sexta-feira, 10 de julho de 2015

ENQUANTO ALGUNS TENTAM SALVAR A ECOLOGIA DO PLANETA (COMO O ATOR ROBERT REDFORD) A MAIORIA AINDA NÃO ACREDITA NA CRISE CLIMÁTICA

Num dos países mais ameaçados de desaparecer do mapa seu Presidente está tendo de comprar um novo território para o povo de Kiribati sobreviver no Pacífico Sul



Os países mais ameaçados hoje de desaparecer do mapa por causa da crise do clima estão no Pacífico


Apesar dos constantes alertas da ONU, dos cientistas e dos ambientalistas em todo o planeta, muita gente ainda não acredita que a crise do clima seja uma ameaça real à sobrevivência da Terra. Mas por outro lado, alguns atores e atrizes de Hollywood já estão indo à luta pela recuperação da ecologia perdida, como é o caso de Robert Redford que no dia a dia é um ecologista full time, ele é filiado ao NRDC (Natural Resources Defense Council) e preside pessoalmente a Redford Fundation. Assim como ele, artistas de atuação mundial como Cameron Diaz, Cate Blanchet, Daryl Hannah, Leonardo Di Caprio, George Clooney e Pierce Brosnan, entre muitos outros, estão indo à luta para advertir as pessoas sobre os riscos já muito graves e visíveis da crise climática. Eles fazem coro com mais de cem cientistas de todos os continentes que pesquisaram para a Organização das Nações Unidas o alcance da atual crise climática, fazendo o relatório alarmante do IPCC, que em suma é um nome contemporâneo do apocalipse ambiental. Apocalipse Now. É destaque hoje na APF a entrevista com Robert Redford, famoso por filmes clássicos como "Butch Cassidy" e "Sundance Kid", também fundador do festival de cinema independente de Sundance, ele é entrevistado agora como ecologista. Ele disse na ONU nesta semana que a reunião global a ser realizada em dezembro em Paris na França, visando um acordo sobre o clima, pode ser a "última chance" para combater o aquecimento global: "Desde já e no mês de dezembro, o mundo deve se unir em torno de um objetivo comum", disse o ator e produtor: "Porque olha, já está feio. Este é nosso único planeta, nossa única fonte de vida. Pode ser a última chance". Na Cúpula do Clima das Nações Unidas em Paris, países desenvolvidos e países em desenvolvimento devem se comprometer a reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O acordo, se alcançado, limitaria um aumento de 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais até 2020. "Somos todos responsáveis por esta crise", disse Redford. "A missão é tão simples quanto assustadora: salvar o mundo antes que seja tarde demais, isso inclui implantar energias limpas e ficar livre da civilização do petróleo". Ele citou a situação de países que com o aquecimento estão mais ameaçados de desaparecer do mapa, como os que ficam na região da Polinésia, paraíso do ecoturismo e da pesca marítima, as ilhas de Palau, Maldivas, Fiji, Tuvau e Kiribati podem ser os primeiros territórios a sumirem, mas o Japão e Paquistão já sofrem o excesso de calor e um perigo mais imediato que se estende a várias regiões planetárias, até aqui no Brasil. Nos Estados Unidos os desequilíbrios do clima, além de pesticidas e agrotóxicos, está sendo também responsável pelo desaparecimento das Abelhas, a crise climática, segundo uma pesquisa agora sendo lançada lá pela revista Science, com o sumiço delas, que polinizam as plantas, muitos alimentos serão extintos e isso vai afetar muito a economia, além de dizimar populações. O site Terra que noticia a posição de Redford, coloca hoje como manchete o caso extremo da Ilha Kuriati, que tem atitude média de só 2 metros e pode ser engolida pela elevação com o aquecimento do nível do mar: o Presidente deste país com 100 mil habitantes já está comprando terras em Fuji para garantir um novo território para seu povo, "depois que os humanos superarem a crise climática".  Este fato exemplifica hoje a necessidade de todos nós irmos à luta para recuperar a ecologia perdida da vida, seja onde estivermos nesse planeta, aqui, nos States, na Europa ou em Kiribati. O esforço de Robert Redford é mais uma voz que clama no deserto, como os milhares e já milhões de ecologistas de todos os lugares e aqui do blog Folha Verde News, realmente os tempos estão chegados. (Antônio de Pádua Padinha, repórter e ecologista).



O Governo de Kiribati está comprando terras para transferir a população da ilha ameaçada de submergir

O ator e ecologista Robert Redford aqui ao lado da sua amiga brasileira Sônia Braga...

A atriz Dary Hannah como Redford luta conta a civilização do petróleo e da crise climática


A situação de de risco de Kiribai está sendo destacada hoje pela mídia de todo o planeta

Fontes: AFP
              www.terra.com.br
              www.folhaverdenews.com 


8 comentários:

  1. "Habitado por cerca de 100 mil pessoas, o Kiribati corre o risco de ser engolido pelo mar nas próximas décadas, caso não venha a contar com os bilhões de dólares necessários para mitigação e adaptação às já sentidas alterações bruscas do clima. "Não temos montanhas e não podemos construí-las. Não temos os recursos necessários", alertou o presidente Anote Tong, ao jornal The Straits Times, de Cingapura.

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  2. A altitude média de Kiribati é de apenas dois metros. A elevação do nível do mar, desencadeada pelo aquecimento global, ameaça afundar as ilhas até 2100 mas que pode se antecipar se o avanço da crise do clima não for contido, como pede a ONU aos países, assinala ainda o site Terra, com informações da agência de notícias APF.

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  3. Em 2014, o presidente comprou terras em Fiji por US$ 11,7 milhões, onde pretende realocar parte da população de Kiribati. Para a oposição, foi um desperdício de dinheiro. O presidente, no entanto, assegura que, mesmo antes do fim do século, já nestes próximos anos agora, outros fenômenos ligados ao aquecimento global podem deixar Kiribati para os peixes. "Nós experimentamos um momento difícil com o ciclone Pam no início do ano", lembrou. "Se estes eventos se repetirem e tornarem-se mais severos, nossas chances de sobrevivência serão realmente muito reduzidas", ressaltou Tong. O presidente está pessimista com o resultado da Conferência do Clima em Paris, em dezembro (COP21), quando autoridades de 196 países vão se reunir para negociar um novo acordo para combater as mudanças climáticas.

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  4. "Já existe a tecnologia necessária (para ajudar Kiribati e combater a crise climática, como já prega Robert Redford. A questão é se a comunidade global terá consciência e apoiará os povos que desde já com certeza serão os mais afetados. Se fizerem isso, podemos ficar por aqui nas próximas décadas, se não, teremos que arrumar um outro país para a gente viver", observou Anote Tong em seu contato com a mídia.

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  5. Mande vc tb a sua informação ou comentário sobre a crise do clima e sobre esta pauta de hoje, entre aqui nesta seção do blog ou envie seu e- mail para nossa redação navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  6. "No caso aqui do Brasil, considero que se for confirmada a pesquisa da revista Sciense (sobre o clima como causa também do sumiço das abelhas, além dos agrotóxicos e dos pesticidas), então, a situação está mais do que alarmante: sem a polinização das abelhas a maior parte dos vegetais podem desaparecer e isso acabará com muita gente": é a msm que nos envia José Aparício Mendes, apicultor de Petrópolis (RJ).

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  7. "Vamos ter que esperar até dezembro para a cúpula do clima da ONU em Paris e depois não sei mais quantos anos para ver alguma medida a ser tomada contra os desequilíbrios, esta recuperação teria que ser bem mais rápida, pelo menos para acompanhar o rítmo da destruição da ecologia em todos os lugares": o comentário é de Mario Prestes, que é professor de Matemática e já se considera um ativista do movimento ecológico, ele que estudou na USP e mora hoje em Florianópolis, em Santa Catarina: "Por aqui muita gente se preocupa com o ambiente e até também com o aumento da temperatura em dois ou três graus nos próximos verões, o que poderia levar a uma submersão da costa".

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  8. "Essa é mesmo a luta da hora": é a mensagem de Maria Izabel, que estuda na ECA da USP em São Paulo e está em casa de amigas no Guarujá passando as férias: "Aqui já sinto os sinais da crise do clima".

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