quinta-feira, 13 de agosto de 2015

EM DOIS ANOS JULIAN ASSANGE SÓ SAIU NA RUA DISFARÇADO: EXILADO CONTINUA A LUTA PELA LIBERDADE DE INFORMAÇÃO

Caso Julian Assange: Suécia desiste de acusação por agressão sexual mas mesmo exilado e recluso o jornalista fundador da Wikileaks continua perseguido e de alguma forma clandestina indo à luta



O Ministério Público da Suécia está arquivando agora a investigação de um eventual abuso sexual que teria cometido o jornalista independente e ativista da liberdade de informação Julian Assange, fundador do movimento internáutico Wikileaks: ao que tudo indica, ao postar na webmídia alguns documentos secretos e comprometedores dos Estados Unidos, Assange passou a ser perseguido pelos States na Europa, sendo vítima, além da ameaça de extradição e de prisão, de uma campanha de difamação, o que parece estar por trás das acusações não provadas de abuso sexual e estupro. Com base em notícia da BBC o nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News atualiza aqui informações sobre este ícone da liberdade: "Só pelo fato de ser perseguido pelos Estados Unidos, o jornalista Julian Assange já havia recebdio antes a a nossa solidariedade, nunca acreditamos na difamação que tentou desmoralizar a sua luta que é de todos os internautas e cidadãos do planeta que vão à luta para criar uma democracia de verdade, através do trabalho cultural e da livre comunicação", comentou por aqui o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que tem postado uma série de matérias sobre Assange e outros ativistas da liberdade de expressão  bem como sobre repórteres vítimas de pressão e de violência em variados países e também aqui no Brasil.  



A última aparição pública oficial de Assange foi em 2014 na embaixada do Equador em Londres onde continua exilado, ele está censurado mas a sua luta pela liberdade de informação continua 


Os promotores do MP da Suécia perderam o prazo para investigar Julian Assange porque não conseguiram ouvi-lo desde 2014, quando se exilou na embaixada do Equador.  O jornalista voltou a negar agora todas as acusações e afirmou mais uma vez ser alvo de uma campanha de difamação. O ativista buscou asilo na Embaixada do Equador em Londres em 2012, para evitar extradição para a Suécia. Por causa da acusação formal de estupro (que ainda está vigorando) ele poderia ser preso e extraditado para os Estados Unidos. Alguns jornais europeus e norteamericanos chegaram a anunciar que ele seria encaminhado à prisão política de Guatntânamo. Pela lei sueca, acusações não podem ir adiante sem que o suspeito seja ouvido. Esta foi a sua estratégia de defesa, o jornalista sumiu, parece que nos últimos dois anos somente saiu na rua (e assim mesmo disfarçado) poucas vezes. Os promotores suecos têm somente até hoje,13 de agosto, para fazer um interrogação formal a Julian Assange sobre uma acusação de abuso sexual e uma de coerção, sendo que uma outra acusação de abuso sexual prescreve em 18 de agosto próximo. A acusação de estupro, no entanto, não deverá prescrever antes de 2020. E até lá, a situação do joprnalista e líder de cidadania planetária continuará nesta indefinição? O Ministério Público da Suécia deverá se pronunciar a respeito nesta semana, os Estados Unidos tentam se manter em silêncio, de toda forma, sempre e de novo agora, repercute muito negativamente este posicionamento contrário à liberdade de informação.  




Ativistas pela liberdade de expressão se manifestam contra o exílio de mais de mil dias sofrido por Julian Assange, devido às suas denúncias e matérias via o Wikileaks

Advogados de Assange: as acusações de abuso sexual já caducaram
"Não havia provas suficientes para manter a investigação", disse à BBC, Thomas Olsson, um dos defensores suecos de Assange. Olsson disse que JulianAssange poderá agora limpar seu nome em relação à acusação de estupro: "Acreditamos que tão logo ele tenha a oportunidade de dar sua versão das circunstâncias, não haverá necessidade de continuar a investigação". A expectativa é de que a Suécia continue a negociar com o Equador as condições em que Assange poderia ser ouvido sobre a acusação ainda em curso, caso ela não seja retirada de pauta. O Governo Britânico instou o Equador a cooperar no caso, citando obrigação legal dele de extraditar Assange. "Estamos certos de que nossas leis devem ser seguidas e que o sr. Assange deveria ser extraditado", afirmou uma porta-voz da chancelaria britânica. "Mais do que nunca, contamos com o Equador para encerrar essa situação difícil e custosa". Não é o que pensa o jornalista nem seus defensores nem entidades de Direitos Humanos.
O custo para o contribuinte britânico da manutenção da vigilância na Embaixada do Equador nos últimos três anos já chega a cerca de US$ 19 milhões (ou R$ 66 milhões, pelo câmbio mais recente)."Se as autoridades que acusam e censuram o jornalista do Wikileaks querem economizar estas despesas legais, deveriam pura e simplesmente, liberar Julian Assange das acusações e não mais privá-lo da liberdade de ir e vir. Em especial, deveriam parar com a censura e a intolerância e respeitar os direitos à livre comunicação na Internet e em toda a mídia", comentou ainda por aqui o repórter e ecologista Padinha, repercutindo em nosso blog a posição da Anisti Internacional. 




Ativistas de direitos humanos e da liberdade de informação respeitam Julian Assange/Wikileaks

Fontes: BBC
              www.terra.com.br
              www.,folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. O próprio Julian Assange já afirmou que não deixará a embaixada mesmo se todas as acusações de abuso sexual contra ele forem descartadas. É a informação que nos chega de ativista de direitos humanos e da informação. Ele teme represálias, prisão e até risco de vida.

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  2. A mulher que teria acusado segundo USA e Suécia Assange de abuso sexual e coerção - identificada no processo apenas como AA - está aliviada com o desfecho do caso, segundo seu advogado. "Ela queria que ele respondesse às acusações em um tribunal, mas já se passaram cinco anos e ela não quer ir ao tribunal agora", afirmou à BBC Claes Borgstrom, advogado da suposta vítima. "Ela quer deixar isso para trás. Foi um período difícil para ela, que agora quer esquecer tudo e tocar a vida, crê que o jornalista deveria também ficar livre para exercer seu trabalho".

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  3. Os promotores suecos inicialmente insistiram em ouvir Assange na Suécia, mas - sob pressão para avançar com o caso - concordaram neste ano em tentar interrogá-lo em Londres. O governo sueco, contudo, não conseguiu negociar o acesso a Assange com autoridades do Equador, em cuja embaixada ele se encontra exilado. Censurado mas vivo...

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  5. Outra opção é enviar sua mensagem para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  6. "Todos os que amam a liberdade de expressão querem ver Julian Assange livre para exercer a sua luta cultural": o comentário de José Alberti, que é redator de agência de publicidade em São Paulo (SP).

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  7. "Um absurdo a inquisição política dos States contra Assange e o Wikileaks é ícone da liberdade de expressão contra a censura e a favor da liberdade que ainda não existe de verdade no planeta": Karina Ferreira acompanha a luta deste e de outros jornalistas independentes que para ela, que estuda Comunicação na Unesp, "são um exemplo para a mídia atual controlada por outros interesses".

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  8. "Em que país existe a liberdade de fato?": foi o que em resumo disse Julian Assange, segundo ativistas de Direitos Humanos que tiveram contato com ele na Embaixada do Equador em Londres. Não podemos nos silenciar diante da violência contra a livre informação, que é a razão da vida do Wikileaks...e da Internet.

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