sexta-feira, 31 de julho de 2015

A VIOLÊNCIA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS É UM FATO MAS A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA PODEM REEQUILIBRAR O AMBIENTE

O problema é que os governos, os políticos e ainda muitos dos seres humanos não atuam contra a mudança climática que já deixa impactos violentos na realidade, que podem virar irreversíveis


Reverter as mudanças do clima e os impactos socioambientais é um desafio monstro

Miguel Angel Criado, no jornal El Pais, depois da última sessão do IPCC da ONU em Copenhague, na virada do ano para 2015, advertia que já agora as mudanças do clima deslocam mais gente no planeta do que os conflitos armados, outro alerta que ele então fazia é que a maioria dos cientistas já têm um consenso, o aquecimento global é causado por ações humanas e violentas contra o meio ambiente, não sendo efeito de fenômenos naturais. Uma terceira advertência da reportagem de Miguel Angel se refere também ao Brasil, informando que é nas regiões do planeta com menor estrutura sustentável ou com menos desenvolvimento que os impactos socioambientais das mudanças do clima são mais sentidas e podem causar mais sofrimento à população.  A partir deste resumo essencial do relatório elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), há elementos para decisões de todos os países da Terra para mudar esta situação, que pode se tornar terminal, basta ver o custo por exemplo para despoluir um ambiente, urge já se criar uma agenda de ações e programas para mudar e avançar esta realidade. A ciência e a tecnologia hoje em dia já tem como atuar diretamente neste sentido de reequilibrar o meio ambiente, melhorando assim a condição humana de vida, também. Até que a maior parte das pessoas na atualidade tem uma consciência desta situação, informada pela mídia e pelo movimento dos ecologistas, dos cientistas e das lideranças mais positivas da cidadania em todos os lugares, mas os políticos e os governos em geral não têm agido com a energia necessária para mudar e avançar o atual status ambiental e climático dos países, não equilibram os interesses econômicos com os ecológicos, ainda, e esta realidade deverá ao que tudo indica ser o foco principal da Cúpula Mundial do Clima e do Meio Ambiente da ONU, que poderá marcar positivamente dezembro de 2105 em Paris na França. É a nossa opinião aqui no blog da ecologia, da cidadania e da não violência, no momento em que a gente posta nesta webpágina estes alertas e este resumo sobre o relatório do IPCC, com base em informações do El Pais, da AFP, do Henrich Boll Stiftung e da Agência Brasil também.  De toda forma, este projeto ambiental criado em 1988 pela Organização Metereológica Mundial (OMM), vem realizando periodicamente avaliações sobre as mudanças climáticas, seus impactos e as opções que existem para atenuar ou reverter esta situação. Os principais destinatários destes estudos científicos são os políticos, mas eles parecem não ouvir a voz de mais de cem cientistas de todas as regiões da Terra, passados 27 anos do primeiro relatório, o que realmente foi feito na prática pelas autoridades governamentais dos países? Esta é uma outra questão a ser enfocada daqui cerca de 100 dias em Paris na França na reunião que deverá e/ou poderá vir a ser a mais decisiva e importante da história da ONU e da própria ecologia. Conseguiremos resgatar a ecologia perdida na vida? Essa é a questão, terráqueo.
(Antônio de Pádua Padinha, repórter  e ecologista, editor de conteúdo do blog Folha Verde News)



Tanto nos países do Norte como nos do Sul o desafio atual é de todos nós seres terrestres


O que já está sendo negociado nos países e no Brasil para a conferência da ONU em Paris?


Há mais de duas décadas os países negociam sob a Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), mas ainda não houve um acordo efetivo para enfrentar a questão das mudanças climáticas. Agora, espera-se que em dezembro de 2015, na Conferência das Partes (COP) que terá lugar em Paris, os países concluam e aprovem o texto de um acordo climático global. Contudo, este só entrará em vigor para valer a partir de janeiro de 2020, criando um regime internacional com obrigações para todos os países. "Creio que poderá ser tarde demais", comenta sobre isso o ecologista Padinha aqui no blog da gente ao postar estas informações do site br.boell.org



O evento da ONU agendado para dezembro agora vai colocar Paris como a capital do planeta


Para cumprir com este calendário de 2020, os países definiram que até maio de 2015 o primeiro rascunho do texto do novo acordo já deveria estar pronto, impreterivelmente. Isso significa que este rascunho será fundamental para avançar na concretização – ou não - de um acordo. Até a data limite cada país depositou junto à ONU sua ‘contribuição nacionalmente determinada’, com as medidas e objetivos que se compromete a executar e que será a base concreta a partir do qual será possível balisar as expectativas para 2015. Uma proposta para gerar participação social e democratizar este processo é que sejam empreendidas ‘consultas nacionais’, onde, no âmbito doméstico, cada país irá definir a melhor forma de colher subsídios de diversos setores e fundamentar a posição do país com vistas à COP 21. O Brasil foi um dos principais divulgadores que as contribuições nacionais fossem amparadas por um processo de consulta. Esta posição conseguiu apoio do grupo do G77+China para apresentar sua proposta. Porém, pelo menos por aqui em nosso país não foi assim tão amplamente divulgado este processo de consulta popular e a participação popular foi relativamente pequena. De toda maneira, a proposta de elaboração desta metodologia de consulta foi duramente rejeitada pelos países do Norte que se esforçam para colocar as economias emergentes em um mesmo patamar de obrigações que os países do Norte, diluindo a perspectiva da dívida ecológica e da demanda de reparação. A lógica atual prioriza a urgência de fechar a brecha do Gigaton (close the Gigaton gap) que significa calcular quantas gigatoneladas de CO2 precisam ser evitadas/removidas da atmosfera para permanecer no nível que mantenha o aquecimento global abaixo dos 2ºC a mais que a média global no período pré-industrial, a fim de evitar os riscos e consequências catastróficas previstas no cenário de maiores temperaturas pelo IPCC. 

Dentro desta lógica, os compromissos dos países deveriam focar não no passado, mas no que deve vir a ser reduzido daqui para frente, de acordo com o que possa ser projetado, cenários ou linhas de base que apontam trajetórias de emissões. Assim, agora estaríamos todos no mesmo barco e temos que olhar para frente, isso é, reduzir X gigatoneladas para evitar um risco maior para o planeta. Diante disso são priorizados alguns setores, por exemplo, como florestas e desmatamento, produção de alimentos, energia limpa e renovável, cujo custo/benefício e rapidez de redução são considerados até como investimentos mais vantajosos e mais rentáveis em termos de custo/potencial de redução de emissão. Em geral isso está previsto aos países em desenvolvimento. O aporte dos países do Norte para o financiamento destes projetos é condicionado aos pagamentos baseados em resultados (result based payments) onde os países do Sul tem que demonstrar que suas ações de redução de emissões podem ser aferidas sob parâmetros globais para medir, reportar e verificar (measure, report and verification). Este é um outro ponto fundamental que deverá predominar nos debates oficiais e nos bastidores da COP 21 da ONU em dezembro, na França, quando Paris será então a capital da Terra. Esperamos que o evento seja digno de toda esta expectativa ou de toda esta esperança de avanços para a criação do nosso futuro. 


Fontes: www.brasil.elpais.com
             AFP
             Agência Brasil
             www.br.boell.org
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. O relatório do IPCC em suas 116 páginas condensam o trabalho de 830 cientistas de seis anos, bíblia da mudança climática. Nele, destaca-se o que está acontecendo, quem tem culpa, que consequências terá para o futuro e como podem ser contidos ou pelo menos mitigados seus impactos sobre o planeta, sobre os países e sobre os seres humanos.

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  2. “Nossa avaliação conclui que a atmosfera e o oceano se aqueceram, os volumes de neve e gelo diminuíram, o nível do mar se elevou e as concentrações de dióxido de carbono aumentaram a níveis sem precedentes há, pelo menos, 800.000 anos”, disse Thomas Stocker, copresidente do Grupo de trabalho I do IPCC, durante a apresentação do relatório.

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  3. "O relatório insiste na origem antropogênica da mudança climática", é o que quer esclarecer diante do Relatório do IPCC Pedro Alcântara, que é um jornalista em Portugal (Lisboa) dedicado a temas ambientais e que nos enviou um resumo da situação aqui pro nosso blog da ecologia, algo que nos motivou esta postagem de hoje.

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  4. Apesar de a reunião de provas não ter deixado de crescer nos últimos anos, é com mais certeza do que nunca que os cinetistas em geral afirmam a origem antropogênica da mudança climática: "As emissões de gases de efeito estufa e outros estímulos antropogênicos foram a causa dominante do aquecimento observado desde meados do século XX”, diz o relatório do IPCC em nota.

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  5. 'Os impactos da mudança climática já são percebidos em todos os continentes e oceanos. Mas, sendo um fenômeno global, suas consequências apresentam uma distribuição desigual. Por diferentes fatores, como sua localização geográfica, seu menor grau de desenvolvimento ou sua maior exposição aos fenômenos mais extremos do aquecimento, são as sociedades e os povos mais pobres os que mais estão sofrendo e sofrerão a mudança climática ­— e os que menos culpa têm' (Miguel Angel Criado, El Pais).

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  6. Os impactos da mudança climática já são percebidos em todos os continentes e oceanos. Mas, sendo um fenômeno global, as suas consequências apresentam uma distribuição desigual. Para ter boas possibilidades de permanecer abaixo dos 2ºC a custos razoáveis, deveríamos reduzir as emissões entre 40% e 70% em nível mundial desde já e até 2050, diminuí-las a um nível nulo ou negativo até 2100. O que poderá ser feito já até 2020, pelo menos?...

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  7. Mande você também, por aqui, a sua informação, mensagem, a sua opinião ou o seu comentário: entre direto nesta seção do blog ou envie um e-mail para a nossa redação navepad@netsite.com.br e/ou direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  8. "Acredito que os jovens deveriam sair às ruas aqui ou onde for, desde já ou em dezembro na França para exigir dos governos e dos políticos um avanço nas negociações para atenuar os impactos socioambientais das mudanças do clima": esta é a primeira mensagem que recebemos aqui ao postar esta edição de hoje, o e-mail chegou de Minas Gerais (BH) e nos foi enviado por Jair de Almeida Matos, executivo de Informática.

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  9. "Espero que toda essa esperança em cima dessa cúpula da ONU no fim do ano em Paris não se transforme em desespero, é a última chance dos países avançarem na questão ambiental e climática": o comentário é de Mário Vacari, de Campinas (SP) empresário qu diz ainda "não confiar nem um pouco nos políticos e nos governos".

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