quinta-feira, 25 de junho de 2015

VIOLÊNCIA NA USP E NO BRASIL ESCANDALIZA AQUI E NO EXTERIOR FERINDO A IMAGEM DO PAÍS E DE NOSSAS UNIVERSIDADES

Sérgio Ibarra, estudante do Chile, critica a violência atual da USP e da vida no Brasil
O post e  as fotos de Janaína Garcia para o site Terra têm como uma das manchetes que um estudante chileno estranha e não aceita como normal a violência que existe atualmente no campus da Universidade de São Paulo, que além do mais tinha sido, anos antes, uma tranquila área verde de lazer público. Também no mesmo Terra está postado um vídeo do médico Dráuzio Varela, chocado com esta situação, ele que também deplora a onda de estupros na USP. "Esta onda de violência na USP fere a imagem do Brasil no exterior, a dano de nossa gente e de nossas universidades", é o que comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao resumir por aqui esta e outras reportagens também de outras mídias, como a TV Bandeirantes e o portal de notícias da BBC. "Algo bastante infeliz esta situação violenta que exemplifica bem os erros e os limites da realidade brasileira e paulista, prejudicando a imagem da USP e de todas as nossas universidades que estão entre as melhores da América Latina, pelo valor das suas pesquisas e dos seus pesquisadores e não exatamente pela sua estrutura já deficiente e a má gest]ao do governo estadual", completa a sua crítica o nosso editor Padinha aqui nesse blog ligado ao movimento da Não-Violência. No Terra está dito, por exemplo, que  próximo ao ponto de ônibus onde uma estudante foi agredida, semana passada, o engenheiro ambiental Sérgio Ibarra, 33 anos, natural de Santiago do Chile, passou por minutos de terror quando acessava a passarela de pedestres na região do Portão 3. E isso no mesmo dia. em que Ibarra havia ido buscar uma amiga, por volta das 20h30, exatamente pelo receio de que ela pudesse também ser assaltada. O clima no campus desta universidade de ponta em São Paulo fica bem resumido com isso: "O portão de pedestre estava fechado. Bati para abrir, e, ao entrar, escutei algo que não estou acostumado, o mais próximo que ouvi assim eram fogos em dias de jogos de futebol. Pá, pá, pá: três tiros. Então saíram três rapazes, todos adolescentes, correndo. Eles me xingaram, me agrediram e levaram meu celular”, relatou Ibarra. A tensão ainda causou uma torção muscular nas costas dele, que já havia tido a bicicleta furtada ali nas proximidades de um dos bandejões onde almoçava, ano passado. A mochila com computador já havia sido levada em outro assalto. Ouvido pela Rádio Bandeirantes AM, o estudante chileno lamentou a violência na USP e concordou que ela fere a imagem de São Paulo e do Brasil: "È muito triste termos que enfrentar isso, além de outros problemas na realidade acá". Ele ainda comentou algo mais: "No Chile, na universidade onde eu estudava, não se podia entrar se não fosse da comunidade acadêmica ou se não se identificasse; aqui, além de o acesso ser livre demais, quase não vejo polícia, ela precisa e deve fazer aquilo que está em suas atribuições. É terrível quando percebo que as pessoas acham que é normal essa violência aqui dentro. Isto é surreal”, desabafou, ele que contou ter pensado em deixar o nosso país quando viu, ano passado, a situação duma vítima de assalto perto do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), onde ele estuda: "A gente não pode aceitar estupros e agressões como sendo parte do dia a dia da gente em nenhum lugar do mundo, muito menos aqui na USP".  Esta realidade violenta reflete com certeza o que acontece não só em São Paulo e no Brasil as contradições que são culturais, sociais, ambientais e econômicas mas que realmente não podem continuar no dia a dia de nossa vida que virou um caso de polícia, sendo o principal crime a falta de ação das autoridades governamentais. 


A maioria dos estudantes da USP critica o clima de violência de todos os tipos

O estudante chileno Sérgio Ibarra lamenta a situação violenta da USP e do Brasil no site Terra

O médico Dráuzio Varela critica em vídeo a onda de estupros e de violência na USP e na realidade hoje

Esta situação da USP contradiz  o valor de suas pesquisas e seus pesquisadores

Um dos estudos sobre a violência da USP que reflete a realidade paulista e brasileira

Fontes: www.terra.com.br
              BBC
              www.band.com.br
              www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. Sérgio Ibarra, 33 anos, é de Santiago do Chile e está no Brasil para o mestrado na USP há dois anos. "É terrível quando percebo que as pessoas acham que é normal essa violência aqui dentro", diz ele ao site Terra, entrevista que foi a motivação para esta postagem aqui no blog da gente.

    ResponderExcluir
  2. Mande vc tb a sua visão deste problema da USP, do país e em especial da nossa vida urbana atual: logo mais estremos postando aqui mais informações e mais comentários. Aguarde e participe.

    ResponderExcluir
  3. Você pode postar seu comentário diretamente aqui nesta página ou então enviar sua mensagem para nossa redação navepad@netsite.com.br ou ainda direto pro e-mail do nosso editor padinhafranca@gmail.com

    ResponderExcluir
  4. "Temos que lutar por mudanças estruturais na USP e em todo o ensino público em São Paulo, no país, isso, além de exigir o fim da violência de todos os lados e em todos os setores de nossa vida": foi o primeiro e-mail que nos enviaram sobre este post de hoje, mandado de Ribeirão Preto (SP) onde Mário Ribeiro detecta os mesmos problemas no campus da USP local.

    ResponderExcluir
  5. "Seja a violência na USP e nas cidades, seja no meio rural ou na aldeia dos índios Guarani Kaiowá no Mato Grosso, é tudo a mesma coisa, reflete a atual falta de uma gestão de desenvolvimento sustentável em todo lugar, a educação, a cultura, a ecologia, a segurança da população, tudo tem o mesmo valor que o interesse econômico que não pode ser o único a prevalecer na realidade": o comentário é do estudante da Unesp Geraldo Matheus, quem estuda no campus em Franca (SP) onde tem também participado de manifestações de cidadania.

    ResponderExcluir
  6. "Outro dia via aqui e no Face gente falando sobre a necessidade de botar os temas ambientais nas manifestações de cidadania, concordo e já digo mais um pouco: precisamos também pautar os problemas da educação, em especial a pública, também as nossas universidades como a USP, nas nossas reivindicações urgentes": a mensagem nos foi enviada de São Paulo (SP) por Cláudio Antônio, formado em Jornalismo pela ECA e atuando como assessor de de imprensa de empresa que produz videos.

    ResponderExcluir
  7. "Há cerca de um mês, já estávamos prevendo essa onda de violência e um grupo de estudantes e funcionários fizemos uma caminhada em torno da USP para mobilizar a comunidade, a PM entrou para atrapalhar, jogar gás pimenta, tomar a câmera de uma jovem que documentava a manifestação e o escambau, os estudantes e funcionários ficam no meio de duas frentes violentas, dos marginais e dos policiais": o comentário é de Homero Santos, que estuda Biologia no campus mas deixa claro: "Este é um pseudônimo que eu não quero ser vítima por causa deste depoimento".

    ResponderExcluir

Translation

translation