sábado, 6 de junho de 2015

TESE ECOLÓGICA DO PAPA FRANCISCO CONFIRMADA POR PESQUISA FEITA NA USP DE PIRACICABA

LÉA YAMAGUCHI DOBBERT COMPROVA NA ESALQ DA USP A RELAÇÃO ENTRE O EQUILÍBRIO DA NATUREZA E O DAS PESSOAS DIMENSIONANDO O ALCANCE DA REALIDADE SOCIOAMBIENTAL



O ser urbano pode se reequilibrar com um ambiente com mais árvores e vegetação


Ana Carolina Brunelli, nos enviou de Piracicaba a sua matéria no Jornal da USP, destaque também no site de assuntos socioambientais EcoDebate: a proposta da pesquisa de Dobbert foi determinar as influências da arborização urbana no bem- estar físico (conforto térmico) e no bem-estar psicológico das pessoas no ambiente, essa a tese de doutorado da pesquisadora Léa Yamaguchi Dobbert, defendida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba (SP). O estudo, orientado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, do Departamento de Ciências Florestais, propõe também qualificar espaços urbanos em relação à arborização existente. “O objetivo foi avaliar a interferência das áreas verdes que estão inseridas nas cidades, o que completa outros estudos realizados sobre os efeitos da arborização urbana no conforto e na saúde humana”, afirma Léa Yamaguchi Dobbert. Vale a pena conferir, é um conceito que esteve presente na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente por conta da declaração do Papa Francisco, da Igreja Católica, que relacionou o equilíbrio da natureza com a ecologia humana.



No dia mundial do ambiente Papa Francisco relacionou o equilíbrio da natureza com a ecologia humana e a saúde


Quanto mais natureza no ambiente urbano maior a chance de ecologia humana, bem estar e saúde

A tese, desenvolvida na cidade de Campinas (SP), avaliou o conforto térmico e o bem-estar dos usuários de quatro áreas com características distintas em relação à tipologia das edificações, à cobertura arbórea, à população residente e outras características físico-espaciais: o Centro e os bairros do Cambuí, Jardim das Paineiras e Vila Brandina. “Entrevistas foram realizadas com as populações das diferentes áreas, sendo aplicados dois tipos de questionário. O primeiro, analisando a sensação térmica, e o segundo, relacionado à percepção”, explica a pesquisadora.  Umidade – Outro aspecto relevante, que contribuiu para a realização da pesquisa, foi a utilização de dois índices de avaliação de conforto térmico – o PMV (Predicted Mean Vote) e o PET (Physiological Equivalent Temperature). A realização das entrevistas ajudou a verificar se os resultados obtidos por meio dos índices PMV e PET correspondiam à real sensação de conforto térmico relatada pelos entrevistados. Uma estação meteorológica portátil aferiu os dados climáticos (temperatura e umidade relativa do ar, temperatura do globo e velocidade do vento) utilizados nos cálculos de ambos os índices. A paisagem de fora e a psicologia de dentro das pessoas mostram a necessidade de arborizar melhor o espaço urbano, aproximando mais a pessoa da cidade com a natureza, o que melhora o meio ambiente.

Assim como no Rio na maioria das médias e grandes cidades poucas árvores demais


Entre as quatro áreas analisadas, o Jardim das Paineiras, que possui maior quantidade de cobertura arbórea, apresentou temperatura ambiente mais baixa e umidade relativa mais alta que as demais. Segundo a pesquisadora, foi realizado um estudo de simulação por meio do programa ENVImet e pôde-se constatar que a cada acréscimo de 10% de copas de árvores obtem-se redução de 1°C. Até o momento, não existe um valor específico de área verde adequada padrão, mas alguns estudos indicam a quantidade desejada de áreas verdes por habitante. Outros estudos podem ser realizados com a finalidade de apresentar um índice mais adequado às realidades específicas de cada local avaliado. “O que esta pesquisa conseguiu comprovar foi a estreita relação entre o aumento de quantidade de cobertura arbórea e a redução da temperatura do ar, além de maior sensação de bem-estar em áreas providas de vegetação”, resume Léa. Segundo a pesquisadora, populações de diversas regiões, há anos, modificam o espaço natural que habitam para atender a necessidades individuais e coletivas. Essas transformações provocam impactos ambientais negativos e afetam os usuários do espaço urbano. A redução de áreas verdes no ambiente urbano é hoje um dos principais problemas causados por alterações humanas, prejudicando a qualidade de vida das pessoas e aumentando também indiretamente os índices de sofrimento e de violência nas cidades. 


...a tendência é como em Milão florestar ao máximo o ambiente urbano

Fontes: Jornal da USP 
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

6 comentários:

  1. No domingo, estaremos postando aqui mais informações sobre esta pauta, bem como comentários e mensagens que recebermos por aqui na redação do blog. Aguarde e confira.

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  2. Nesse meio tempo, mande a sua mensagem ou para a redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. "A própria OMS, organização mundial da saúde da ONU, já vinha há anos alertando sobre a necessidade de se aumentar o índice de arborização, de vegetação, de natureza para melhorar a qualidade de vida urbana e até para diminuir a violência": é o comentário que de pronto nos enviou o ecologista Homero Guerini, de Vitória, Espírito Santo, que fez comparação entre o o homem rural e o das cidades.

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  4. "Papa Francisco conseguiu sintetizar bem a necessidade de natureza dos homem urbano em geral hoje em dia para seu reequilíbrio ecológico, o que também influi num ganho de saúde socioambiental": é a opinião que nos mandou de São Paulo (SP), Marcos Belizário, que trabalha no mercado financeiro mas desenvolve um trabalho ecológico na zona oeste desta cidade.

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  5. "Creio que uma pesquisa superinteressante deveria ser feita em alguma de nossas universidades sobre a relação da poluição com doenças e com a violência": a sugestão é de Mário Cerqueira, que é do Crato (Ceará) mas vive em São Paulo, preocupado com os índices de contaminação do ar e os seus efeitos socioambientais.

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  6. "Por outro lado, levando em conta o que rola no dia a dia do Brasil e do mundo, o enlouquecimento da natureza reflete a loucura dos homens e mulheres da atualidade": é o comentário de Joseane Machado, de Belo Horizonte (MG), critica literária em rádios e jornais de BH.

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