terça-feira, 21 de julho de 2015

VEÍCULOS AÉREOS NÃO TRIPULADOS OS DRONES ESTÃO NO AR TAMBÉM PELO MEIO AMBIENTE

Um avanço no ar com uma nova ferramenta tecnológica a bem também da ecologia: bem melhor do que transportar bombas...

Além de muito úteis em operações de telemetria, topografia ou em ações militares ou de socorro de acidentados em lugares de difícil acesso, a repórter Juliana Guarexick é um dos jornalistas que agora estão destacando os Drones como nova arma da ecologia, no caso, num post no site Envolverde, feito em cima de trabalhos ambientais da entidade ambientalista mundial WWF. Com capacidade de coletar dados e imagens de alta resolução, a tecnologia dos Veículos Aéreos Não Tripulados (ou Vant’s, mais populares como drones), ela já está sendo uma ferramenta de trabalho em especial para organizações que cuidam do meio ambiente. Os desafios são muitos, especialmente de natureza legal, mas a necessidade de inovações que contribuam para a maior proteção e monitoramento dos animais ou das florestas motivou o WWF-Brasil, juntamente com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outros parceiros, a iniciar o Projeto Ecodrones Brasil. Este projeto inovador foi lançado nestes dias com a intenção de que se possa otimizar a conservação, não apenas do ponto de vista técnico, também econômico, já que as ações necessárias para a proteção dos recursos naturais requerem, na maioria das vezes, bastante produção, deslocamentos, tempo e dinheiro. Segundo o especialista do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Marcelo Oliveira, o potencial de uso desses equipamentos na esfera ambiental é enorme. Ele contou que os ecodrones trazem oportunidades inovadoras para o mapeamento de áreas protegidas, monitoramento da biodiversidade, também combate a incêndios florestais, caça e exploração dos recursos naturais, bem como na coleta de dados científicos: "Faz isso com economia de meio e de recursos, o que já é por si só ecológico e sustentável", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Uma tecnologia do bem, só espero que que drones não sejam é usados para transportar bombas, é positivo ao invés de mais violência, que os Vant's venham a ser uma ferramenta avançada para a paz e a proteção da nossa última natureza". 

Os drones já começam a executar uma função ecológica economizando recursos

Esta é uma imagem de área remota na Amazônia obtida pelo WWF via drone


O diretor de Criação e Manejo do ICMBio, Sergio Brant, destacou que o órgão tem muito interesse nas possibilidades e alternativas de uso dos Vant’s. “É uma ferramenta interessante, que tem uma série de possibilidades de utilização em áreas protegidas: desde fiscalização até o uso público”. O emprego de veículos aéreos não tripulados para a defesa da biodiversidade já é reconhecido como uma estratégia bastante eficaz em alguns continentes, como África e Ásia. Em 2012, o WWF ganhou um prêmio de U$ 5 milhões do Google para um projeto com vistas a reduzir a morte de elefantes e rinocerontes em áreas protegidas na África. Na Austrália, um experimento de monitoramento do Dugongo – um tipo de mamífero aquático semelhante ao peixe-boi – foi feito com Vant’s e trouxe resultados mais rápidos, mais baratos e mais refinados do que o método tradicionalmente utilizado de enviar um grupo de pesquisadores a bordo de um avião. A aplicação da tecnologia no cenário brasileiro ainda é tímida ou realizada de forma isolada, especialmente por que a lei que regulamenta seu uso não traz regras claras para este tipo de finalidade. Nesse sentido, o Projeto Ecodrones está focado em construir um cenário favorável para a utilização de Vant’s na questão ambiental no Brasil nos próximos meses. “Nós não faremos uso recreativo ou comercial deste equipamento, entendemos que é preciso uma normatização diferente, que contemple e auxilie sua utilização como ecodrone, a bem do patrimônio natural brasileiro", argumentou Marcelo Oliveira (WWF-Brasil). Além da regulamentação, ele defendeu que é preciso formar um corpo técnico que seja capacitado e habilitado para pilotar os equipamentos e realizar um planejamento que possibilite voos seguros e eficientes. “É nessa etapa que o grupo de cooperação está concentrando seus esforços”, afirmou Oliveira. O grupo de cooperação, que já está formado, busca não só planejar como utilizar esta tecnologia e ajudar os órgãos reguladores – como a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) – a construir leis que ajudem e facilitem o uso desses aparelhos para o monitoramento de toda a biodiversidade brasileira. Este grupo que vem pensando em todas essas questões é formado pelo WWF-Brasil, pela entidade inglesa Conservation Drones, pelo ICMBio, a Agência Nacional de Águas (ANA), a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Araguaia de Proteção Ambiental, uma organização não-governamental do Estado do Tocantins. Uma boa notícia para o movimento ecológico, científico e de cidadania no Brasil.




Ecologistas da sociedade civil já usam drones na ilha Fernando Noronha

O Instituto Araguaia já usa os ecodrones em trabalhos no Tocantins


Fontes: www.wwf.org.br
             www.envolverde.com.br
             www.google.com.br
             www.folhaverdenews.com


7 comentários:

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  3. "Quando se inventou o avião, há muito tempo, Santos Dumont lamentou que ele passou a ser utilizado como arma de guerra, esta iniciativa pode fazer com que os drones se consagrem para a paz": foi a primeira mensagem que recebemos hoje por aqui, enviada por Dolores Porto, de São Paulo (SP) que tem atuação ecológica e é engenheira civil.

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  4. "Acredito que na mão da sociedade civil, de pesquisadores, de ambientalistas. tudo bem, mas envolvendo entidades governamentais, acho que até os drones ou qualquer tecnologia fica neutralizada por uma estrutura que precisa mudar": é o comentário de Adauto Souza, de Santo André (SP), formado em Matemática mas que se dedica a empresa que montou para assessorar projetos de construção civil.

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  5. "Os drones poderão detectar focos de incêndio e de queimadas que foram um problema muito grande na seca do ano passado, talvez a Polícia Ambiental devesse imitar as entidades ecológicas e usar essa nova ferramenta e tecnologia": a sugestão é de Plácido Moretti, advogado, que atua na região do Guarujá (SP).

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  6. "No dia a dia meio que confuso hoje entre tecnologia e natureza, de repente esta será uma forma de buscar uma interação do povo digital com a ecologia": a mensagem nos foi enviada por Mara Santos, de Belo Horizonte (MG), ela informa que pesquisa a cultura popular no norte de Minas e planeja fazer um mestrado nesse tema na UFMG.

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  7. "Melhor que drone com bomba é mas eu preferia que a natureza não precisasse nem de vigilância nem de proteção": a mensagem é de Antônio Pedro, profissional de TI em Ribeirão Preto (SP).

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