segunda-feira, 1 de junho de 2015

SUPERURGENTE PRESERVAR AQUÍFERO GUARANI DE CONTAMINAÇÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NA MAIOR RESERVA DO INTERIOR DO BRASIL

Condição do Aquífero Guarani já questionada por aqui na macrorregião está agora sendo enfocada também especialista em gestão de água e recursos hídricos no sul do Brasil


Aqui o universo que abrange o Aquífero Guarani numa área de cerca de 30 milhões de pessoas


O engenheiro Charles Seidel, especializado em recursos hídricos, em climatologia e em agroecologia é quem está fazendo a nova advertência: em 2012, nosso blog se adiantava e o Folha Verde News  já alertava sobre a contaminação desta reserva de água subterrânea (uma das maiores do planeta) por agrotóxicos, isso, em Ribeirão Preto e em toda a nossa macrorregião, por aqui no interior paulista. O engenheiro agrícola Seidel inclusive tomou ciência deste alerta e agora avança um novo enfoque deste problema. Você se lembra que há 3 anos postamos aqui  informações de que Cristina Paschoalato, professora da Unaerp coordenava uma pesquisa com este conteúdo e alertava: "Não significa que toda a água de todo Aquífero Guarani está contaminada, mas é preciso evitar a aplicação de herbicidas e pesticidas em áreas de recarga do aquífero", advertia ela. O monitoramento feito então também encontrou sinais dos mesmos produtos no Rio Pardo, considerado como alternativa para captação de água para a região no longo prazo. "Isso mostra que, se a situação não for resolvida e a prevenção feita de forma adequada, Ribeirão Preto pode sofrer perversamente, já que a opção de abastecimento também será inviável se houver a contaminação". O Sistema Aquífero Guarani, que faz parte da Bacia Geológica Sedimentar do Paraná, cobre uma superfície de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sendo 839 mil no Brasil, 225,5 mil quilômetros na Argentina, 71,7 mil no Paraguai e 58,5 mil no Uruguai. Com uma reserva de água estimada em 46 mil quilômetros quadrados, a população atual em sua área de ocorrência está em quase 30 milhões de habitantes, dos quais 600 mil em Ribeirão Preto. A água deste aquífero é de excelente qualidade em diversos locais, como nas áreas de afloramento e próximo a elas, onde é totalmente remota a possibilidade de enriquecimento da água em sais e em outros compostos químicos. É justamente o caso de Ribeirão. O engenheiro químico Paulo Finotti, presidente da Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente (Soderma), lembrava então que Ribeirão corre o risco de inviabilizar o uso da água do aquífero in natura: "A zona leste da cidade registra plantações de cana em áreas coladas com lagos de água do aquífero. É um processo de muitos anos, mas esses defensivos fatalmente chegarão ao aquífero, o que poderá inviabilizar o consumo se nada for feito". Já para outro especialista que também integrou este grupo regional de estudos. Marcos Massoli, a construção de casas e condomínios na cidade, liberada através de um projeto de lei do ex-vereador Silvio Martins (PMDB) em 2005, é extremamente prejudicial à saúde do aquífero: "Prejudica muito a impermeabilidade, o que atinge em cheio o Aquífero por aqui na região".  Enfim, a notícia era em 2012 que o  Aquífero Guarani, manancial subterrâneo de onde sai 100% da água que abastece Ribeirão Preto, cidade do nordeste paulista localizada a 313 quilômetros da capital paulista, estava muito ameaçado por herbicidas.  A conclusão deste estudo segundo Cristina Paschoalato, professora da Unaerp que coordenou a pesquisa, alertava: ”... é preciso evitar a aplicação de herbicidas e pesticidas em áreas de recarga do aquífero”.  E o que isso tem a ver com o Vale do Rio do Peixe, onde agora analisa a condição do Aquífero Guarani o engenheiro Charles Seidel? Ele afirma que se observarmos o mapa, o Aquífero está embaixo dos nossos pés por aqui também ao sul do Brasil. E aqui também já existem centenas de poços perfurados que utilizam  a água deste sistema. As águas termais de Piratuba, Itá, Treze Tílias saem do Guarani.  Além disso, a região da Serra do Mar, que fica aqui bem pertinho, na região de Santa Cecília, Timbó Grande, Ponte Alta do Norte, são pontos onde ocorrem aflorações e recarga do aquífero. Portanto qualquer contaminação, por agrotóxico, combustível, esgoto, dejetos de animais, lixões, vai atingir facilmente este grande reservatório de água. Uma vez contaminado, é impossível descontaminar, pois o reservatório é uma formação de areia “prensada” que retém a água como se fosse uma esponja. Além disso, são as próprias perfurações de novos poços, inclusive poços artesianos menos profundos, que podem causar a contaminação destas águas subterrâneas vitais na crise hídrica do momento em todo o país. A questão é gravíssima, pois estamos sim contaminando, não só nossa água superficial, já também a subterrânea, o que a médio prazo irá trazer danos irreversíveis aos homens e a todos os seres vivos em nossa natureza.  Como vice-presidente do Comitê Rio do Peixe e professor de Gestão de Recursos Hídricos, quero propor um debate mais amplo sobre o tema, inclusive com a participação da sociedade, com cientistas, pesquisadores e autoridades governamentais em toda a grande extensão de todos estes países e estados que abrangem esta megareserva de água essencial para a nossa vida. "Nós aqui do blog e do movimento ecológico, científico e de cidadania, apoiamos esta sugestão que você aqui você está conferindo, feita pelo engenheiro Charles Seidel, como uma advertência e como uma sugestão de um futuro sustentável para o Aquífero Guarani, de todos nós", comenta o nosso editor de conteúdo o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, encaminhando este post imediatamente para a Comissão Nacional de Meio Ambiente e o Governo Federal em Brasília sobre uma urgência de mais pesquisas e mais medidas de proteção à reserva de água em plena crise do clima na atualidade do país, do continente, do planeta. E o que você também pode fazer pelas nossas águas?...Fica esta questão urgente no ar. 


Brasil e América do Sul esperam gestão sustentável e urgente do Aquífero Guarani


Precisamos urgente seu apoio também a esta luta do interior e do planeta



Fontes: Facebook/ComiteRiodoPeixe
              www.hidroplan.com.br
              www.g1.globo.com.br
              www.folhaverdenews.com 


8 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando por aqui nesta seção de comentários mais informações e mensagens de internautas. Aguarde.

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  2. Envie você também a sua informação ou comentário para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro editor de conteúdo desta webpágina padinhafranca@gmail.com

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  3. "Nós de todo o movimento ecológico, científico e de cidadania, precisamos com urgência apoiar a sugestão que você conferiu aqui no blog feita pelo engenheiro Charles Seidel, como uma advertência e como uma sugestão de um futuro sustentável para o Aquífero Guarani": o comentário é um convite à ação para você ou sua entidade que faz nosso editor, ecologista Padinha. Vamos Juntos.

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  4. "O Aquífero Guarani é uma importante reserva estratégica para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer, as ssuas águas subterrâneas têm que ser usadas com todo cuidado":a msm nos foi enviada de Araraquara (SP), onde geraldo Santos fez uma pesquisa para a Unesp.

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  5. "A recarga natural anual (principalmente pelas chuvas) é de 160 Km³/ano, sendo que desta, 40 Km³/ano constitui o potencial explorável sem riscos para o sistema aqüífero. As águas em geral são potáveis, de boa qualidade para o abastecimento público e outros usos, sendo que em sua porção confinada, os poços tem cerca de 1.500 m de profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m³/h": estes e outros dados nos foram mandados pelo mesmo Geraldo Santos, que pesquisou na Unesp em Araraquara (SP).

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  6. Os especialistas em recursos hidricos nos fizeram algumas recomendações. Afloramentos - Para impedir a contaminação pelo derrame de agrotóxicos, a agricultura que utiliza fertilizantes e pesticidas precisa ser proibida nestas regiões. Aquecimento - Em regiões onde o aqüífero é profundo, as fazendas poderão aproveitar a água naturalmente quente para combater geadas. Ou para reduzir o consumo de energia elétrica em chuveiros e aquecedores. Irrigação - Usar água tão boa para regar plantas é um desperdício. Mas, segundo os geólogos, essa pode ser a única solução para lavoura em áreas em risco de desertificação, como o sul de Goiás e o oeste do Rio Grande do Sul. Aqueduto - Transportar líquido a grandes distâncias é caro e acarreta perdas imensas por vazamento. Mas, para a cidade de São Paulo, que despeja 90% de seus esgotos nos rios, sem tratamento nenhum, o Guarani poderá, um dia, ser a única fonte de água limpa.

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  7. "Curti muito esta matéria com muitas informações e este movimento em defesa do Aquífero Guarani deveria ser prioridade no interior do país": o comentário é de Fernando Garcia, de São Paulo (SP), que se prepara para cursar Geologia na USP.

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  8. "As águas que brotam do Cerrado são as responsáveis pela alimentação e configuração das grandes bacias hidrográficas da América do Sul e isso aumenta a importância do Aquífero Guarani também": é o comentário de Henrique Cortez, editor do site EcoDebate, em balanço que fez sobre a questão socioambiental brasileira.

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