quinta-feira, 2 de julho de 2015

SOMENTE 25% DOS BRASILEIROS SÃO 100% ALFABETIZADOS NA REALIDADE HOJE DO PAÍS E DA ERA DIGITAL

Só 25% dos 75% brasileiros considerados alfabetizados são leitores plenos e capazes de entender todo e qualquer tipo de texto, definem os especialistas



No Brasil, apenas 25% dos cidadãos alfabetizados podem ser considerados leitores plenos, ou seja, capazes de entender qualquer tipo de conteúdo, seja ele uma notícia de jornal ou um texto de literatura ou até um manual de instruções, uma receita ou bula e até mesmo a mensagem de uma placa comum de aviso. É o que informa o secretário executivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), José Castilho Neto,  que fala isso e explica esse fato como decorrente da dívida histórica existente no Brasil, poucos investimentos na educação e cultura e também um problema que se deve à herança de 500 anos de exclusão ao direito de todos à leitura para a formação da cidadania dos brasileiros: "A leitura não pode se resumir apenas e tão somente à alfabetização", deixa claro José Castilho em matéria que é destaque no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate: "Isso é algo que nos surpreende e é extremamente grave e importante, temos que ir à luta urgente para mudar esta situação", por sua vez comenta por aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádinha ao postar este debate em nosso blog Folha Verde News, que também traz informações que nos chegaram por e-mail da Agência Câmara de Notícias. Esse problema é algo que ainda tem que ser superado no Brasil. Apesar de todos os avanços, principalmente dos últimos 10, 15 anos em relação à universalização do ensino em todos os níveis, onde milhões e milhões de pessoas entraram para as escolas, nós continuamos com um índice muito perturbador e que é um empecilho para a criação de cidadãos plenos e de leitores plenos, ressalta José Castilho ao divulgar esta porcentagem que não deixa de ser assustadora. "Nós temos 75% de brasileiros alfabetizados maus que são ainda alienados de uma compreensão leitora plena e isso é muito grave", acrescenta Castilho: "É grave para a formação da cidadania, é grave para que cada um saiba exatamente os seus direitos e deveres, é grave na comunicação entre as pessoas e gravíssimo diante dos desafios que todos enfrentamos na atualidade". 


Marcos Santos da USP Imagens ilustrou o ato já raro da leitura... 


...Além dos problemas de estrutura governamental há a realidade digital que muda o conceito do que é ser ou alfabetizado hoje





O Fundo Nacional da Leitura é uma das formas de luta para mudar essa situação no país


Com o intuito de aumentar a prática da leitura no Brasil, tramita na Câmara dos Deputados Projeto de Lei (1321/11), do Senado Federal, que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura com o objetivo de apoiar a produção, edição, distribuição e comercialização de livros no Brasil. A Comissão de Educação da Câmara promoveu audiência pública com especialistas da área para discutir os principais temas que compõem a criação do Pró-Leitura.  Entre os assuntos debatidos no encontro, destacaram-se a necessidade de especificar, no texto da lei, as fontes exatas de composição dos recursos do Fundo, como também as formas de gestão e a inexistência de referências, no projeto, aos agentes públicos e da sociedade civil, como no caso bibliotecas comunitárias, que podem ajudar no incentivo à leitura. Existem recursos provenientes do Tesouro Nacional para promover a leitura através do Fundo Nacional Pró-Leitura. Mesmo após diversos ajustes fiscais que nós tivemos não se investe cada vez menos em educação e em leitura, o que não é um gasto financeiro, muito pelo contrário, mas um investimento futuro com retorno para a própria Nação, avaliam os especialistas. E segundo o secretário executivo do PNLL, José Castilho Neto, com a aprovação do Fundo, a prioridade de investimento será o equilíbrio dos quatro eixos do Plano: “Primeiro, a democratização do acesso ao livro, principalmente por intermédio das bibliotecas de acesso público. Segundo, é a formação de mediadores de leitura que são os professores, os bibliotecários… O terceiro é o valor simbólico da leitura, nós temos que ter a leitura como valor importante para que seja defendido. E, enfim, o quarto eixo que nós trabalhamos, com a ideia do apoio à economia do livro. Entendendo apoio à economia do livro como o apoio a editores, a todo o setor e é claro aos escritores", concluiu Castilho. 


Fontes: www.ecodebate.com.br
              Agência Câmara de Notícias
              www.folhaverdenews.com


8 comentários:

  1. O projeto que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura tramita em caráter conclusivo no Congresso e aguarda agora o parecer do relator da Comissão de Educação. O texto será apreciado ainda pelas comissões de Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal.

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  2. Logo mais estaremos postando aqui mais informações e comentários, aguarde e participe deste debate da maior importância.

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  4. "Creio que esta é a pior notícia que já li sobre o Brasil nestes últimos tempos de tantos problemas": comenta a professora da rede pública em Araraquara, Maria Almeida: "Muitos têm alertado há muito tempo e poucos dão atenção a este tipo de problema".

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  5. "Por essas e outras, a falta de investimentos dos governos federal, estadual e municipal em educação e cultura pode condenar a vida e o futuro da maioria da população brasileira": é o alerta de José Minoru, cuja família veio do Japão e não aceita essa falha na realidade do Brasil, ele atua como empresário na região de BH, em Minas.

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  6. "Somente lendo desde criança, textos, aumentando o domínio das palavras, melhorando a sua comunicação pessoal, presencial, alguém também desenvolve o seu raciocínio e bota a sua cabeça prá funcionar": é o comentário do engenheiro civil Hugo Mariano, de Campinas (SP).

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  7. "Creio que Brasil e São Paulo estão cometendo um crime cultural em não apoiar a educação e a cultura da maioria da população": é o comentário que nos enviou o músico Alexandre Ribeiro, de Americana (SP).

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  8. "Acho que a linguagem do quadrinhos é a ideal para estimular a leitura da garotada, que precisa usar a cabeça mais do que nunca, hoje": quem nos mandou a mensagem é Cristina A. Jordão, de São Paulo (SP), que se dedica a uma pesquisa dentro do tema da nossa matéria de hoje na EAD.

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