sábado, 29 de agosto de 2015

EM MENOS DE UM ANO O DESMATAMENTO NO MATO GROSSO DOBROU 1 VEZ E MEIA

Desmatamento aumentou 152% em Mato Grosso entre agosto de 2014 e julho de 2015 segundo a medição de satélites da Imazon e conforme constatou agora o ICV (Instituto Centro de Vida) 


Segundo reportagem de Daniela Torezza, do ICV, que hoje é manchete no site de assuntos socioambientais EcoDebate e que resumimos em seus principais dados aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o desmatamento em Mato Grosso voltou a crescer depois de anos em queda, registrando alta de 152% no atual calendário de monitoramento, que começou em agosto de 2014 e fechou em julho de 2015, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O monitoramento por satélite registrou 1.036 quilômetros quadrados de desmatamento nestes 12 meses, contra 411, do período anterior (agosto de 2013 a julho de 2014). Com isso, o Mato Grosso H lidera hoje o ranking nacional de corte da floresta, sendo responsável por 31% de todo o desmatamento registrado na Amazônia Legal, Amazônia Legal que também teve aumento no desmate em 63%. Os dados foram divulgados nesta semana, pelo Instituto do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

 


Foto que faz parte do mais recente levantamento do ICV feito por satélite da Imazon 




Dos oito estados que compõe a Amazônia Legal, apenas o Pará conseguiu reduzir o desmatamento em comparação ao levantamento anterior. Embora o monitoramento tenha detectado 732 quilômetros quadrados de desmatamento, os esforços permitiram uma redução de 14% em comparação com o mesmo período do ano anterior, que totalizou 852 quilômetros quadrados. Porém, em menos espaço um desmate mais intenso, o que levou a dobrar uma vez e meia o desmatamento matogrossense, na liderança atual deste problema amazônico e brasileiro. Em Mato Grosso, a maior parte do desmatamento, 61% do total acumulado no último ano, aconteceu em imóveis rurais não cadastrados no Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (SIMLAM). Uma tendência que se repete, já que no período anterior, o total nessa categoria fundiária foi de 62%. Uma análise do Instituto Centro de Vida (ICV) mostra que o município de Coloniza, na região noroeste de Mato Grosso, registrou 204% de aumento na comparação com os dois períodos, totalizando 171 quilômetros quadrados de retirada da floresta, entre julho ao ano passado e agosto deste ano, o que representa 17% do total detectado em Mato Grosso. Vale lembrar que, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) o município tem apenas 43% da área no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O ranking estadual dos municípios que mais desmataram é composto ainda por Feliz Natal (84 km²) e Juína (62 km²). Com relação ao tamanho, a análise do ICV aponta que 53% da área teve desmatamentos entre 50 e 250 hectares. Este fato para Alice Thuault, Diretora adjunta do ICV, demonstra um grande desafio que é a necessidade de reforçar a ação em nível municipal, estadual, nacional, para conter este problema, que influi no clima, na economia, na perda da ecologia, na crise hídrica, na falta de chuvas e no enfraquecimento da terra e da agricultura. "Já está provado que não é necessário mais desmatar para produzir. Mato Grosso, como maior produtor de grãos e maior rebanho bovino do Brasil, precisa assumir esse compromisso e empenhar esforços para zerar o desmatamento", argumentou Alice Thuault. Em síntese, para agravar a situação socioambiental do país, entre agosto de 2014 e julho de 2015, a Amazônia Legal perdeu 3.322 quilômetros quadrados de floresta, uma perda de floresta e vegetação nativa de 152% em 11 meses. "Aí está uma das fontes da seca e da crise de água de todo o interior do Brasil", comentou por aqui no Folha Verde News o editor de conteúdo do nosso blog, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. 



Fontes: www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com


8 comentários:

  1. O aumento em 152% no desmatamento influi no clima, na economia, na perda da ecologia, na crise hídrica, na falta de chuvas, enfraquecendo a terra e a agricultura, diminuindo a qualidade de vida e a chance de futuro de todo o interior do país.

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  4. "Além dos problemas citados quero destacar as queimadas que ocorrem nos desmatamentos rurais que se somam aos focos de fogo urbanos e formam nuvens tóxicas suspensas no ar junto com o poeirão, o que faz crescer as doenças respiratórias e a poluição, agravando o caos que já mostra o setor da saúde pública": o comentário é de Humberto Corrêa, executivo de vendas em Belo Horozonte (MG).

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  5. "O desmatamento da Amazônia Legal, no período de 1997 a 2013, chegou a 248 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho do Estado de São Paulo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS": a informação nos foi enviada por e-mail por José Rubens, engenheiro agrônomo, que atua no interior paulista, na região de Franca (SP).

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  6. "O desmatamento avança em todo o Brasil e não só no Mato Grosso. Sobre os demais biomas brasileiros, a Mata Atlântica já teve 85,5% da área desmatada. Nos Pampas, 54,2% da área original foi desflorestada, enquanto quase metade da mata nativa do Cerrado – 49,1% – não existe mais. A Caatinga teve, no período, uma área desmatada de 46,6%. Já a região do Pantanal foi o bioma menos atingido pelo desmatamento (15,4%), mas é o oásis ou a exceção que confirma a regra deste drama nacional": quem comenta e informa a gente é Manoel Fernandes, de Cachoeira (Espírito Santo), que deverá fazer uma especialização em Recursos Naturais, na Universidade Federal da Bahia.

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  7. "Já está provado que não é necessário mais desmatar para produzir, como lembrou nesta matéria a especialista que participou deste levantamento no Mato Grosso, Alice Thuault e o desmatamento zero resume qual deve ser o objetivo da nossa luta em todo país": é o que comenta Alcides Moreira Bassi, gaúcho que vive há mais de 3 décadas em São Paulo e tem familiares no Mato Grosso.

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  8. "O problema da seca e da escassez de água, no centro do país, no sudeste interior, está como já alertaram meteorologistas e geólogos, ligado também ao desmatamento em toda a Amazônia Legal, também no Mato Grosso, isso faz esse levantamento do ICV obtido com satélites ficar mais forte ainda como advertência, é preciso mudar essa realidade em tempo de o Brasil buscar resgatar a ecologia perdida": o comentário é de Ronaldo Alves Pereira, mandando e-mail desde a ECA da USP, ele é carioca, trabalha e estuda em São Paulo.

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