio quando a seleção escocesa não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2015, no Canadá.
Dada a competitividade e a quantidade de grandes jogadoras que há em todo o mundo, fico muito feliz de ser reconhecida.”
Kim Little, da Escócia, sobre sua indicação ao prêmio BBC Women’s Footballer Of The Year
Getty


Nadine Kessler/Alemanha

É difícil pensar em algum prêmio do futebol feminino que Kessler, capitã de um dos times mais bem sucedidos da Europa e principal craque da seleção alemã, não tenha ganho, em geral, mais de uma vez. A meia de 27 anos liderou o time alemão Wolfsburg na conquista dos títulos da Bundesliga feminina e da Champions League feminina no ano passado. Os triunfos adicionaram mais um troféu a sua coleção: o prêmio de Futebolista do Ano da Fifa em 2015, sucedendo sua colega alemã Nadine Angerer: "Eu queria jogar meu futebol, ser bem sucedida e dar sempre o meu melhor. Mas como sempre digo, nunca sonhei que conseguiria algo assim", disse, ao vencer o prêmio da Fifa. Lesões recentes, no entanto, deixaram incerta a participação de Kessler na Copa do Mundo 2015.
É um prêmio especial... para nós, jogadoras, o apoio dos torcedores é muito importante. É por isso que, na Alemanha, dizemos que eles são o 12º jogador."
Nadine Kessler, da Alemanha, sobre sua indicação ao prêmio BBC Women’s Footballer Of The Year
Getty


Asisat Oshoala/Nigéria

Dona de um futebol excitante e explosivo, Asisat Oshoala, de apenas 20 anos, é a primeira jogadora africana a competir na Women's Super League, o campeonato de futebol feminino mais importante da Inglaterra. Vencedora dos prêmios de melhor jogadora africana e melhor jogadora jovem de 2014, ela deixou o time nigeriano Rivers Angels epara se juntar ao Liverpool, campeão inglês atual. A fama da nigeriana no campo lhe rendeu o apelido de "Seedorf", uma referência ao holandês Clarence Seedorf, o único jogador a vencer a Champions League com três times diferentes e escolhido por Pelé para fazer parte da lista da Fifa de 100 maiores futebolistas vivos. Oshoala, enquanto isso, vai trilhando seu próprio caminho de sucesso. No ano passado, ela foi eleita a jogadora do ano da final da Copa do Mundo Sub-20 e ajudou a classificar a Nigéria para a Copa 2015. No meio do caminho, ainda teve tempo de receber a medalha de Oficial da Ordem do Níger – uma das principais condecorações do seu país. 
Este prêmio é muito bom para o futebol feminino – ele pode nos ajudar estimulando outros países a apoiar suas jogadoras e a tratá-las como tratam os homens."
Asisat Oshoala, da Nigéria, sobre sua indicação ao prêmio BBC Women’s Footballer Of The Year
Getty

6 comentários:

  1. A falta de estrutura e de patrocínios existe ainda também no Brasil no futebol masculino (em especial nos pequenos clubes e no interior do país, onde tem muitos talentos de bola) mas este problema é mais grave no futebol feminino.

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  2. Esta situação é mais um dos desafios que enfrentam as mulheres em todos os setores da economia e da vida, também nos esportes, algo que já não acontece com a mesma intensidade nos países do chamado 1º Mundo onde há toda a estrutura para um desenvolvimento da modalidade, embora talvez não existam tantos talentos da bola como por aqui no Brasil.

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  3. Esta questão também é cultural e envolve a cidadania, daí o destaque que estamos dando em nosso blog a este Prêmio BBC, objetivando incentivar a mudança desta situação.

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  4. Sem brincadeira, um outro desafio grande das atletas da bola era jogar sem machucar os seios. A realidade é que mulheres esportistas sempre tiveram que lidar com dores nos seios e recorrer a vários expedientes para protegê-los. Até que, 38 anos atrás, foi inventado o sutiã esportivo.
    Hinda Miller, a inventora do sport bra, lembra dos dias em que era difícil correr sem o devido suporte. Era um tempo de seios balançantes e homens incomodando. Este tabu pelo menos acabou...

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  5. Mande vc tb a sua informação, mensagem, opinião ou comentário aqui para esta seção, enviando um e-mail direto prá nossa equipe de redação navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro editor do nosso blog padinhafranca@gmail.com

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  6. "O desafio é maior aqui pelo interior, tem meninas que se matam prá jogar, dão tudo por suas equipes e não ganham nem salário mínimo": é a msm que nos envia Nádia (que informa ser atacante), de São José do Rio Preto, ela que trabalha como vendora autônoma.

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