quinta-feira, 11 de junho de 2015

O AVANÇO DOS ALIMENTOS ORGÂNICOS AQUI E EM TODO LUGAR É A BUSCA POR UMA VIDA MAIS SAUDÁVEL


No Brasil o potencial de crescimento dos orgânicos é um dos maiores do planeta pelas características da nossa natureza, por uma questão cultural e também pela necessidade urgente de solucionar os problemas graves de saúde da população

Tanto o site ebah do Rio Grande do Sul como um trabalho sobre consumo de alimento e alimentação saudável, feito por Felipe Castello Branco e Maria Sílvia Vieira no portal da PUC (Pontífícia Universidade Católica), informam que os alimentos orgânicos são mais do que um produto sem agrotóxicos, sendo o resultado de uma produção agrícola, que maneja o solo para equilibrá-lo, para esse tipo de produção: "Além de visar a qualidade do alimento, isso acaba concretizando uma produção agroecológica e ajuda no meio rural e urbano a semear um desenvolvimento sustentável, equilibrando economia com ecologia, prazer com saúde", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Em resumo, os alimentos orgânicos estão cada vez mais crescendo no Brasil devido a pelo menos 50% brasileiros hoje em dia aprovarem o conceito de buscarem em sua mesa um alimento saudável e que ainda não prejudique ao meio ambiente. O problema do preço é um dos principais desafios. Limita muito o consumo dos orgânicos, que está atualmente só em torno de 2 a 3% do mercado apenas. Para a solução, somente uma nova estrutura de apoio à agroecologia e à distribuição deste tipo de alimento poderá ampliar a sua venda, fazendo assim diminuir o seu preço. Nossa principal vantagem é o clima no Brasil, bastante propício para o cultivo de alimentos orgânicos, sendo possível produzir o ano todo.  Uma grande área já é utilizada no Brasil, para a plantação de orgânicos, mas se espera que com a regulamentação da lei, o plantio e as vendas destes produtos cresçam ainda mais, facilitando uma relação positiva entre o consumidor e o produtor. Não é só no Brasil que os alimentos orgânicos atualmente estão ganhando mercado, em vários países da Europa o sucesso chega a ser mais amplo. Um exemplo é a Alemanha o primeiro país que criou um órgão para tratar sobre a inspeção e controle de produção orgânica. Apesar do crescimento na comercialização de alimentos orgânicos não só no Brasil mais em grande parte do planeta muitas pessoas ainda não têm acesso aos orgânicos, muitas vezes por seu preço ser mais elevado do que de outros alimentos, outras porque não têm conhecimento de seus benefícios para a saúde ou até mesmo por desconhecerem os orgânicos. Cresce o cultivo de alimentos comercializados in natura, certificados e inspecionados, ocupando cada vez mais espaço nas lojas de produtos naturais e até na gôndola dos supermercados mais comuns ou mais comerciais.

As feirinhas dos produtores orgânicos já são um sucesso nacional em pequenas e grandes cidades


Resumo de informações sobre a produção e consumo dos alimentos orgânicos


Muita gente credita ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o avanço de feiras orgânicas ou de lojas especializadas (físicas e on-line), um melhor acesso já hoje a produtos livres de agrotóxicos, corantes, conservantes, o que está ligado à procura crescente por uma alimentação saudável. A perspectiva de mais negócios neste segmento estimula, a despeito das turbulências macroeconômicas, novos investimentos das iniciativas pública e privada. Lançado em 2013, o Plano Nacional da Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), por exemplo, busca articular políticas e ações de impulso ao cultivo orgânico, destinando em um ano cerca de R$ 8 bilhões ao setor. A boa vontade do Governo para com os orgânicos talvez se fundamente na necessidade urgente hoje de melhorar a condição de vida no país, diminuindo o índice de doenças e atenuando as falhas do sistema público de saúde. Vários setores governamentais e civis, de cientistas ou pesquisadores e ecologistas, além de pequenos e médios agricultores estão na prática unindo esforços para adubar este mercado crescente e de grande potencial também econômico e empresarial. 



Alimentos orgânicos como frutas, verduras e legumes são essenciais para a saúde dos consumidores

A ampliação do mercado de orgânicos no Brasil começa a elevar a fatia do país no mercado internacional. Na 10ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, há um ano, especialistas projetaram que o setor movimentaria cerca de R$ 2,5 bilhões anuais no país. No mundo, os orgânicos haviam movimentado em torno de R$ 150 bilhões em 2013. Deste total, os Estados Unidos responderam por R$ 80 bilhões; a Alemanha, por R$ 18 bilhões; e o Canadá, por R$ 10 bilhões. Para o presidente do International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam), que reúne associações de cerca de 120 países, Andre Leu, as características do clima serão determinantes para o Brasil se destacar. Estar entre os principais mercados de orgânicos é uma questão de pouco tempo para o Brasil. Pela diversidade de clima e a possibilidade de ofertar um mix variado de produtos ao consumidor, o país deve aumentar rapidamente a presença no comércio mundial de orgânicos. A professora do curso de Biochip da PUC-Rio, Ana Branco, uma das organizadoras da feira orgânica promovida às quintas na universidade, nota “grande aumento” na quantidade de interessados numa alimentação saudável:"É possível perceber isso aqui na feira e, principalmente, no curso de Biochip. As pessoas querem aprender sobre alimentação viva. Elas estão se dando conta de que os alimentos orgânicos têm inúmeros benefícios para a sua saúde e a sua vida". 



A alimentação orgânica está ligada à cultura da vida, da saúde e da ecologia

Paralelamente ao crescimento do consumo de orgânicos no país, na última década, o Brasil passou a ocupar o 5º lugar no mundo em área cultivada, segundo a Ifoam. De acordo com o Instituto Biodinâmico (IBD), responsável por certificações na área, o Brasil já soma 1 milhão de hectares em produção orgânica. Cerca de 95% deles estão ocupados por produtores de pequeno e médio porte. Fontes governamentais estimam que mais de 50 mil agricultores praticam a agricultura orgânica. Parte deles mira o exterior. Os principais importadores mundiais de orgânicos, Estados Unidos,Europa e Japão, que respondem por 90% do mercado internacional, apostam no potencial do Brasil para exportação. Hoje, aproximadamente 60% desta produção vai para fora do país. Outros 30% são vendidos no mercado interno, e o restante é usado para o consumo próprio dos produtores orgânicos. 


O Brasil já é o 5º maior produtor de alimentos orgânicos, cresce também seu potencial de exportador


O setor de orgânicos no país sofre também com os efeitos da crise internacional deflagrada desde 2008, mas dá sinais de recuperação, adubada pela guinada internacional. De acordo com a Organic Monitor, o mercado global de orgânicos obteve, já há 2 anos, um lucro de US$ 64 bilhões, o que representou um crescimento de 27% e hoje esta porcentagem já está passando dos 30% e o volume de lucratividade se aproxima dos 100 bilhões. Estes estímulos podem ser decisivos para um avanço ainda maior do mercado de produção e processamento de alimentos orgânicos, uma tendência que existe tanto nas grandes como nas pequenas cidades, em todas as regiões do país. Porém, é fundamental, resolver os problemas pendentes como uma melhor estrutura para a agricultura familiar, para a agroecologia, além de uma solução sustentável para a questão do preço ainda alto destes produtos para os consumidores brasileiros. 


Fontes: www.ebah.com.br
              PUC
              www.folhaverdenews.com


8 comentários:

  1. Esta nossa postagem de hoje apresenta assim em síntese um raio X da produção e da alimentação orgânica: envie informações e comentários para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  2. "O Brasil é um país emergente e mira como espelho o mercado dos Estados Unidos, por exemplo, que apresenta um crescimento acentuado. É claro que são realidades diferentes, mas enxergamos o nosso mercado, em até dez anos, muito mais aberto a aceitar alimentos orgânicos": é a previsão do executivo de marketing do Organomix.

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  3. Executivo de alimentação, Dick Thompson, sócio do Sítio do Moinho, tradicional produtor e importador de produtos do gênero, reforça que o comércio internacional é a chave para a evolução dos orgânicos: “Está havendo uma evolução enorme na área orgânica internacional. Fico impressionado como as coisas vêm evoluindo”. Ele observa, como uma das razões do crescimento, a “maior conscientização” sobre os benefícios dos orgânicos que todo mundo está começando a ter.

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  4. Neste mercado crescente, no qual é inserida uma quantidade crescente de produtos, o consumidor deve ficar atento a certificações que indiquem a procedência de alimentos e bebidas orgânicos e naturais. O designer Ionã Matheus Oliveira, de 25 anos, fala da importância do consumidor procurar os ítens certificados: "Sempre procuro algum selo que comprove a procedência do alimento. Tenho medo de ser enganado e acabar levando para casa algum produto que, apesar de aparência, não seja orgânico ou tenha algum tipo de agrotóxico".

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  5. O selo que os consumidores devem procurar e o selo que os produtores devem ter é o do SisOrg, o “Brasil Orgânico”, o mais confiável, que é concedido só depois de rigorosa avaliação do Ministério da Agricultura. Um dos critérios da avaliação determina que os alimentos processados precisam ter ao menos 95% de seus ingredientes orgânicos para receber este selo. A dica é de José Pedro Santiago, do IBD.



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  6. Os especialistas do setor concordam que uma das filosofias mais importantes para a produção orgânica é manter 20% da área sem produção, plantando com adubação verde e rotação de cultura para levar mais nutrientes ao solo. Numa plantação orgânica, produz-se com 80% da área. Se não se faz dessa forma, aos poucos o solo vai se desnutrindo, explica o engenheiro agrônomo Antônio Soares, de Itu, São Paulo.

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  7. Em várias pesquisas, consumidores citam razões estéticas e em especial de saúde, para optar por alimentos orgânicos, este enfoque acontece em pessoas de todas as faixas etárias e profissões, também há um maior índice de consumo de orgânicos entre pessoas que se ligam mais na natureza ou vivenciam a ecologia em suas vidas. (Resumo de informnações apresentadas em São Paulo durante a Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia).

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  8. Mande vc tb a sua opinião ou comentário, como fez Analice Pereira, do Rio de Janeiro (RJ): "Uso os orgânicos para cuidar preventivamente da minha saúde e ter condições de desenvolver melhor o meu trabalho de atleta".

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