domingo, 21 de junho de 2015

RAIO X DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO BRASIL MOSTRA ALGUNS AVANÇOS MAS MUITO MAIS CARÊNCIAS

O IBGE divulga 63 indicadores sobre a sustentabilidade ou a falta dela no relatório de 2015 



A 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Brasil 2015 mostra que o país está avançando em algumas áreas sob um enfoque ao mesmo tempo ambiental, social e econômico, mas há indícios factuais muito mais de carências do que avanços em termos de sustentabilidade. A necessidade de aumento energético tipo renovável é inconteste segundo a ciências ambiental, também o  consumo de energia em geral está crescendo mais rapidamente que a população e do que crescem os investimentos em energias como a Solar ou a Eólica. O desmatamento da Amazônia até diminuiu um pouco segundo este relatório mas ainda consome milhares de quilômetros quadrados de floresta a cada ano. Os casos de doença por falta de saneamento não chamam tanto a atenção como as que têm insetos como causa e aumentaram bastante. O relatório usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), Produto Interno Bruto (PIB), Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) e Projeção da População do Brasil, todos do IBGE, além de dados de ministérios, secretarias estaduais e municipais, Ibama, DataSUS, Iphan, Unesco e outras instituições que forneceram os dados, sendo a maioria, oficiais, governamentais, porém nenhum dado é capaz de desmentir a realidade: "Por mais que uns ou outros queiram manipular os fatos, a melhor informação é a realidade", comentou por aqui no blog da cidadania e da ecologia o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar esta notícia aqui no Folha Verde News: "Por mau exemplo, se a gente for acreditar em propaganda oficial, nem existe a poluição dos rios Tietê e Pinheiros em São Paulo, mas ela está lá para todo mundo ver e isso na maior ou mais rica região do Sudeste, um escândalo já constatado há mais de 20 anos".



Em todos os setores da economia não há ainda um equilíbrio com a ecologia



Convém você conhecer o IDS 2015 segundo o IBGE




Lendo os dados do IBGE com isenção você percebe que a sustentabilidade está ainda longe de nós



População em áreas costeiras – Um dos dados apresentados pelo instituto é o aumento de 33%, entre 1991 e 2010 da população residente no litoral, saltando de 34,3 milhões para 45,7 milhões.
Um dos principais efeitos da mudança climática, previsto por cientistas, é o aumento do nível do mar em decorrência do degelo dos polos. Essa elevação pode afetar as populações que vivem áreas costeiras, inclusive no Brasil. A região do país com maior vulnerabilidade à elevação dos oceanos é o Nordeste. Dos 53 milhões de habitantes distribuídos por nove estados, 20 milhões moram na costa litorânea.
Emissões de CO2 – Ainda em relação à questão das mudanças climáticas, o relatório do IBGE, baseado em dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ressalta que as emissões de dióxido de carbono (CO2) do país aumentaram 65% entre 1990 e 2005. Em números absolutos, o total de dióxido de carbono liberado na atmosfera no país saltou de 991.731 gigatoneladas para 1.637.905 gigatoneladas. O CO2 é um poderoso gás de efeito estufa e o aumento de seus níveis preocupa por influenciar o aumento da temperatura do planeta, responsável por provocar as mudanças climáticas. (Isso, além de poluição do ar, doenças respiratórias, cânceres). Entre 1990 e 2010, o setor de energia foi o que mais emitiu dióxido de carbono no Brasil. O total foi crescente no período, saltando de 179.948 gigatoneladas para 382.698 gigatoneladas. Houve aumento também nas emissões provenientes de processos industriais e tratamento de resíduos. Na agricultura, houve alta no lançamento de gases como metano e óxido nitroso.
Desmatamento – O IBGE incluiu em seu relatório os dados do Sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostram subidas e descidas no ritmo do desmate da Amazônia, entre 1991 e 2013.  Em 1991, o desflorestamento bruto na Amazônia Legal (bioma que abrange todos os estados da Região Norte, além de Mato Grosso e parte do Maranhão) foi de 11.030 km². Informa que a devastação atingiu seu pico em 1995 (29.059 km²). Em 2013, último dado tabulado pelo IBGE neste relatório, houve perda de 5.843 km². Estas informações representam o índice oficial de perda de vegetação amazônica e avaliam os meses que integram o chamado “calendário do desmatamento”, relacionado com as chuvas e atividades agrícolas.
Cerrado é o que perde mais – O relatório apresenta ainda a quantidade de áreas remanescentes de vegetação nos demais biomas brasileiros. A partir de informações do Ibama, o documento mostra que, até 2012, restavam 14,5% da vegetação original de Mata Atlântica (189,5 mil km² de 1,3 milhão de km²). Do Pampa, presente na Região Sul, até 2009 restavam 36%, o equivalente a 63,7 mil km². Até 2010, o Cerrado teve desmatado 49,1% de sua vegetação original, restando 1,03 milhão de km².
Do Pantanal, ainda há 84,6% de área preservada, o que totaliza 127,2 mil km². Ainda de acordo com o relatório do IBGE, 46,6% da Caatinga foram desmatados, restando 441,2 mil km² do bioma.
Queimadas – O Cerrado foi o bioma que mais registrou focos de queimada, de acordo com os dados do IBGE, a partir do monitoramento de focos de calor do Inpe.  Para exemplificar, entre 2008 e 2013, o Brasil registrou 937,7 pontos de calor, sendo que 373,7 mil (39,8%) ocorreram nos oito estados que compõem o Cerrado. Os dados deste relatório oficial mostram que 1.152 espécies da flora e da fauna brasileira são consideradas ameaçadas de extinção. Os números apresentados são ainda os de 2008 e muitos especialistas criticam que este número desde então deve ter aumentado ainda mais. A Mata Atlântica é o bioma brasileiro com a maior quantidade de espécies da flora e fauna ameaçadas de extinção. São 544 espécies (275 da flora e 269 da fauna) em risco de desaparecer.
Agrotóxicos – A quantidade de agrotóxico entregue ao consumidor final mais que dobrou entre 2000 e 2012, segundo o IBGE. Em 2002, quando houve o menor uso no período, a comercialização do produto era de 2,7 quilos por hectare. Em 2012, esse número chegou a 6,9 kg/ha. O relatório apontou que os produtos considerados perigosos foram os mais representativos, respondendo por 64,1% dos itens comercializado entre 2009 e 2012. Segundo técnicos do setor, esse resultado foi puxado por um herbicida denominado glifosato.  “É um produto medianamente perigoso e muito usado na cultura da soja. Está-se usando muito no país, principalmente na área do Cerrado e do Centro-Oeste. Glifosato é o componente mais comercializado”, disse Rodrigo Pereira, gerente de estudos ambientais da coordenação de recursos naturais e estudos ambientais do IBGE. Não há dados neste relatório sobre o aumento do uso de agrotóxicos proibidos em outros países, algo já enfocado aqui e no exterior.
Aids aumentou – A incidência de Aids aumentou a partir de 2000: passou de 16,6 para 20,2 a cada 100 mil habitantes. Ainda de 2000 a 2012, o Brasil registrou um aumento de 4,7 anos na esperança de vida ao nascer: a expectativa foi de 69,8 para 74,5 anos. No mesmo período, houve uma redução da mortalidade infantil de 29,02 por mil nascidos vivos para 15,69 por mil nascidos vivos. Em 2012, a maior taxa de mortalidade infantil foi registrada no Nordeste: 20,5 por mil nascidos vivos. A menor taxa foi observada no sul: 10,8 mortes por mil nascidos vivos.  De 2002 a 2009, aumentou o número de estabelecimentos de saúde por mil habitantes: de 0,37 para 0,49 segundo o IBGE mas o número de leitos para internação, mesmo assim diminuiu, passando de 2,6 para 2,23 por mil habitantes.
Educação – Os dados compilados pelo IBGE mostram que o Brasil tem avançado rumo ao cumprimento de metas internacionais, mas que ainda há desigualdades. Uma das áreas destacadas pelo levantamento é a alfabetização, também de adultos. Segundo a Pnad 2012, no Distrito Federal e nos estados do Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, a taxa de alfabetização de jovens e adultos de cor branca é de entre 95,1% e 97,2% da população. Já entre os jovens e adultos pretos ou pardos, só no Distrito Federal e no Espírito Santo a taxa não é mais baixa, em geral não chegou a esse patamar. Há ainda três estados (Alagoas, Maranhão e Paraíba) onde a taxa varia entre 76,5% e 80% para os jovens e adultos negros.
A meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é ter, até o fim deste ano, 93,5% das pessoas com 15 anos ou mais alfabetizadas, e 100% até 2024. Em 2013, a taxa média nacional era de 91,5%.
Menos energia renovável – A energia renovável perdeu participação na matriz energética brasileira em 2012, mostra o IDS. Naquele ano, ela registrou sua menor participação em uma década: 42,4%.
“Houve queda forte na cana de açúcar e derivados, queda na hidráulica, em função principalmente de fatores climáticos. Estamos passando por uma seca", explicou o pesquisador de Recursos Naturais do IBGE, Júlio Gonçalves. Ele não comentou a situação de Energias Limpas. como a Eólica e a Solar, ainda com indicadores muito aquém das necessidades brasileiras e do potencial da nossa natureza.
Mais energia não-renovável – A participação de energia não-renovável na matriz energética brasileira cresceu de 56,1%, em 2003, para 57,6%, em 2012, “principalmente na oferta de petróleo e derivados, que passou de 36,7% para 39,2%, entre 2008 e 2012. “Isso se deve à descoberta das reservas de pré-sal e ao crescimento das vendas dos automóveis”, ressaltou este relatório: A produção de petróleo e gás começa a subir a partir de 2008. “Petróleo e gás são os que puxam a não-renovável para ampliar a sua participação na matriz energética”, completou o relatório governamental.
Consumo energético – O estudo mostrou também que o consumo final de energia per capita cresceu entre 2000 e 2012 (com exceção de 2009) e passou de 41,5 gigajoules (GJ) por habitante, em 2000, para 53,3 GJ/habitante em 2012.  “A população cresceu 1,2% ao ano em média, enquanto o consumo de energia exibiu crescimento de 3,3% ao ano”, relatou o IBGE: "Este dado mostra o que a grosso modo há mais carência do que produção energética, enfim, o Brasil deveria investir mais nesse setor e principalmente em energia limpa e renovável para gerar um desenvolvimento sustentável, capaz de equilibrar os interesses econômicos e ecológicos da Nação", comentou ao final da sua leituras deste relatório anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística o editor deste blog  de ecologia e de cidadania, Folha Verde News, diante destas informações da Agência Brasil.


A imprensa de todo o país, também no interior, critica a insustentabilidade


Fontes: www.ambientebrasil.com.br
              www.g1.globo.com
              www.folhaverdenews.com

             

7 comentários:

  1. Alguns dados parecem contraditórios, outros incontestes, de toda forma é importante que a gente analise estas informações que estão sendo agora divulgadas por este relatório de 2015 do IBGE.

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  2. Na ótica de nossa equipe, dados sobre Desenvolvimento Sustentável são importantes para que a gente consiga estimular mudanças e avanços na realidade brasileira, sem a sustentabilidade, equilibrando os interesses econômicos com o ecológicos e os sociais, o país não vira uma Nação nem tem futuro nenhum.

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  3. Envie a sua informação ou o seu comentário aqui para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br que logo mais estaremos postando nesta seção outras mensagens.

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  4. Você pode enviar também seu e-mail direto para o nosso editor de conteúdo padinha@gmail.com caso tenha dificuldades de postar aqaui no blog.

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  5. "Se o Brasil observar o potencial da sua natureza e não outros interesses, poderá se tornar o líder mundial em sustentabilidade": é o comentário que já chegou aqui, enviado pelo engenheiro ambiental Alberto Campos, de São Paulo (SP).

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  6. "Se o Brasil observar o potencial da sua natureza e não outros interesses, poderá se tornar o líder mundial em sustentabilidade": é o comentário que já chegou aqui, enviado pelo engenheiro ambiental Alberto Campos, de São Paulo (SP).

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  7. "Convém a gente conhecer para fazer diferente, para fazer realmente uma sustentabilidade que praticamente ainda não existe": quem comenta é João Luiz Alves, que nos manda este e-mail do Rio de Janeiro (RJ), com um texto sobre os problemas socioambientais em sua região.

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