terça-feira, 25 de agosto de 2015

ESPERAMOS DESESPERADAMENTE POR CHUVA EM MEIO A ESTE CLIMA DE DESERTO AQUI ONDE UM DIA A REGIÃO JÁ FOI UM OÁSIS

Numa das regiões de terra mais fértil do Brasil tudo está secando mas agora chega o alento 

de algumas notícias sobre a chuva que talvez antecipe a primavera por aqui

 


O inverno nem acabou, a primavera só chega no final de setembro, daqui um mês, mas não estamos
aguentando a seca, a poeira, a baixa umidade que caiu abaixo de 10% agora em 25 de agosto de
2015, onde na natureza ainda repercute a crise hídrica de 2014, a maior deste século por aqui, 
uma região cafeeira, de clima que era equilibrado e ameno. Era. Hoje é um sufoco, a seca nordestina 
invadiu o nordeste paulista, as nascentes estão secando, os rios e córregos perdem volume, em meio
a ventanias e tempestades de pó, nossa miragem é a água da chuva: é o texto que a gente escreve
e posta aqui no blog Folha Verde News para falar hoje sobre a esperança e o desespero por chuva, 
por aqui na divisa entre São Paulo e as montanhas da Serra da Canastra de Minas Gerais, onde 
na seca do ano passado até a nascente do Rio São Francisco chegou a secar por uns dias
de horror. A população daqui está pressionada por este fantasma e pela realidade mesmo da
seca: através da poeira em suspensão vem doenças respiratórias, bactérias, vírus, as floradas do 
café e todas as plantações enfraquecem, as pessoas também ficam fracas, sem energia e pedem
a Deus para chover. Mesmo porque autoridades públicas do Governo de São Paulo têm sido omissas
ou inertes, não existe uma gestão sustentável e ambiental para resolver o problema do clima
que vai virando drama e nesse ritmo poderá vir a ser uma tragédia nos próximos anos e décadas. 
O problema do clima é também um crime socioambiental e o Ministério Público precisa desde já
responsabilizar os governantes. Meteorologistas do site Climatempo comentaram que a frente fria 
vinda do sul do Continente conseguiu romper a massa monstro de ar seco que predominava 
sobre todo o Sudeste e todo o interior do Brasil. Na Grande São Paulo, a oeste e a leste
do estado, já aconteceram, agora entre hoje e quinta-feira, são esperadas algumas garoas e
chuvas por aqui também onde o estio impera há 40 dias. Um dos meteorologistas chegou a 
dizer, aumentando a nossa esperança de um reequilíbrio do tempo por aqui no nordeste
paulista e sudoeste mineiro, que "agora que foi rompida a massa de ar seco, as chuvas aos 
poucos vão chegar e antecipar a primavera". Tomara que isso aconteça, porque na real o 
desgoverno ambiental e climático por aqui é o que prevalece como uma ditadura da seca
e das doenças entre a população com menos recursos e vítima dos erros e dos limites
da saúde pública. Só Deus e a natureza podem nos socorrer neste sufoco da seca. 



Em torno da capital de São Paulo, a leste e a oeste do estado já chegaram algumas chuvas...


...mas aqui no nordeste paulista e sudoeste mineiro há ainda um clima de deserto

...por enquanto está assim o Rio Grande como última esperança de ecologia das águas


A chuva antecipando a primavera pode ajudar a economia, a ecologia, a vida da gente...





Na mídias produzidas pela área de Hidráulica e Irrigação da Unesp de Ilha Solteira (SP) 
há informações sobre chuva, em meio a um cenário com a maior crise hídrica em 100 anos 
já enfrentada, desde a seca monstro do ano passado. As mudanças são acompanhadas
de perto por setores estratégicos da economia: energia e agricultura. Cientistas que estudam
as mudanças do clima, dizem que a estiagem que São Paulo está enfrentando não é um 
fenômeno isolado. E que, daqui para frente, os chamados eventos extremos vão provocar 
mais tempestades e mais períodos de seca do que o normal. Exibida ainda na virada 
para 2015 a primeira reportagem informou que o volume de água que vem da chuva continua
o mesmo, porém a distribuição com que elas chegam no Brasil está mudando.
"Os extremos climáticos estão ficando mais frequentes no Brasil. Tem região que tá chovendo
muito do lado de uma região que está enfrentando uma seca muito grande”, afirma Carlos
Nobre, climatologista, que assessora o Ministério da Ciência e Tecnologia. São Paulo é a
região que mais houve mudança climática e que além do aquecimento global, as áreas 
cobertas por asfalto, concreto e cimento e a diminuição do verde mudaram os padrões
de umidade e de evapotranspiração. Essas mudanças estão sendo acompanhadas
de perto por dois setores estratégicos da economia: energia, que depende da água estocada
nos reservatórios das usinas hidrelétricas e da vazão dos rios. E agricultura, que precisa de 
chuva para irrigar as lavouras."O que nos chamou atenção é que o cenário que nós havíamos
previsto para 2020 antecipou já para agora. Nós perdemos em 2014 R$ 10 bilhões em perdas 
por queda de produtividade de veranicos muito fortes", avalia por sua vez o pesquisador da  
Embrapa Eduardo Delgado Assad. O movimento ecológico, científico e de cidadania vai à 
luta para criar e antecipar o futuro, mas isso, no sentido positivo. O que se constata é que 
pode haver no clima e no meio ambiente uma antecipação já agora da crise maior prevista só 
para 2020. Aqui, agora em 2015, já há sinais disso. Em resumo, hoje a necessidade não é apenas
de chuvas, de economia, de resgate da ecologia perdida mas também de obras e adaptações
à nova realidade climática. Por exemplo, o uso de placas para captação de Energia Solar nas 
represas das usinas hidrelétricas, para compensar o déficit de eletricidade devido a reservatórios
e rios estarem secando. E além de toda a conscientização de todos sobre todo este contexto
de problemas, a área especializada da Unesp mostra até práticas de reaproveitação de esgoto
que poderá até ser uma possível solução de abastecimento ou pelo menos de irrigação das 
plantações. Nós aqui do interior de Minas e em torno do nordeste paulista precisamos também
desde já assimilar como o povo do Nordeste do país vem convivendo com a seca e conseguindo
sobreviver com a crise hídrica que chegou com tudo por aqui, mesmo por aqui, onde no subsolo
sobrevive o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas planetárias de água. Esta contradição
nos faz também sofrer e poderá haver na sequência até retirantes do interior paulista. Esta situação
nos faz sofrer e pedir água.  (Antônio de Pádua Padinha, repórter e ecologista, editor deste blog)



Por aqui já estamos sonhando e rezando por chuva que esperamos desesperadamente....



...algumas poucas nuvens negras já sinalizam que poderá mesmo chover  



Na Serra da Canastra um medo do monstro da seca





















Fontes: www.clima.feis.unesp.br
                 www.climatempo.com.br
                 www.folhaverdenews.com 

6 comentários:

  1. A gente se referiu aqui à Ilha Solteira, que é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Pertence à Mesorregião de Araçatuba, localizando-se a uma latitude 20º25'58" sul e a uma longitude 51º20'33" oeste, estando a uma altitude de aproximadamente 335 metros. Fica próxima ao encontro dos rios Tietê e Grande (já então chamado de Rio Paraná) e já na divisa com o Estado do Mato Grosso do Sul.

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  2. Na Ilha Solteira, uma das mais importantes da hidrovia Tietê-Paraná, principal meio de transporte do Mercosul. Sua população estimada em 2014 era decerca de 30 mil habitantes. Possui uma área de 659,4 km².
    O município é um dos 23 que contam com campus da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". O campus UNESP de Ilha Solteira oferece 8 cursos de graduação e 8 cursos de pós-graduação, em torno da qual existe um grande centro de pesquisa responsável pelo desenvolvimento da tecnologia elétrica. Tal característica contribui para o fortalecimento do município como um polo tecnológico e turístico, sendo hoje com as pesquisas de Hidrálica e Irrigação da Unesp um point também da nossa esperança por todo o interior do país.

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  3. Logo mais estaremos postando aqui mais informações sobre possibilidade ou ocorrência de chuva (ou não) por aqui no nordeste paulista e sudoeste mineiro, onde ela é realmente esperada desesperadamente.

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  4. Participe desta nossa edição, entre aqui nesta seção com o seu comentário ou envie a sua mensagem para nossa redação navepad@netsite.com.br e/ou envie seu e-mail direto pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  5. "Acho que essa carranca fotografada por vocês na Serra da Canastra pode ser a imagem síntese da situação do clima e do ambiente por aí": é a mensagem que nos enviou de São Paulo (SP), Izabel Moreira Ramos, que é lojista na região central da grande cidade: "Por aqui, além da violência do tempo tem muito é a violência dos homens"...

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  6. "Não conhecia antes e achei superinteressante o que faz a área de hidráulica e irrigação da Unesp de Ilha Solteira, que eu também desconhecia e que agora está no meu mapa de lugares de ponta do interior": o comentário é de Joaquim Pedro, geólogo que atua no norte de Minas em prospecções de água.

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