terça-feira, 28 de julho de 2015

ÁGUAS SUBTERRÂNEAS PODERIAM SER UMA SOLUÇÃO SUSTENTÁVEL PARA A CRISE HÍDRICA MAS MUITAS DELAS TAMBÉM ESTÃO SECANDO



Nosso Aquífero Guarani ainda sobrevive porém já sofre com variados problemas típicos do universo atual do caos do clima e do ambiente no país e no planeta



Dados da Nasa revelam que o planeta está ficando sem as suas principais fontes de água, informou uma reportagem de Cesar Baima na revista Época. No caso do Brasil, as águas subterrâneas ainda podem vir a ser uma solução sustentável para a crise hídrica: por exemplo, o Aquífero Guarani  que está no subsolo do interior do nosso país e parte da América do Sul ainda está em condições de fazer um socorro emergencial, embora tenha problemas, mas nada que se compare ao que ocorre em outros lugares do mundo (como na Arábia ou nos Estados Unidos) onde informações de satélites da agência espacial mostram que 21 dos 37 maiores aquíferos vêm apresentando uma redução alarmante e crescente do seu volume de reserva de água. Técnicos especializados explicam que são basicamente dois tipos de aquíferos. Os aquíferos porosos, como o Guarani, permitem tirar um volume de água de 500 a 1 milhão de litros por hora, os aquíferos saturados porém não permitem tirar muita água. Infelizmente, no subsolo da região da Cantareira, para exemplificar um caso bem conhecido no país,  encontra-se um aquífero saturado. A Cantareira também recebe água do subterrâneo. Essa água que abastece rios e córregos. Só que esse aquífero saturado não permite tirar água na quantidade que a gente necessita. Não é um problema de engenharia, é um problema ambiental e do grau de permeabilidade dessas rochas. Isso não significa que a água do subterrâneo não possa ser usada para ajudar a aliviar a crise em São Paulo ou outros aquíferos em outras regiões do Sudeste, do Centro e do Nordeste. Uma das saídas seria fazer um plano para perfurar poços em posições estratégicas para reforçar o sistema de produção hídrica de cada região. Muitos geólogos comentam que estes procedimentos são largamente aplicados em muitas regiões e cidades do mundo, com a vantagem de que não precisam passar por estações de tratamento, pois as águas subterrâneas em geral possuem qualidade apropriada para o consumo. Mas nem sempre este projeto é realizável. Para exemplificar, uma obtenção de água subterrânea para a Grande São Paulo, buscando-se a água no Aquífero Guarani, não é algo simples, seria necessário fazer perfurações na região do aquífero - a cerca de 150 quilômetros de distância da capital -, construir dutos e bombear a água para São Paulo, há ainda a questão da topografia, os desníveis e mudanças no relevo exigem obras e energia para o bombeamento, elevando os custos de uma eventual iniciativa deste tipo: "No caso de São Paulo e da maior parte do Brasil  mais urgentes projetos de revitalização de todas nascentes, mananciais, rios, com o plantio em massa de árvores nativas em torno ou sobre a superfície das águas que ainda sobrevivem, bem como outros investimentos estruturais ou não estruturais, os governos precisam urgentemente investir na recuperação da ecologia perdida no meio ambiente", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao postar esta matéria.


Uma tecnologia mais avançada pode ajudar a poupar água e ajudar a recuperar a ecologia
https://ras.reamp.com.br/pxl?znid=36095&dvrtsrd=1257&cb=1830004132
Um plantio em massa de árvores nativas é uma das formas de revitalizar nossas águas

 
Até as águas subterrâneas estão secando alertam cientistas em ambientalistas



 Apesar de aproximadamente 70% da superfície da Terra estarem cobertos de água, só cerca de 2,5% deste precioso composto essencial para a vida existente no planeta consistem em água doce, ou seja, apropriada ao consumo humano e animal e para uso na agricultura e na indústria. Grande parte desta água doce, no entanto, está presa na forma de gelo nas calotas polares e  glaciais ou em enormes e profundos depósitos subterrâneos, conhecidos como aquíferos confinados. Assim, durante milênios, a humanidade dependeu quase exclusivamente de lagos e rios, que respondem por apenas cerca de 0,0072% de toda a água no planeta, e de poços relativamente rasos, que em geral alcançam só os lençóis freáticos, também conhecidos como aquíferos não confinados, para sobreviver. Nas últimas décadas, porém, os grandes e profundos aquíferos confinados, até pouco tempo atrás praticamente inacessíveis, começaram a ser usados para suprir diversas necessidades, desde irrigação de plantações até mitigação da sede de uma população crescente. O problema é que em muitos lugares, especialmente em algumas das regiões mais áridas do planeta, o ritmo de retirada de água destes depósitos subterrâneos é bem superior à sua reposição natural. Assim, estas fontes estão começando a secar, colocando em risco a segurança hídrica, e consequentemente a sobrevivência, de bilhões de pessoas. É isso que mostra agora um estudo que mediu variações no volume de água que estaria guardado nos 37 maiores sistemas aquíferos (somando depósitos confinados e não confinados) da Terra nos últimos 10 anos. De acordo com o levantamento inédito — feito com base em dados sobre pequenas variações na força da gravidade do planeta medidas pelos satélites gêmeos da missão espacial Grace, da Nasa —, nada menos que 21 destes sistemas passaram do nível sustentável, isto é, parecem ter perdido mais água do que foram recarregados neste período. E em 13 destes, ou mais de um terço do total, a diferença entre a retirada e reposição de água seria tamanha que eles foram classificados como sob grande dificuldade. Para piorar ainda mais o cenário, um segundo estudo mostra que não existem dados suficientes para calcular qual o real tamanho destes depósitos subterrâneos de água, o que torna impossível saber exatamente quando e se eles vão se esgotar de fato ou poderão mesmo vir a ser uma solução sustentável.

60 milhões de pessoas sofrem com a pouca oferta de água na Arábia, algo tão grave como na Caatinga 



A situação é muito crítica mesmo, segundo Jay Famiglietti, professor da Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, com estudos, publicados no periódico científico “Water Resources Research”. As medições físicas e químicas disponíveis são simplesmente insuficientes (para saber o volume total dos aquíferos). E dada forma rápida como estamos consumindo as reservas aquíferas do mundo, precisamos de um esforço global coordenado para determinar quanto de água ainda temos nelas. Segundo os dados, os sistemas aquíferos sob maior estresse no mundo são o da Arábia, que fornece água para mais de 60 milhões de pessoas na Península Arábica; o da Bacia do Rio Indo, entre o Noroeste da Índia e o Paquistão, com uma população de alcança centenas de milhões de pessoas; e o da Bacia Murzuk-Djado, no Norte da África, todos localizados em regiões das mais áridas do planeta. Outro exemplo do uso descontrolado e excessivo destas reservas subterrâneas de água apontado pelo primeiro estudo está na Califórnia. Já normalmente árida, essa região dos EUA enfrenta uma das maiores secas de sua história, o que levou a um forte aumento na retirada de água de suas reservas subterrâneas tanto para suprir a sua grande população quanto para sua agricultura. A Califórnia assim como São Paulo... 

O alcance da crise climática e do aquecimento planetário também influem demais neste quadro crítico

               www.epoca.globo.com
               www.folhaverdenews.com

 

7 comentários:

  1. Logo mais postaremos aqui nesta seção mais informações, comentários e mensagens. Aguarde e participe deste debate de hoje.

    ResponderExcluir
  2. Poste aqui sua mensagem direto nesta seção ou envie o seu e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  3. Outra alternativa é você mandar seu e-mail diretamente para o nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

    ResponderExcluir
  4. "A crise da água chegou para mudar a vida definitivamente a curto, médio e longo prazo. Não importa se você mora num lugar em que o nível dos reservatórios ainda é razoável.Também tem as mudanças climáticas, a contaminação das fontes, o mau gerenciamento dos recursos hídricos e o crescimento demográfico": Josué Mattos, de Montes Claros (MG), onde segundo este Contabilista a seca já está presente, nos enviou matéria que captou no site desta edição da revista Superinteressante.

    ResponderExcluir
  5. "A nossa parte é acabar com o desperdício, mas essa é uma das coisas mais fáceis de colocar em prática. O problema é muito amplo demais e não depende só do consumidor ou apenas de população. O difícil é ver alguma autoridade fazendo algo para resolver de fato": o comentário é de Ana Paula Soares, de Ribeirão Pires (SP), que atua com educação ambiental.

    ResponderExcluir
  6. Mais de 97% da água da Terra é salgada. Do restante, apenas 0,4% está na superfície. A água da Terra não vai acabar assim, de uma hora para a outra. Temos mais ou menos 1,4 bilhão de km³ de água. Aí você tira da conta a água salgada dos oceanos, todo o volume dos aquíferos subterrâneos e as geleiras, e você chega na grandiosa quantia de 132 mil km³ de água superficial que podemos, de fato, usar. É pouquíssimo. Ainda mais se considerarmos que esse número não mudou muito desde que o mundo é mundo. Um dos problemas é que, enquanto a quantidade de água doce do mundo continua igual, a população cresceu. Em 2050, a previsão da ONU é de que seremos 9,3 bilhões": este é mais um trecho significativo da matéria da Superinteressante, que nos foi enviada pela educadora ambiental Ana Paula, de Ribeirão Pires(SP).

    ResponderExcluir
  7. "A cada segundo, mais de 1200 litros são jogados fora no processo de distribuição. Com toda a água desperdiçada aqui no Brasil ao longo de um dia, daria para abastecer 932 milhões de pessoas (ou 3 vezes a população dos EUA). Isso porque exploramos bem pouco - e bem mal - os nossos recursos hídricos e naturais": é mais um internauta, que se dedica a pesquisar temas ecológicos, Hugo Morais, de Curitiba, Paraná, que nos envia a informação, junto com noticiário sobre as enchentes no Sul do país.

    ResponderExcluir

Translation

translation