sábado, 27 de junho de 2015

PLANO NACIONAL HÍDRICO EM VIGOR NO PAÍS NÃO PREVÊ O PRINCIPAL QUE É A PROTEÇÃO OU RECUPERAÇÃO DAS NASCENTES

Este blog se une ao movimento ecológico e de cidadania em busca da ecologia perdida no Brasil: primeiro passo, a luta pelas nascentes aqui e em todo país


Estamos destacando aqui a postagem principal na webpágina da respeitada entidade socioambiental WWF (Fundo Mundial da Natureza) sugerindo que seja com a maior urgência implantado no Brasil um Plano Nacional das NascentesO plano ajudará a aumentar a quantidade e a qualidade da água para consumo da população  e também a reequilibrar o ambiente: o nosso país tem hoje uma economia de base rural altamente dependente de água, assim como a indústria e grande parte da população que vive em centros urbanos, todos já enfrentaram e poderão encarar de novo em 2015 um colapso de abastecimento mais intenso ainda, sem precedentes, que é provocado pelo desmatamento e três faltas: falta de planejamento, falta de gestão pública sustentável e falta de foco nas questões climáticas. 


Agência Nacional de Águas alerta que metade dos municípios brasileiros poderão sofrer com falta de água em 2015


 O nosso país deverá seguir uma tendência mundial de aumento no consumo de água nos próximos anos, tanto nas cidades quanto no campo. Para enfrentar esta crise e buscar soluções reais e duradouras, o WWF-Brasil e outras organizações formaram a Aliança Pela Água: "O momento é de urgência e todos precisamos nos empenhar para garantir este recurso natural tão importante, hoje e no futuro. E você pode dar um apoio fundamental para solucionar a crise hídrica: assine e divulgue a petição que está em nosso site: juntos vamos defender nossas nascentes, rios e outros mananciais, a bem de nossa vida futura e já agora na próxima seca pós-inverno, que poderá ser maior ainda do que a do ano passado, por sua vez, a mais profunda nos últimos 100 anos. Confira a seguir o texto integral da carta sendo encaminhada ao Governo Federal por este movimento, você pode participar acessando o site www.wwf.org.br


A proteção ou recuperação das nascentes significa vida para a população, a economia e a ecologia do país



A iniciativa da WWF Brasil coincide com a luta de nosso blog Folha Verde News (participe você também agora)



Aqui a carta da WWF: "Apesar de ser um país abundante em água doce – que tem no azul da nossa bandeira uma referência explícita ao precioso recurso natural –, o Brasil vive a pior crise hídrica em 85 anos. A crise ganhou imensa repercussão nacional e internacional, principalmente porque, desta vez, atingiu drasticamente o Sudeste, uma das regiões mais ricas e populosas do país, responsável por grande parte da economia brasileira. Mas no dia a dia, cerca de 40 milhões de brasileiros em todas as regiões enfrentam problemas com o abastecimento ou a qualidade da água. Parte dessa dificuldade está na governança da água. Usamos mal e desperdiçamos o recurso vital para a sobrevivência. Por falta de percepção de que estamos comprometendo o futuro dos mananciais, poluímos rios, lagos e reservatórios. A represa Billings, em São Paulo, por exemplo, é o maior reservatório da região, com capacidade de abastecer mais de 4 milhões de pessoas, mas sua água não estava sendo utilizada devido à poluição por esgotos não tratados. Mas o mais grave é que estamos deixando de proteger as nascentes brasileiras. Se um rio é poluído ou degradado, mas suas nascentes estão preservadas, há boas chances de recuperarmos todo corpo hídrico. Por outro lado, se as nascentes forem destruídas, pouco se pode fazer. Elas são a fonte necessária à vida e devem ser preservadas ou recuperadas a qualquer custo. E o país está perdendo suas nascentes de modo veloz e irreversível. A imagem da nascente seca do rio São Francisco em 2014 foi só um alerta que nunca tínhamos visto antes. Em vários municípios, as nascentes já não servem mais à população. Ruas, casas e bairros inteiros são construídos sobre áreas de preservação permanente, onde as nascentes são drenadas e aterradas. No meio rural as fontes são degradadas pelo mau uso do solo na atividade agropecuária, além da construção de estradas e obras de infraestrutura sem planejamento. Sem contar que recentes leis criadas no país pioram a situação. É o caso do novo Código Florestal. O inciso IV do seu artigo 4º excluiu as nascentes intermitentes (que secam periodicamente) da obrigatoriedade de proteção de faixa de matas no seu entorno. Pela lei, apenas as nascentes permanentes são incluídas na faixa de proteção permanente, num raio mínimo de 50 metros. Como as nascentes que eram perenes estão secando – por problemas de manejo e mal uso do solo –, elas são, automaticamente, consideradas intermitentes e, portanto, podem ser desmatadas com permissão da lei. É uma contradição para um país que precisa da água para alimentar seu povo, gerar produtos agropecuários para exportação - atividade responsável por 5% do PIB do país), produzir energia (70% da matriz energética do país é de geração hidrelétrica, totalmente dependente da água) e abastecer toda a sociedade. O Plano Nacional de Segurança Hídrica lançado em 2014 pela Agência Nacional de Águas e o Ministério da Integração Nacional não prevê a proteção e recuperação de nascentes e mananciais. Só a construção de novos reservatórios e de outras obras de infraestrutura hídrica não será suficiente. É preciso ampliar a oferta por meio da proteção e recuperação das nascentes que abastecem os reservatórios. As ameaças que pairam sobre as áreas protegidas também podem agravar o quadro hídrico nacional. Criadas para conservar serviços ambientais essenciais – como a produção de água –, essas áreas podem ser abertas à mineração e outros usos econômicos, contrariando seu papel constitucional. Por todas essas razões, presidente, o WWF-Brasil propõe que o país crie e implemente um Plano Nacional de Proteção das Nascentes do Brasil". 


Recentemente nosso blog enfocou reaproveitamento de nascente no Condomínio Ecoville

Cresce por aqui e em todas as regiões a luta para resgatar a ecologia perdida no país


Fontes: www.wwf.org.br
              www.folhaverdenews.com 

14 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando aqui nesta seção mais informações e comentários sobre esta pauta, aguarde e confira.


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  2. Mande você também a sua informação, comentário, mensagem, opinião, aqui mesmo ou mande o e-mail p/ a redação navepad@netsite.com.br e/ou direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. "Venho acompanhando neste últimos três anos os posts deste blog e creio que ele se transforma numa alternativa de valor para a informação dos ecologistas e de todos os que lutam pela natureza e pelo desenvolvimento sustentável": é a opinião do jornalista e radialista Cássio Freires, da Rádio Imperador AM de Franca (SP), que também integra a equipe do site Pop Mundi.

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  4. "É terrível a informação da ANA que metade dos municípios brasileiros terão falta de água na seca de 2015, a crise de 2014 parece que não ensinou e nossas autoridades não tomaram medidas estruturais que são essenciais para mudar esta situação limite": o comentário é de Olavo de Souza Pereira, de Piracicaba (SP), onde segundo ele "o volume de água dos rios, lagos e nascentes nunca esteve tão baixo".


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  5. Juntamente com o repórter Cássio Freires (Rádio Imperador e site Pop Mundi) estamos mapeando as nascentes que sobrevivem por aqui na cidade e na região, não com o objetivo de polemizar politicamente e sim de buscar o resgate destas fontes de água, pensando na próxima seca, que pode ser brava segundo a meteorologia, na educação ambiental, lazer e saúde da população.

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  6. Em plena seca hídrica no Sudeste e em outras regiões do país, também por aqui no nordeste de São Paulo, em nossa região, divisa com Minas (sudoeste), que na história da ecologia foi rica em recursos naturais, minerais e água. 100 anos pós-industrialização, quais nascentes restam vivas? Mesmo que algumas estejam poluídas ou impróprias pro consumo humano, podem servir como uma reserva para reúdo, limpeza de áreas, cuidados com jardins, equipamentos como chafariz, que podem atenuar a seca.

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  7. Vamos juntos em busca das últimas nascentes da nossa última ecologia por aqui no nordeste paulista, que integra o Aquífero Guarani: cada nascente reaproveitada, potável ou não, será uma esperança a mais para nossa terra e nossa gente encarar os períodos mais secos, como o final deste inverno.

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  8. "Oi, Padinha, oi, Cássio, tenho acompanhado a busca de vocês e gostaria de pedir que buscassem pela nascente original da Água da Careta, que é histórica em Franca e foi abandonada há decadas: ela ainda sobrevive?": quem nos passa esta pergunta é Romildo Arantes, morando hoje em Ituverava, na área rural, mas que atuou muito tempo no comércio da Estação, onde ficava a bica.

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  9. Esta nascente, pela última pesquisa in loco que a gente fez, fica hoje no quintal de uma antiga loja e fábrica de móveis, vamos tentar resgatar esta bica, mesmo que ela esteja poluída por esgoto do lençol freático no bairro da Estação muito populoso hoje, mesmo que seja só para sua água não potável ser usada para limpeza e outros fins tipo reuso. Mas, quem sabe alguma empresa se interesse em despoluir e recuperar a ecologia da Água da Careta? Seria um grande marketing ecológico.






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  10. Nossa equipe em busca da revalorização e de reutilização das últimas nascentes tem recebido muitos cumprimentos por telefone e nas redes sociais, como no Facebook hoje: vamos juntos em busca de uma melhor condição humana e natural por aqui e por onde a gente estiver.

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  11. "Aqui na zona rural de Itirapuã sei de pelo menos umas 10 nascentes que creio podem ser salvas para alguma utilização da água na seca, vou passar p/vcs, espero a visita da equipe": a msm chegou no e-mail do nosso editor e vamos lá, juntos. Paz.

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  12. "As nascentes abandonadas como esta aí no Jardim Integração são um refúgio dos últimos passarinhos na área urbana, urgente também replantar mudas nativas em volta das minas": o comentário, muito oportuno, foi do técnico agrícola Valdivino Franco, atuando no nordeste paulista.

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  13. "E aí Padinha tudo bem? Curti seu vídeo feito no jardim Integração. Moro na Rua Francisco Tarsia um pouco acima de onde você gravou. Desde que me mudei pra lá, já faz uns 10 anos este problema existe, no governo anterior falaram que iam canalizar esta água pra ser aproveitada no próprio lugar que seria uma área verde juntamente com uma área de lazer, mas ficou só na promessa, é uma pena. Vira e mexe fico retirando lixo deixado pelas pessoas (se é que podemos chamar de pessoas), tanto em frente de casa quanto do lado, que é a única que tem um terreno baldio. A gente tenta cuidar o máximo possível, mas você sabe que é difícil. Um grande abraço pra ti e parabéns pela reportagem": nós aqui agradecemos o cidadão Flávio Almeida, que mora no Jardim Integração em Franca (SP) e temos mesmo que reunir o batalhão dos que amam a natureza nessa luta da hora. Abs e paz aí.

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  14. "O trabalho ecológico deste blog, também em Franca e região, bem como a luta e o alerta da WWF sobre a falta de um Plano Nascional de proteção e de recuperação das nascentes são importantes demais para que nossa população e nossas autoridades bisquem solução antes que seja tarde demais e impossível qualquer saída para este caos hídrico": o comentário é do engenheiro agrônomo que, formado pela Unesp, atua na região central do Brasil, José Mathias. francano de nascimento que diz ter encontrado nosso blog no Google, quando pesquisava dados e informações sobre a seca de 2014 e a prevista para 2015.

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