terça-feira, 2 de junho de 2015

EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MOVIMENTO DE CIDADANIA AGITA SP, PARANÁ, BAHIA E TODO O BRASIL

Professores se acorrentam, policiais atiram gás pimenta, mídia boicota greve mas a luta por melhores salários e melhor condição estrutural para o ensino público no Brasil avançou mais



Ainda estamos no ponto a de toda uma série de mudanças e avanços na educação pública em SP e no país


Já está chegando a 80 dias o movimento da educação no estado de São Paulo, o governo paulista porém afirma que só debaterá mudanças no setor daqui mais 30 dias. Maria Izabel Noronha, que preside a entidade dos professores (Apeoesp) disse que continuarão estas manifestações pontuais para continuar mobilização a população e o professorado, que se movimenta também no Paraná (através da APP), na Bahia, no sul, no norte, em todo o país. Uma jovem professora acorrentada às grades da Secretaria da Educação de São Paulo explicou que "isso é mesmo prá chamar a atenção da mídia e em especial da população prá falta de diálogo das autoridades, violência e pouco interesse do governo para um avanço da educação e cultura, sem o que nada mudará nem melhorará", falou ao telefone celular Mariana Salgado, direto da Praça da República na capital paulista aqui com a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News: "É a primeira entrevista que dou, muitos jornais, TVs e rádios só falam do outro lado da greve, que prejudica o trânsito e deixa crianças sem escola".  De acordo com ela, o movimento que já mobilizou quase 50% do setor educacional público, agora se mantém em menos de 30%, enquanto que Governo de São Paulo fala em greve apenas  de 4%  dos professores e professoras. De toda forma, a movimentação dos educadores agita o país. E aqui a seguir apresentamos um trecho do manifesto em defesa da educação pública que busca a adesão de gente de todos os setores, através da Apeoesp. Confira aqui este trecho do documento e se concordar, assine este manifesto e ajude a mudar a educação pública e avançar o Brasil.


Aqui um esforço não violento, pacífico e inteligente para abrir um diálogo com as autoridades...


...que adiam só para julho alguma negociação com o setor educacional


Em várias cidades e estados o movimento de cidadania pela Educação avança em 2015



Não se trata somente de reivindicação salarial diante da defasagem de 75, 33% 


..."As más condições de trabalho nas escolas se combinam com a ocorrência de crescentes casos de violência dentro das unidades escolares, de alunos contra professores. Em parte, o crescimento da violência escolar decorre da perda da autoridade dos professores, resultado da “aprovação automática” dos alunos; submissão dos professores a constantes provinhas e avaliações; rotatividade dos professores; contratação precária dos docentes da categoria O e eventuais; entre outros fatores. Queremos o fim da violência nas escolas e o fim da aprovação automática dos alunos. 

Os salários dos professores são baixos e falta uma carreira que valorize e atraia mais profissionais para a rede estadual de ensino. Muitos jovens universitários rejeitam hoje as licenciaturas. Muitos outros, embora licenciados, buscam outras áreas. Há, ainda, os que ingressam na rede estadual e nela não permanecem. Queremos que os professores estaduais sejam valorizados. É necessário repor suas perdas salariais e um reajuste/aumento de 75,33% para que sua média salarial seja equivalente à das demais profissões com formação em nível superior. A carreira do magistério deve recuperar e efetivar os direitos previstos no Estatuto do Magistério (lei complementar 444/85) e nunca aplicados. 

A desvalorização dos profissionais do magistério, as condições de trabalho e a violência nas escolas geram altos índices de adoecimento na categoria. O Estado precisa oferecer a todos seus servidores programas de prevenção e atendimento à saúde. Ampliar o atendimento do IAMSPE e aportar os recursos financeiros previstos em lei, equivalentes a 2% da folha de pagamento do funcionalismo. Ao mesmo tempo, o serviço de perícias médicas deve voltar para o âmbito do Departamento de Perícias Médicas do Estado (DPME) e o seu atendimento deve ser humanizado, para que cessem os laudos inexatos de inaptidão para ingresso no serviço público e a negativa de licenças e readaptações, mesmo quando o servidor está flagrantemente doente. Não aceitamos a imposição da Secretaria Escolar Digital. 

O professor não tem obrigação de digitar as informações escolares, sobretudo se não lhe dão tempo e condições para isto. Queremos a aplicação da jornada do piso, para que nossos professores tenham tempo para preparar suas aulas, fazer pesquisas, corrigir provas e trabalhos, atender alunos e pais e outras atividades extraclasse. O Governo impõe à comunidade escolar o seu programa de escola de tempo integral. Não considera a vontade da maioria dos estudantes, pais e professores. Educação integrada, formadora de cidadãos e cidadãs, vai muito além da maior permanência dos alunos nas unidades escolares. Queremos melhorias em toda a rede estadual de ensino, beneficiando a todos, não “ilhas de excelência” que não repercutem na qualidade da educação pública estadual. 

O descaso do Governo Estadual com a educação vai além do ensino básico. Mais de R$ 2 bilhões deixaram de ser repassados às universidades estaduais nos últimos anos, gerando uma crise cuja face mais visível é a greve de professores, funcionários e estudantes. Isto se reflete na formação de professores para a educação básica e em toda a sociedade. Exigimos que o Governo cumpra suas obrigações para com o ensino superior, destinando verbas e ampliando os recursos necessários. Finalmente, o maior e mais rico estado da Federação não pode continuar sem um Plano Estadual de Educação, como política de Estado que não sofra descontinuidade a cada mudança de Governo. Como cidadãos, cidadãs, educadores e educadoras vamos lutar por um PEE democrático e emancipador, que assegure no mínimo 10% do PIB estadual para a educação pública e todas as demais medidas para que possamos ter no Estado de São Paulo educação pública laica, pública, gratuita, inclusiva, de qualidade para todos e para todas"...




No Paraná, na Bahia, em SP, em todo o país mesmo diante da violência e incompreensão o movimento avançou


Fontes: Agência de Notícias Reuters
           www.folhaverdenews.com 


8 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando aqui nesta seção de comentários mais informações sobre este movimento de cidadania, importante para toda a população. Aguarde e confira.

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  2. Envie você também informação ou comentário sobre a luta pela educação pública e avanço cultural da população, mande a sua mensagem aqui para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou envie direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. "Muito bom que este blog de ecologia, de cidadania se manifeste a favor dos professores e da educação pública": a msm é de Alaide Mendes, que é engenheiro civil de Resende (RJ) onde segundo ele, "a situação não está tão grave mas também exige avanços".

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  4. “Realizamos uma pesquisa com 9 mil docentes em todo o Brasil. A gente percebe esse sentimento de desvalorização entre os docentes. Eles percebem que estão sendo rebaixados socialmente e que falta na sociedade esse sentimento de confiança. Se não resgatarmos isso, nós nunca teremos uma educação de qualidade. Um piso salarial é um grande avanço nesse sentido, mas temos ainda que lutar por uma carreira e uma nova estrutura para a Educação”, é o comentário de Dalila Andrade Oliveira, professora da UFMG e líder de cidadania.




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  5. "Eu sou formado e fui proessor de Geografia na rede pública, hoje me tornei um executivo no mercado de informática por necessisase de um rendimento maior e de uma profissão mais organizada, pontos que eu considero os que mais precisam de mudanças": é a msm de Edvaldo Batista, de São José do Rio Preto (SP).

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  6. "Na minha opinião o problema principal do movimento dos professores, que é ótimo, é a falta de apoio da população, que deveria pressionar mais as autoridadades, para que elas ouvissem o professorado": é a msm de Isabela Fabrício, de Campinas (SP), que faz mestrado de Pedagogia na Unicamp.

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  7. "Pelo que fui informado 30% dos estudantes no Brasil estão nas escolas ou faculdades particulares ou privadas, será preciso inverter também essa conta, valorizando-se a qualidade, a quantidade de alunos e o avanço educacional e cultural através da rede pública": o comentário é de Izabel Molina, de São Paulo (SP), empresária de exportação.

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  8. "O sucesso de um movimento como esse dos professores em São Paulo, no Paraná, na Bahia, vai ajudar o nosso povo virar de fato uma Nação, educação e cultura levam a uma evolução da cidadania": quem comenta é Pedro Paulo, professor de cursinhos para vestibulares em Curitiba, no Paraná: "Foi uma vergonha nacional o tratamento policial aos professores por aqui".

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