segunda-feira, 22 de junho de 2015

ESTUDANTE QUE LUTAVA POR CAUSA DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES SE TRANSFORMA EM MAIS UMA VÍTIMA

Isabella Cazado morta pelo namorado fazia TCC sobre violência e machismo hoje já se tornou também ícone, estimulando a gente ir à luta para mudar a realidade do país e da vida 




Denise Soares, do site G1 do Mato Grosso, nos informa que a estudante de Direito Isabella Cazado, de 22 anos, assassinada a tiros durante uma discussão com o namorado, fazia um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre violência contra a mulher: ela estudava o 9º semestre do curso na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), no campus de Diamantino, a 209 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, a suspeita é de que o namorado dela, Roni Santos, de 23 anos, tenha tido a ajuda do irmão, Fernando Santos, de 21, para assassinar a estudante. Advogados dos irmãos preferiu não se manifestar ainda sobre o caso. De toda forma, Fernando está preso na cadeia pública de São José do Rio Claro, a 325 km da capital, onde a vítima morava com a família. Ele foi ouvido pela polícia na companhia de dois advogados. No entanto, Fernando se deu ao direito de se manter calado durante o depoimento. Já o namorado de Isabella, que está com a prisão decretada pela Justiça, continua foragido. O professor que orientava Isabella na faculdade no TCC, Alessandro de Almeida Santana Souza, disse que a jovem era uma boa aluna: "Creio que isso mostra o agravamento da violência na atualidade, aqui no Mato Grosso também". Tem acontecido muito, ativistas pela Não-Violência, desde casos famosos como de Gandhi na Índia ou de John Lennon nos Estados Unidos, como anônimos em todos os países, repetem esta sina, muitas vezes os que combatem os costumes, os crimes e a realidade violenta, acabam sendo vitimados: "Não é uma matemática nem esse fato é tão comum, não é porque alguém luta contra a violência que também se torna mais uma vítima, porém, acontecimentos assim deixam claro o aumento da agressividade no dia a dia em todo lugar, que não perdoa nem os que estão atentos ou informados sobre este problema que é um dos mais agudos da vida atual", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, Antônio de Pádua Padinha. 


Aqui o nosso blog tem se colocado nessa luta, para mudar e avançar a realidade, diante da incidência cada vez maior de violência de todas as formas, também, ecológica, econômica, policial, socioambiental, racial, sexual, psicológica e social, além dos atos violentos contra a vida e também contra a liberdade de informação, que têm sido temas constantes de nossas postagens: "A gente percebe ao longo dessa luta, em nossa vida e aqui no blog também, que a violência faz parte da realidade atual, tal como ela está estruturada, para mudar isso, temos que mudar tudo", conclui Padinha. Ele foi informado, no caso da jovem Isabella Cazado, que ela estava finalizando a sua pesquisa e foi assassinada por coincidência quando estava prestes a apresentá-la na Faculdade de Direito da Unemat, ela chegou a concluir a introdução e um primeiro capítulo do TCC e estava por finalizar o trabalho sobre a violência contra as mulheres e o machismo em Mato Grosso, baseada em fatos reais naquela região do interior do Brasil. Os dois irmãos suspeitos de executar Isabella tinham comportamento meio que violento e se gabavam com amigos que o pai deles matara uma pessoa em Cuiabá e o crime nunca deu em nada, enfim, acreditavam na impunidade, que é uma das faces ou causas desta situação crescente, em todos os lugares do mundo. Para ficar somente aqui em nosso país, o machismo está entre as causas da violência sexual, violência que tem várias dimensões, por exemplo, 70% das vítimas de crimes violentos são negros, os homicídios no caso dos indígenas (outras vítimas constantes) cresceu demais de 53 casos para 70 em um ano. A própria Anistia Internacional também tem denunciado a crueldade policial, órgãos policiais brasileiros continuam usando métodos violentos dos tempos da Ditadura em pleno estado de direito que se busca construir na Nação, este enfoque pode ser constatado também nas manifestações da periferia e dos estudantes, uma primeira conclusão é que a violência se tornou não apenas uma questão de cidadania ou um drama da nossa época mas está na própria estrutura da atual forma de viver do ser humano: "A luta por uma realidade não violenta passa por uma mudança dos conteúdos e da forma de viver hoje em dia em todo o país e planeta, na verdade, agora o que predomina é a cultura da violência em todos os setores e em todos lugares", conclui o repórter e ecologista Padinha, homenageando nesta edição do blog Isabella Cazado e todas as vítimas da atualidade: "Ela nos inspira a ir à luta". 


Nosso blog homenageia hoje Isabella Cazado por sua coragem e cidadania


Isabela Cazado era ativista por causa da violência e do machismo no país


Entre os jovens aumentam os índices de violência cada vez mais

As manifestações de cidadania encaram a violência policial denunciada até pela ONU


Fontes:  g1.globo.com
               www.folhaverdenews.com 


9 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando aqui nesta seção, mais informações e comentários sobre esta pauta, aguarde e participe.

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  2. Envie a sua mensagem, comentário ou informação para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. "Acompanhei a situação desta garota da Universidade Federal do Mato Grosso e por aqui a violência de todos os tipos aumenta cada vez mais, também contra os índios": o comentário foi de Gaspar Wartzere, que se formou em História nesta universidade e voltou para a sua aldeia para trabalhar culturalmente com os Xavantes em Namunkurá (MT).

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  4. "O sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, responsável pelo estudo “Mapa da Violência 2014: Os jovens do Brasil” e segundo sua pesquisa, os homicídios são hoje a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil, e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos": quem nos informa deste estudo é Marilene Moreira, de São José dos Campos, professora de História na rede pública e em faculdades da região do Vale do Paraíba.

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  5. "De todos os 56.337 mortos por homicídios, no Brasil, 53,37% eram jovens. Destes, 77% eram negros (assim considerados a soma de pretos e pardos) e 93,3% eram homens": outro trecho do Mapa da Violência, de
    Júlio Jacobo Waiselfisz.

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  6. "Entre 2002 a 2012, o número de homicídios de jovens brancos caiu 32,3%, e de jovens negros aumentou 32,4%": baseado em dados oficiais do Governo Federal e de SP, Júlio Moreira, economistas e ativista de cidadania, faz uma reflexão sobre as vítimas negras da violência e nos enviou o seu texto "O lado negro da negritude".

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  7. Wagner Oliveira, da Agência Brasil, comenta com a gente que de acordo com o último Mapa da Violência, 56.337 pessoas foram vítimas de homicídio. Esse número corresponde a 29 mortes a cada grupo de 100 mil habitantes e é o maior da série histórica do estudo, divulgado a cada dois anos, tendo como base o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde.

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  8. Segundo o próprio coordenador do estudo Mapa da Violência, Julio Jacobo Waiselfisz, sociólogo da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o que se mostra é a tendência da violência de migrar dos grandes centros para o interior. Se nesta década o número de homicídios permaneceu quase o mesmo, ele diminuiu em cidades como Rio, São Paulo e Recife, mas migrou para cidades médias e pequenas.

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  9. "Tenho constatado um aumento de várias formas de violência em Franca (SP)": é o uqe comentou com a gente do blog o repórter Cássio Freires, da Rádio Imperador AM e do site Pop Mundi, confirmando a tendência que indica o estudo Mapa da Violência, de Julio Jacobo Waiselfisz.

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