terça-feira, 14 de julho de 2015

21 MIL HECTARES NO BRASIL JÁ ESTÃO VIRANDO DESERTO DESDE DO NORTE DE MINAS AO NORDESTE DO PAÍS

Desertificação já está avançada em mais de 20 regiões do semiárido brasileiro,  diz Iêdo Bezerra de Sá (Embrapa)



 A informação foi debatida ontem no Senado em Brasília e é destaque hoje também no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate, a gente por aqui no nosso blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News pela segunda vez, desde a última seca brasileira, estamos postando mais uma vez por aqui este problema, que tem uma dimensão de tragédia ambiental mas não desperta a atenção devida nem das autoridades nem da mídia do país: 'A nossa luta é que esta realidade mude em tempo para que seja possível conter a formação de um deserto no coração do Brasil', comenta o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Confira a seguir um resumo das informações de mais urgência hoje, caso realmente se pense ou se projete uma recuperação da ecologia perdida em nossa Nação. Informe-se e vamos juntos à luta para mudar esta realidade que seca a vida do Brasil.



Pesquisadores especializados alertam sobre avanço exagerado dos desertos no Brasil


O semiárido brasileiro tem cerca de um milhão de hectares, dentro de um polígono que se estende por oito estados do Nordeste e ainda por área do norte de Minas Gerais, envolvendo 1.134 municípios. A área foi delimitada com base em estudos da Embrapa que levaram em conta regiões onde o índice pluviométrico apresenta média histórica até 800 mm por ano. As áreas mais desertificadas já somam 21 mil hectares. Entre os fatores que mais impactam o ambiente e estimulam a desertificação estaria o tradicional sistema de agricultura itinerante, sem insumos tecnológicos adequados. Depois de duas ou três colheitas, a área é esgotada e abandonada, buscando-se outro local para plantação. Os solos rasos e pobres não resistem a esse modelo produtivo, com avanço da salinização. Igualmente grave seria a crescente derrubada da caatinga para aproveitamento como fonte de energia. Entre os segmentos industriais que abastecem seus fornos com lenha desse bioma está o siderúrgico. Em Pernambuco, particularmente, há uma indústria gesseira que atende 95% da demanda do país. De acordo com Iêdo Bezerra de Sá, 70% da lenha usada são de origem clandestina da caatinga: – Isso é um grande crime ambiental – acusou o especialista. Ele salientou que há planos e ações para deter a degradação, a começar pelas diretrizes do Plano Nacional de Combate à Desertificação, ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). A dificuldade é implementar as ações e envolver todos os elos, inclusive os municípios, "onde as coisas de fato acontecem", analisa Iêdo, destacando que esse tema pode ser visto como um...assunto de pobre. Técnicos que atuam no  Centro de Estudos Estratégicos, detalham os mecanismos de governança que tratam o tema da desertificação, entre os quais a Convenção de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD), das Nações Unidas. Há um  contraste com a Convenção sobre as Mudanças Climáticas, porque a pauta que trata da desertificação não alcança maior projeção, sem conseguir apoio político e financiamento para estudos. Por isso, alguns chamam essa convenção de Convenção dos Pobres. Não é por acaso, pois nas regiões afetadas pelo problema vivem 50% dos pobres do Brasil e do mundo.


O mapa da desertificação no país já invade também o norte de Minas Gerais



No Brasil, o técnico Antônio Rocha explicou que diversos ministérios se ocupam de diferentes aspectos do tema, mas sem a necessária integração entre eles. Esta deficiência de governança reflete a perda da capacidade de planejamento hoje no país. A seu ver, é necessário clareza sobre qual órgão deve ser responsável por tratar da questão, além de definição sobre quem deve atuar no nível local.
Fernando Bezerra quer que o movimento ecológico, científico e de cidadania apresente sugestões que possam ser levadas ao Governo, no sentido também de provocar o interesse dos países mais ricos em políticas e ações de combate à desertificação. Uma boa oportunidade para se tratar do assunto será esse ano em Paris, na França,  durante a nova rodada da Convenção sobre as Mudanças Climáticas da ONU, que reunirá praticamente todos os países da Terra e os temas que são os mais importantes da atualidade. Vanderlise Giongo, também pesquisadora da Embrapa, reforçou o papel da ação humana no processo de desertificação. Depois, apresentou resultados de estudos desenvolvidos no Semiárido sobre solos, cruzados com dados da crise climática, além de informações sobre algumas pesquisas com alguns tipos de cultivo que podem contribuir para deter a degradação e o processo de formação de desertos em 21 mil hectares do Nordeste e do Norte de Minas Gerais. Não é possível um modelo único para toda a vasta região, que apresenta mais de 100 áreas com diferentes características na sua realidade ambiental. Adriano Veturieri, chefe da Embrapa Amazônia Oriental, apontou similaridades de problemas enfrentados pelo Semiárido e pela Amazônia, como a exploração ilegal dos recursos naturais e a ocupação de áreas com alguns tipos de atividade agrícola, desmatamento, contaminação por agrotóxicos, queimadas e outros problemas, sendo urgente agora a realização de um trabalho de zoneamento para atividades produtivas sustentáveis, harmonizando as necessidades de regeneração da ecologia com os objetivos econômicos. "Este é a caminho para a recuperação ambiental de todo o Semiárido, avançando pelo país, antes que a desertificação seja um câncer sem cura e terminal, que pode empobrecer demais o potencial brasileiro de desenvolvimento sustentável", concluiu por aqui no blog o ecologista Padinha, conclamando os ambientalistas e todos os internautas à ação urgente: "O país e o planeta não podem virar meio que um deserto só". 


O país da natureza a continuar assim vai virar um deserto só

As espécies nativas mais ameaçadas pela desertificação em todas regiões do país

O Macaco Prego é um dos ameaçados neste problema que é ecológico e...

...também social, econômico, socioambiental e humanitário



Fontes: www.ecodebate.com.br
             Agência Senado
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando por aqui nesta seção mais informações, comentários também, aguarde e participe entre aqui com sua mensagem.

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  2. Outra opção é você o seu e-mail para a nossa equipe de redação navepad@netsite.com.br

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  3. Ou ainda, diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo deste blog padinhafranca@gmail.com

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  4. Agora, vamos postar somente a primeira mensagem que recebemos por e-mail, a seguir e depois atualizaremos esta seção.
    "Assisti ontem aqui em Brasília, onde estou de passagem a negócios, a sessão do Senado que debateu o problema da desertificação, saí com a sensação que será difícil conseguir mobilizar o Governo e a população para resolver este drama, na verdade uma tragédia ambiental que não é só brasileira, mas aqui preocupa mais por causa da crise econômica": a mensagem é de Osório Pereira Santos, executivo de Informática, que atua em todo o país, inclusive no Norte de Minas, onde nasceu e onde a formação de deserto é intensa atualmente.

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  5. "Mesmo por aqui no interior paulista por onde viajo sempre, vejo muitos lugares com cara de deserto, acredito que o processo de desertificação é ainda maior do que já constatou a pesquisa da Embrapa": o comentário é de Geraldo Mariano Neves, de Casa Branca (SP), vendedor, que nasceu no meio rural e hoje viaja pelo centro, norte e nordeste de São Paulo.

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  6. "Do jeito como as coisas vão indo, não só o Brasil mas a Terra toda vai virar um deserto só": a gente espera que esta profecia de Isadora Moraes, que é ligada ao movimento de arte e cultura alternativa em São Paulo (SP) não se concretize...

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  7. "Maravilhoso o clip do Chico César e seu letrista apocalíptico": é a mensagem que nos vem de Mariana Hadad, que estudou na ECA da USP, largou tudo e vive na praia de Maresia.

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  8. "Espero morrer antes de ver esse país virar um deserto só": é o protesto de Joaquim Tavares Ribeiro. de Jaboticabal (SP), ligado ao movimento dos Alimentos Orgânicos.

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