quinta-feira, 23 de julho de 2015

JOVEM FOTÓGRAFO BRASILEIRO COM SUAS FOTOS ATÉ MELHORA A IMAGEM DO BRASIL AO IR A UMA LUTA SOLIDÁRIA NA ÁFRICA

Bruno Feder comprou a briga de moradores de pequena vila na Uganda e agora está sendo destaque no site da BBC mostrando que o nosso país não é só BBB ou CBF




Bruno Feder com suas imagens e boa vontade mudou a vida da aldeia de Manteete em Uganda




"Um jovem ocidental de 30 e poucos anos, criado com boa estrutura em grandes centros urbanos e vindo do Brasil, pode fazer a diferença em comunidades remotas e pobres no meio rural da África?" Quem faz esta pergunta e responde com uma reportagem de emoção é Tiago Guimarães, jornalista da BBC. Ele mostra o que vem fazendo Bruno Feder, 31 anos, natural de São Paulo, que transformou o seu hobby em profissão e há um ano e meio reverte o dinheiro de suas fotografias, registradas na África, para melhorar a vida de comunidades em Uganda e no Sudão do Sul. A boa luta vem desde 2013, quando Bruno fez um curso no ICP (International Center of Photography), em Nova York. Por lá, conheceu a fotógrafa Louise Contino, que estava de malas prontas para Wanteete na Uganda, para onde foi, uma localidade rural a cerca de 150 km de Kampala, a capital do país, uma vila de 3 mil moradores sem saneamento básico, sem médicos nem água limpa e com muitos desafios tipo Brasil longe das grandes capitais. Ele teve o insight de vender as imagens feitas na comunidade para a ajudar a luta daquele povo ali. Com o dinheiro da venda de 27 fotos, Bruno Feder voltou a Wanteete em agosto de 2014. Passou os dias comprando madeira para mesas e cadeiras, medindo crianças e adquirindo tecidos para uniformes. A série de fotos rendeu uma exposição no Brasil (a Uganda Edition) onde Feder vendeu mais cem registros do projeto, que batizou como Cross Geographic.


Este
 jovem fotógrafo brasileiro diz que procura intervir o mínimo possível nas cenas que registra, e que, sempre que pode, opta por fugir dos clichês de miséria associados à realidade africana: "É importante mostrar coisas positivas de uma região que já é tão estigmatizada, muita gente pensa apenas em Aids, pobreza e guerra em relação à África e não há só isso, há muito calor humano, riqueza de sentimentos, outras coisas positivas". Bruno, que tem formação em Relações Internacionais, informa na matéria da BBC Brasil ter revertido cerca de US$ 25 mil em realizações em Wanteete. O seu projeto também financiou ações em saúde, por exemplo, distribuiu mais de 4.000 preservativos e 500 escovas de dente, vermifugou 200 crianças, montou uma tenda para atendimentos dentários e viabilizou a cirurgia, na capital de Uganda, de uma moradora idosa com câncer no pescoço. Com a infraestrutura, que ele conseguiu, a escola cresceu e passou a receber mais 120 alunos. Ao fazer uma viagem recentemente, Feder teve a oportunidade de  conhecer o Sudão do Sul, que é o país mais novo do mundo e cenário de uma dura guerra civil há quase dois anos. Ficando em Juba, capital do Sudão do Sul, o brasileiro esteve em campos de refugiados (a estimativa da ONU é de 2,2 milhões de deslocados em razão do conflito) e ajudou a registrar o trabalho de entidades como a entidade sul-sudanesa CCC (Confident Children Out of Conflict) e está registrando agora a realidade do cotidiano de crianças fora do conflito, crianças órfãs e vítimas de violência na sua maioria. Vai começar uma nova luta e um segundo round no trabalho cult de Bruno Feder. 




Com as suas fotos o jovem brasileiro tornou realidade uma escola para 120 crianças...

Ele procura mostrar nas fotos também a realidade humana do povo de lá...

...não faz fotos escandalosas e sensacionalistas mas com emoção mesmo em meio à violência

Esta é uma das fotos de arte feitas por Bruno Feder no interior da Uganda



Fontes: www.bbcbrasil.com.br

              www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. A reportagem da BBC informa que bancando os próprios custos, Bruno Feder irá retornar ao Sudão do Sul em agosto (após uma parada em Uganda para obtenção do visto) para mais uma missão de "coisas pontuais e possíveis de se realizar", como as pequenas melhorias que ajudou a viabilizar em Uganda. "É algo que discuto na hora e vejo a demanda com o pessoal de lá mesmo, não imponho nada".

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  2. O trabalho em uma nação em guerra, naturalmente, é muito mais difícil. Feder conta que em seu novo desafio agora a população sul-sudanesa em geral é mais arredia aos contatos e às fotografias: "São gerações sofridas e perdidas, e tudo o que sabem envolve conflito". Há também dificuldades com tropas policiais e militares, que impedem o registro de estruturas que possam identificar determinada região, como pontes e viadutos, e não raro trabalham alcoolizados e praticando extorsão.
    "O Sudão do Sul é um bebê do mundo, completamente abandonado", diz o fotógrafo brasileiro, ao explicar o que o motiva para começar uma nova história de luta cultural e de cidadania pelos confins da África.

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  5. Já recebemos por aqui a mensagem de Valdir Moreira, de Santo André em São Paulo, onde atua também como fotógrafo: "Boas as imagens deste cara, Bruno Feder está conseguindo encontrar um novo objetivo na sua vida e um sentido maior para a fotografia".

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  6. "Curti legal o enfoque que este blog deu a esta reportagem da BBC, que o Brasil não é só BBB, CBF, Lava Jato, Mensalão eta e tal": o comentário é de Rubens Morelli, de São paulo (SP), que pela forma como fala de Bruno Felder deve ter convivido com ele anos atrás.

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  7. "Muito interessante a matéria sobre o fotógrafo brasileiro e seu trabalho na África, também tem tudo a ver com o Brasil de verdade este grupo vocal Ordinarius, com este vídeo fora do comum que está aqui no clip do blog, mostrando um país que está vivo e forte apesar dos pesares da realidade de agora": o comentário de João Pereira Barreto, de Niterói (RJ) nos veio por e-mail, Barreto mandou algumas informações que tem do grupo Ordinarius que postaremos em alguma matéria por aqui sobre este estilo de música de alta qualidade.

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