segunda-feira, 6 de julho de 2015

A VELHA FUNAI CONSEGUIRÁ RENOVAR A SUA ESTRUTURA E AVANÇAR A SUA AÇÃO NA QUESTÃO INDÍGENA?

A questão dos índios é cada vez mais dramática, urgente e grave no Brasil hoje



Para Sonia Guajajara, uma líder respeitada no movimento ecológico e de cidadania, é hora de todos se unirem para, juntos, avançar nas discussões da situação dos povos indígenas do Brasil. Sonia falou da luta dos povos pelas demarcações das Terras Indígenas e do fortalecimento da Funai. Segundo ela, podem ocorrer momentos de divergência, mas que mesmo nestes momentos deve prevalecer o diálogo sincero e permanente. "Ainda é cedo, faz 15 dias que João Pedro Gonçalves foi escolhido prá presidir a Funai, mas a estrutura desta entidade não tem ajudado a avançar a luta dos índios, esperamos que isso comece a acontecer agora", comentou por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor Antônio de Pádua Padinha, "a gente espera que este homem público, que tem um perfil humanitário, consiga dar essa virada no Brasil agora".


Esta Conferência e também o Mundial Indígena e um novo enfoque da questão dos índios estão na pauta



 O presidente da Funai citou a dimensão da radicalidade em que as questões indígenas estão colocadas, como a discussão da PEC 215, uma Proposta de Emenda Constitucional que pretende transferir para o Congresso Nacional as demarcações das Terras Indígenas, com a clara pretensão de paralisar o processo. É fato que durante todo este período de discussões, a Funai tem manifestado sua posição contrária à esta PEC, por entender que tal medida, ao retirar a competência exclusiva do Poder Executivo na condução e implementação dos processos de regularização de terras indígenas, fere os direitos dos povos indígenas garantidos pela Constituição de 1988. Mas precisamos ver na prática a sequência dos acontecimentos neste setor que no mínimo é o mais dramático do país. E um dos mais violentos. Foi assim que comentou o repórter e ecologista Padinha ao editar aqui nesse blog as informações da EBC, Agência Brasil e também do site nacional de assuntos socioambientais EcoDebateAlgumas questões foram levantadas na pauta do encontro entre Funai e APIB, que, segundo o presidente João Pedro, precisa acontecer sempre, ele lembra a rediscussão da reestruturação da Funai, que ocorreu em dezembro de 2009, onde os postos de serviço nas aldeias foram extintos e foi feita uma nova concepção de gestão, criando-se Coordenações Regionais e Coordenações Técnica Locais. Para ele, o fortalecimento das Coordenações Regionais e Coordenações Técnica Locais é uma das prioridades da sua gestão e para isso ele pretende contar com o apoio dos movimentos indígenas, como a APIB, que foi criada pelo Acampamento Terra Livre (ATL) de 2005, a mobilização nacional realizada todo ano, a partir de 2004, para tornar visível a situação dos direitos indígenas e reivindicar do estado brasileiro o atendimento das demandas e reivindicações dos povos indígenas. Esta entidade é uma instância de aglutinação e referência nacional do movimento indígena no Brasil. Fazem parte da APIB as seguintes organizações indígenas regionais: Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal e Região (ARPIPAN), Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE), Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL), Grande Assembléia do povo Guarani (ATY GUASSÚ) e Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). O mais importante na questão da Funai e dos índios são o conteúdo das lutas e dos problemas do setor, tão estrutural que não pode ser solucionado somente por esta fundação e pelos indigenistas mas sim só com uma visão sustentável de desenvolvimento por parte do Governo e de toda a Nação, é um desafio maior que cabe em suma à toda a população brasileira, que precisa nestes próximos anos descobrir como equilibrar os interesses econômicos e ecológicos também neste setor.



A abertura de diálogo com os indígenas e a Nação pode fazer a Funai avançar como é urgente hoje no país





Um resumo da  posição de João Pedro Gonçalves sobre a questão dos índios


É extremamente necessária uma nova união, revitalizando a estrutura e o conteúdo da Funai

O novo presidente da Funai deu como exemplo a Usina Hidrelétrica de Balbina, situada ao norte de Manaus. Criada para fornecer energia para a população da capital amazonense, a implementação da usina na região afetou de modo brutal o ambiente e a dinâmica de populações ribeirinhas, ao modificar geograficamente o espaço do rio. Quanto ao quadro que encontrou ao assumir a presidência da Funai, João Pedro disse que a situação estrutural da fundação está debilitada e que faltam recursos e pessoal para que os trabalhos sejam retomados de maneira mais satisfatória. Ele informou que, em breve, deve ser realizado concurso para preenchimento de 220 vagas. “A Funai está muito debilitada. Nós precisamos retomar o fortalecimento de sua estrutura. A responsabilidade da Funai é muito grande e não podemos, diante da atual conjuntura, ter uma Funai sem um bom orçamento, sem um quadro técnico competente, sem seus escritórios, sem sua representação”. 


Fontes: Agência Brasil
             www.funai.gov.br
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com 


8 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando aqui mais informações e também comentários sobre esta pauta de hoje, aguarde e participe.

    ResponderExcluir
  2. Entre aqui nesta seção e deixe a sua opinião ou então envie o seu e-mail para a redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro editor do nosso blog padinhafranca@gmail.com

    ResponderExcluir
  3. "A situação tem ficado tão dramática e até trágica, com a violência contra os índios no Mato Grosso do Sul por exemplo, que ninguém nesse país acredita que a Funai consiga articular uma nova realidade no setor, mas vamos esperar que sim e ajudar como der": é o comentário que nos chega de São Paulo (SP), de Ari Teodoro, engenheiro agrônomo, que informa ter conhecido e sido amigo de Orlando Vilas Boas, "desde então venho acompanhando a situação cada vez mais difícil dos índios".

    ResponderExcluir
  4. "A degradação do meio ambiente no Brasil e os problemas indígenas têm tudo a ver uma coisa com outra": é o comentário de Armando Souza, que se prepara em vestibular para estudar na USP ou na Unesp ou na Unicamp em 2016.

    ResponderExcluir
  5. "Quando se fala em problemas atuais das comunidades indígenas, a gente tem que lembrar que alguns deles são resultados de situações de hoje mas outros, resquícios que nasceram ainda na colonização portuguesa em nosso país, mais uma razão prá gente estudar e entender os primeiros séculos do Brasil para tomar pé da realidade de agora": é o comentário de Rafael Vinicius, de Santo André (SP), que veio do Nordeste e atua em empresa de metalurgia.

    ResponderExcluir
  6. "Além da demarcação das terras indígenas há problemas hoje como falta de poder político dos índios e tabus ou preconceitos contra eles": quem opina é Isabela Ribeiro, de Santos (SP), professora na rede pública, que ainda questiona: "Há lugar pros índios na atual realidade?"...

    ResponderExcluir
  7. ."Além do processo de colonização houve no Brasil o processo de Neocolonização, que foi o período em que o interior do Brasil passou a ser ocupado, acabando de inúmeras formas com as comunidades indígenas, período este que foi até em meados do século XX. Assim, houve intromissão de inúmeros segmentos, como as madeireiras, os garimpeiros, latifundiários, mineradoras, hidrelétricas, rodovias, entre outros. Tudo isso causou nas últimas décadas o desmatamento, o assoreamento de rios, a poluição ambiental e a diminuição da diversidade local, trazendo as enfermidades, a fome e o empobrecimento compulsório da população indígena": é um resumo que nos faz a escritora Eliane Potiguara, de origem indígena.

    ResponderExcluir
  8. "Precisamos alertar problemas dos índios que afetam o mundo indígena também,como a miséria, o alcoolismo, o suicídio, a violência interpessoal, coisas que abalam a auto estima dos seres humanos indígenas": quem comenta é o empresário de supermercados Israel Meletti, de Atibaia (SP) mas que vive no momento em Niteroi (RJ).

    ResponderExcluir

Translation

translation