sexta-feira, 19 de junho de 2015

ENERGIA SOLAR É O NOME DA NOVA ESPERANÇA CONTRA A SECA NO NORDESTE DO BRASIL

Sol do sertão produz água no Rio Grande do Norte: parece milagre mas é realidade



Foi inaugurado o primeiro sistema de dessalinização alimentado por energia solar, um projeto piloto, no assentamento Maria da Paz, no município de João Câmara (RN), com oferta de  água potável para 220 pessoas. "A quantidade no caso, não importa e sim o processo de produção de água nessa época de crise hídrica e ainda mais no agreste nordestino", comentou por aqui no blog Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar estas informações que recebeu por e-mail do site Ambiente Brasil. O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão, destacou três vantagens significativas do sistema de dessalinização solar: “Agora se podem atender localidades que tenham energia deficitária, os painéis fotovoltaicos garantem uma  bem maior autonomia às comunidades, que deixam de depender da prefeitura ou outra instituição para arcar com a conta de luz e o custo per capta da adaptação para captar a energia do sol é baixo, ao alcance de todos".  Os moradores do assentamento assistiram a cerimônia de entrega deste e de outros cinco sistemas que já estão operando em comunidades vizinhas, que beneficiarão 1.500 nordestinos. Foram entregues os dessalinizadores das comunidades Açucena e Boa Sorte, também no município de João Câmara, Limão/Limoeiro, no município de Parazinho, Bom Sucesso, no município de Pedra Grande e Catinga Grande no município de São José do Seridó.


O milagre de transformar sol em água é uma tecnologia limpa, ecológica, econômica, sustentável


O nordestino sofre mas o sol do sertão é para todos a esperança agora de água e futuro

Dona Maria de Fátima, merendeira da única escola local e moradora do assentamento há mais de 12 anos, relatou o grande sofrimento da comunidade com a falta d’água. Ela contou que, enquanto só algumas famílias conseguiam comprar água mineral para beber, outras tinham que beber a água que colhiam da chuva (hábito comum na região onde além do mais chove pouco). "A água da chuva que a gente junta de cisterna é suja, vem das telhas, carrega até inseto. É água que serve pra gente lavar roupa, usar no banheiro, mas não para tomar, mas como não tinha outra a gente tomava", lembrou Dona Maria: "As crianças tinham muito verme, diarréia. Era muito difícil com essa falta de água".
Ela se anima ao contar como mudou depois da chegada do Água Doce: “Hoje nós temos água boa, limpa. Essa água é de qualidade, é melhor que água mineral e é suficiente para a comunidade toda beber e cozinhar. É uma riqueza, a maior riqueza que poderíamos ter. Parece que estamos no céu”, falou à BBC esta senhora do Rio Grande do Norte.  O presidente da Associação Comunitária do Assentamento Maria da Paz, João Maria Martins, afirmou que o PAD veio para mudar a situação local: “A gente tinha dois poços desativados mas agora com o programa conseguimos reativar um dos poços. O Programa Água Doce foi um sonho, resolveu muita coisa aqui”, assegurou João Martins. Já o coordenador nacional do Programa Água Doce, Renato Ferreira explicou que a unidade é um projeto piloto e a tendência é que ele seja implantado em  muitas outras comunidades rurais, pois o sistema aumenta a sustentabilidade energética, ambiental e social da comunidade. "Esse sistema utiliza energia limpa e ainda fornece uma autonomia para a comunidade que deixa de se preocupar com conta de luz". Para a coordenadora estadual , Ieda Cortez, o programa é muito importante para essa região marcada por assentamentos, pois traz uma solução permanente diante da escassez de recursos hídricos vivenciada no local. "O Rio Grande do Norte é o estado que tem uma incidência solar altíssima e temos que aproveitar isso, levar essa solução sustentável para outras regiões do estado como o Seridó, Autoeste e o Agreste".


O Prograna Água Doce precisa urgente se ampliar prá todo Nordeste e todo país

Antes, cientistas e ecologistas já haviam desenvolvido esta alternativa

O repórter André Trigueiro é um entusiasta da Energia Solar que tem várias aplicações



O Programa Água Doce tem por objetivo estabelecer política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, na recuperação e na gestão de sistemas de dessalinização. É uma ação realizada em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e empresas ou ecologistas da sociedade civil. O convênio com o estado do Rio Grande do Norte tem como meta a implantação, recuperação e gestão de  pelo menos 153 sistemas de dessalinização, no valor de R$ 20 milhões. beneficiando 61,2 mil pessoas. Enfim, o Sol pode ser o caminho da água no sertão do nordeste.


O Brasil e o Nordeste precisam aproveitar a energia limpa, ecológica e econômica do Sol 


Fontes: www.ambientebrasil.com.br
              BBC
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Diante desta conquista da tecnologia sustentável mais atual, o nome do filme ícone do Glauber Rocha, desculpe-nos, poderia então vir a chamar agora...Deus, O Diabo E A Água Na Terra Do Sol...

    ResponderExcluir
  2. Logo mais estaremos editando aqui mais informações e comentários sobre esta pauta de muita importância para muita gente, também por aqui: envie o seu comentário ou msm para navepad@netsite.com.br e/ou direto pro e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail. com

    ResponderExcluir
  3. "Vejo a energia solar e esta alternativa de dessanilização também como uma das principais fontes de vida para o nosso futuro aqui no país do Sol": a msm nos foi enviada por Luís Antônio de Souza, do Rio de Janeiro (RJ), que nos mandou agora mais detalhes sobre o Programa Água Doce.

    ResponderExcluir
  4. "O uso da energia solar para tornar água salgada do mar ou salobra do subsolo do agreste em potável é algo para se celebrar como um avanço dos cientistas brasileiros, que precisam ser mais apoiados, todos estes pesquisadores de várias universidades, eles sim podem anos ajudar (e não os políticos) a encontrar o caminho sustentável de verdade do desenvolvimento que precisamos prá já": o comentário é do engenheiro florestal Alberto Fernando, de Cascavel (Paraná).

    ResponderExcluir
  5. "Muito, mais muito mesmo, interessante este Programa Água Doce, em especial porque resolve, é tecnologia desenvolvida por aqui, não é um projeto mirabolante, nuclear, bilionário e usa energia limpa que o Brasil tem com fartura": a opinião é de Clarice Borges, de Porto Alegre (RS) que no momento mora em São Paulo e estuda na USP.

    ResponderExcluir
  6. "Um economista pode me responder. Se no Rio Grande do Norte a implantação, recuperação e gestão de pelo menos 153 sistemas de dessalinização, custa 20 milhões de reais. beneficiando 61,2 mil pessoas, qual será o orçamento da produção de água doce por energia solar para todas as regiões agrestes, secas, de todo o Brasil? Não precisa me responde agora, vamos juntos lutar por este avanço que é ecológico e econômico, sustentável": o comentário é do nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Padinha.

    ResponderExcluir
  7. Vejo a energia solar e esta alternativa de dessanilização também como uma das principais fontes de vida para o nosso futuro aqui no país do Sol": a msm nos foi enviada por Luís Antônio de Souza, do Rio de Janeiro (RJ), que nos mandou agora mais detalhes sobre o Programa Água Doce.

    ResponderExcluir
  8. "Já tinha visto e estudado outros processos de dessalinação de água e pela energia solar me parece o melhor, mais econômico, mais ecológico e sem sequelas socioambientais, parabéns aos pesquisadores que vêm desenvolvendo este programa": o comentário é do estudante de engenharia na UFSCAR que assina (deve ser pseudônimo) com o nome de D.João.

    ResponderExcluir

Translation

translation