domingo, 5 de julho de 2015

ASTROFÍSICA BRASILEIRA E GAÚCHA SE DESTACA ENTRE AS MULHERES CIENTISTAS DO MUNDO

Thaisa Storchi Bergmann teve que lutar mais por ser mulher para desenvolver suas pesquisas


Agências de notícias e sites europeus de jornalismo destacam a astrofísica gaúcha Thaisa Storchi Bergmann por ter conquistado um prêmio reservado aos maiores cientistas do planeta na atualidade: aqui no Brasil, a mídia não deu a este fato o merecido destaque, somente o portal Planeta Sustentável, alguns webespaços de pesquisadores e agora o nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News ressaltam o feito desta brasileira: "Normalmente, só se fala de mulheres por seus atributos físicos ou situações tipo novelescas, existe um preconceito da atuação da mulher em vários setores, como em parte até no esporte e muito tabu em relação a mulheres cientistas, devido a isso, tem mais importância ainda o avanço profissional e cultural de Thaisa Storchi Bergmann, a quem homenageamos hoje aqui", comenta o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao resumir informações que ele captou em reportagens de Otávio Castedo e de Vitória Della Manna, em publicações da Editora Abril. No mês passado, o saguão do aeroporto de Paris exibia pôsteres com imagens de mulheres. Mas não eram modelos. Estavam ali retratadas cinco das maiores cientistas da ciência atual, sendo uma de cada continente. Entre elas, uma brasileira: a astrofísica gaúchaThaisa Storchi Bergmann que foi lá na França para receber o prêmio For Women in Science, que há 17 anos busca promover a atuação feminina neste setor.Ela foi laureada pela Unesco e pela Fundação L’Oréal com uma bolsa de 100 mil dólares por sua contribuição à ciência. Thaísa é até bonita, mas estava então ali em Paris devido à beleza cultural do seu trabalho. Ela é especialista em buracos negros supermassivos (ou gigantescos se comparados a um buraco negro estelar), como o que existe na Via Láctea (a galáxia onde fica a Terra). Enquanto um buraco negro estelar é formado após a explosão de uma estrela, acredita-se que os supermassivos tenham aparecido bem cedo no Universo, quando tinham menos de 10% da idade deles, junto com as galáxias. Em 1991, a cientista fez uma descoberta reconhecida internacionalmente pelo meio científico: verificou a presença de um disco de gás ao redor de um buraco negro de uma galáxia inativa. O peso dessa descoberta é difícil de ser medido dentro dos padrões das atuais sociedades de consumo hoje em dia ou até em termos práticos, mas a pesquisa dela fez com que esta gaúcha fosse incluída na lista dos brasileiros mais citados em artigos internacionais. "A maior contribuição do meu trabalho é estudar como os buracos negros evoluem e influenciam a evolução das galáxias para, assim, compreendermos a evolução do Universo", explicou Thaisa: "O prazer da descoberta é minha motivação pessoal". Desde criança, ela era fascinada por laboratórios e, aos 12 anos, já tinha um em casa. “Passava mais tempo fazendo experimentos e observando objetos no microscópio do que brincando com bonecas". Aos 59 anos, a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul conta que já sofreu com o preconceito de gênero na academia (antes dominada por homens), mas acredita que ele vem diminuindo. Em 1997, quando ainda amamentava o caçula, então com 4 meses, foi convidada a participar de um congresso no Chile que duraria uma semana. Inicialmente, os organizadores relutaram em permitir a presença do bebê com o argumento de que poderia incomodar os demais. “Duvido que um homem passaria por esse tipo de constrangimento. Em geral, nós, mulheres, temos que fazer esforços maiores do que os homens normalmente fazem". Na época, ela insistiu e conseguiu que a criança e a babá a acompanhassem, mas ficou clara a dificuldade que é conciliar a vida profissional de cientista om a maternidade e até com a imagem que se faz ainda na atualidade das profissionais do sexo feminino. Hoje, com os três filhos crescidos, Thaisa, já mundialmente reconhecida, quer expandir o terreno do conhecimento brasileiro. A astrofísica luta dentro de um projeto que busca a entrada do Brasil na maior associação astronômica do mundo, o Consórcio de Países Europeus (ESO). Isso daria a todos os astrônomos brasileiros um acesso mais amplo a todas as instalações do grupo e a seus moderníssimos instrumentos. Quem sabe, assim, o Brasil poderá nos próximos anos desenvolver mais descobertas como a dela e isso tanto os nossos pesquisadores masculinos ou femininos: "Em se tratando de pesquisa, todos sofrem limitações ainda em nosso país, é preciso melhorar a estrutura do trabalhos dos pesquisadores e enfim de todos os que produzem informação, tecnologia e cultura, como esta mulher que avança a pesquisa científica no país", finalizou por aqui no blog da ecologia e da cidadania o ecologista Padinha, comentando ainda que "a mídia brasileira deveria destacar mais os cientistas como Thaisa  Storchi Bergmann e a ciência na realidade, para que haja mudanças e avanços também na condição humana de vida por aqui, em todo lugar".  




 Thaisa Storchi Bergmann no início teve que convencer até familiares sobre se dedicar a pesquisas


Fontes: www.planetasustentavel.abril.com.br
              www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. Apesar do seus sobrenomes europeus, Thaisa Storchi Bergmann sofreu as limitações comuns a todas as mulheres brasileiras que fogem do padrão mais comum, conseguiu superar isso e os desafios de desenvolver pesquisas no Brasil que não apóia ainda como deveria esta atividade.

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  2. Apoiar pesquisadores e cientistas, masculinos ou femininos, é vital para o país superar os seu problemas e criar um futuro sustentável. esta foi a motivação maior da gente aqui do blog em destacar a luta desta mulher e gaúcha de valor, Thaisa Storchi Bergmann.

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  3. "Aqui em Franca, a gente uma cientista e educadora de muito valor em termos de Química e de vida cultural, acho que devido a isso entendemos melhor esta situação de Thaisa Storchi Bergmann": a opinião é de Carlos Almeida, que tem duas pessoas da sua família que passaram pela Fundaçao Paula Souza, no caso Escola Agrícola, onde se destaca o trabalho da cientista Joana D'Arc Félix de Sousa.

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  4. Mande você também a sua informação, comentário, mensagem ou opinião para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou envie o seu e-mail diretamente pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  5. "Realmente, concordo com o enfoque que vocês estão fazendo aqui, para o Brasil conseguir um equilíbrio sustentável na sua realidade entre os interesses econômicos e os ecológicos, vai precisar dos cientistas, das cientistas, da ciência mais do que dos políticos": o comentário é de Mara de Santos Ribeiro, engenheira florestal que atua no Mato Grosso após de formar na UFMG em BH.

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  6. "Gostei dessa matéria e também da Mirin Mirah cantando Violeta Parra, a condição da mulhert é mesmo uma questão de cidadania e de ecologia humana": o comentário é de Maria Bentes, de São Paulo (SP), que atua na área de produção cinematográfica.

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  7. "Talento não é masculino nem feminino, mas são tantos os limites e tabus em cima das mulheres em vários setores ainda machistas que a gente asté chega a pensar que a mulher é mais inteligente que o homem": o comentário é de Alcir Mendes, estudante de Psicologia na Unicamp em Campinas (SP).

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