terça-feira, 23 de junho de 2015

POLUIÇÃO DO AR E MUDANÇAS CLIMÁTICAS AUMENTAM DEMAIS AS DOENÇAS E A SAÚDE DEPENDE AGORA CADA VEZ MAIS DA RECUPERAÇÃO DA ECOLOGIA PERDIDA

Estudos revelam que uma menor poluição do ar salvaria mais de  3 milhões de vidas e que hoje ela e também as mudanças climáticas precisam de solução mais rápida e sustentável sendo enfocadas como uma "emergência médica"


Ao menos três milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas no planeta com o respeito às normas sobre a poluição do ar ditadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), especialmente na China e na Índia, mas também no Brasil, destaca um estudo publicado nesta semana:  a poluição do ar é responsável por cerca de 3,2 milhões de mortes ao ano, segundo estimativa da OMS, o que supera os óbitos provocados pela Aids e a malária juntas, destacam os autores do estudo, publicado na revista Environmental Science and Technology.  Os pesquisadores se concentraram principalmente nas partículas em suspensão no ar inferiores a 2,5 mícrons, que podem penetrar profundamente nos pulmões, aumentando o risco de doenças cardíacas e pulmonares, como enfisema e câncer, assim como acidentes vasculares cerebrais. Estas partículas procedem da combustão do carvão nas centrais termoelétricas, do escapamento dos automóveis e de outras emissões industriais de fumaça ou de outras formas de poluição atmosférica. Em alguns países de baixa renda as partículas em suspensão são o resultado da queima da lenha em fogões ou na calefação. A maioria da população mundial vive em ambientes com concentrações superiores a 10 microgramas por litro de ar, o máximo aceitável segundo a OMS, mas em torno de algumas indústrias, minas ou cidades chinesas, indianas e até também brasileiras este índice supera os 100 microgramas: "Tratamos de determinar o quanto devem ser reduzidas nos diferentes lugares do mundo estas partículas suspensas no ar para assim diminuir o índice de moralidade", explicou Joshua Apte, pesquisador da Universidade do Texas, dizendo que "o modelo informático elaborado para este estudo poderá ajudar a conceber estratégias para proteger a saúde pública e a vida humana".



Os efeitos da poluição do ar e também das mudanças climáticas causam doenças e atrapalham a Medicina


Por estes critérios novos pesquisados agora, Índia e China deveriam reduzir desde já o nível médio de partículas em suspensão de 20 a 30% para manter sua taxa atual de mortalidade, levando-se em conta sua progressão demográfica.  Mas para chegar a 10 microgramas/litro seriam necessárias já medidas drásticas: para reduzir a média de mortalidade devido à poluição do ar os países mais contaminados precisam baixar em 68% a densidade de micropartículas em relação aos níveis de 2010.  Os países da Ásia respondem por 72% dos 3,2 milhões de óbitos anuais causados pela poluição do ar. Nas nações menos poluídas, uma redução de 25% na concentração de micropartículas salvaria 500 mil vidas anualmente. No Brasil, a redução de fontes poluidoras do ar podem salvar em torno de 1 milhão de pessoas. 



Também em algumas regiões de São Paulo e do Chile a poluição do ar precisa diminuir ao menos 20% imediatamente



Não só a poluição do ar mas todas as mudanças climáticas são hoje muito urgentes sendo uma emergência médica




Os efeitos das mudanças climáticas e dos desequilíbrios ambientais geram variadas doenças


A comissão de estudos criada pela The Lancet vai além e conclui que toda mudança que se verifica atualmente no clima natural, desequilibrando o meio ambiente, pode também favorecer a variadas doenças, entre elas, as transmitidas por mosquitos, "A consequência das mudanças climáticas para uma população mundial de 9 bilhões de habitantes ameaça minar os avanços realizados há meio século no desenvolvimento da medicina e na saúde global", avaliam os especialistas. Entre os efeitos indiretos para a saúde, os pesquisadores citam as variadas formas de poluição urbana, os problemas de segurança alimentar e o desenvolvimento de doenças transmitidas por mosquitos que se propagam para as zonas mais quentes, devido ao aquecimento do planeta, além das transmissões por água infectada ou sem saneamento básico. A crise exige "uma resposta urgente, utilizando as tecnologias disponíveis atualmente", alerta o professor Montgomery: "Há lentidão no processo de negociações sobre o clima".  Este é em um ano o terceiro alerta de cientistas especializados sobre esta demora em soluções sustentáveis e também sobre um crescente  temor de que as negociações climáticas em Paris na Franca, no final do ano, não alcancem a dimensão projetada pela ONU, que são fundamentais para o reequilíbrio da ecologia e para a saúde humana hoje. 



Fontes: France Press
              www.g1.globo.com 
              www.ambientebrasil.com.br
              www.folhaverdenews.com 

  

8 comentários:

  1. Cá entre nós, a grosso modo, sinceramente, a condição de vida e de saúde humana estão na UTI devido a variadas formas de polulição e também por causa das mudanças climáticas e planetárias.

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  2. No caso de São Paulo, para exemplificar o desafio atual, além da poluição do ar e dos efeitos das mudanças climáticas, há ainda as águas poluídas de forma total (e isso há mais de 30 anos, sem na verdade nenhuma gestão governamental para solucionar o problema): daí advém uma série de doenças na população e desequilíbrio na ecologia da vida.

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  3. Este estudo divulgado hoje aqui no blog sugere que a poluição do ar tem também relação com um possível estreitamento das artérias carótidas, responsáveis por transportar o sangue arterial do coração para o cérebro. O entupimento delas pode provoca um acidente vascular cerebral (AVC), de origem ambiental.

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  4. Pesquisadores do Centro Médico Langone, hospital da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, analisaram registros de mais de 300 mil pessoas que vivem em Nova York, Nova Jersey e Connecticut. Com os dados, eles descobriram que quem vivia em endereços com maior presença de poluição particulada ficou mais propenso ao estreitamento de suas artérias carótidas internas em relação a quem vivia em áreas com atmosfera menos poluída.

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  5. O material particulado (que tem a sigla em inglês PM2,5) é uma denominação para um conjunto de poluentes como poeiras, fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que fica suspenso na atmosfera por causa do seu tamanho pequeno. Mas que causam grandes danos à saúde do ambiente e da população, passando hoje de todos os limites indicados pela OMS da ONU.

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  6. Mande você também informação ou comentário aqui pro nosso blog, aqui nesta seção ou enviando para navepad@netsie.com.br ou ainda direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  7. "Não podemos esperar até a convenção mundial do fim do ano em Paris, temos que nos mobilizar mais por soluções de verdade para esta situação de várias formas de poluição e de desequilíbrios climáticos, isso deveria gerar manifestações do movimento de cidadania nas ruas": é a mensagem de José Pedro, engenheiro ambiental, que se formou na USP e trabalha hoje na região amazônica. Ele nos envia um estudo sobre a poluição gerada por queimadas nos desmatamentos.

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  8. "Acredito que recuperar a ecologia perdida é o que há de mais importante e mais difícil na vida de agora no Brasil, no planeta": o comentário é de Ana Lorena, que participou de manifestações estudantis pela Tarifa Zero e gostaria de sair à rua por esta causa, como foi dito aqui num comentário. Ela vive em Campinas (SP) e se prepara para um doutorado na Unicamp.

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