terça-feira, 11 de agosto de 2015

EXPECTATIVA DE MAIS SECA EM BREVE DIMINUIRÁ A PRODUÇÃO DO CAFÉ EM 2015 E EM 2016

Situação do Café sinaliza 2015 com seca pior ainda aqui

“O raio cai duas vezes no mesmo lugar”, texto de autoria do professor José Donizeti Alves, do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras (UFLA), chama a atenção da mídia, dos pesquisadores, dos meteorologistas e todos os que são envolvidos com o mercado de café. E alerta a população em geral. O artigo traz uma perspectiva negativa para a safra atual de 2015 e também para a próxima safra de 2016. O texto original foi publicado na Rede Social do Café, na Plataforma Peabirus, a maior rede de construção coletiva em assuntos ligados à cafeicultura. “Quando se fala no volume da safra de café para o ano de 2015, de acordo com o professor José Donizeti, no contexto da cafeicultura, tudo indica que o calor e a seca do início de 2014 poderão se repetir até na primavera e no verão e, como tal, afetar, a safra de 2015, com vários agravantes. Ele destaca no texto que no final de 2013 as chuvas estavam normais, porém, no final de 2014, o volume de chuva estava muito abaixo da média, impondo déficits hídricos acentuados em varias regiões de Minas Gerais e São Paulo, desde o início do ano. Como consequência, houve, além da queda na produção de 2014, uma forte queda na taxa de crescimento de ramos (justamente daqueles que irão produzir agora em 2015), vários eventos de florada, floradas tardias, abortamento de flores, queda de chumbinho, seca de ponteiros, entre outros. José Donizeti Alves reforça que na ausência de condições para adubar a lavoura e, em vista de um forte depauperamento das plantas, muitos cafeicultores prevendo que não iriam produzir nada ou quase nada, optaram por podar a lavoura. “A semelhança do que ocorreu no início de 2014, seca e muito calor se repetiram em parte no começo do ano. O agravante neste caso, é que, hoje, as lavouras não se encontram no bom estádio vegetativo e reprodutivo daquelas do início de 2014. Muito pelo contrário, em vista das intempéries (calor e seca) que já estavam instaladas desde o ano passado e da ausência de tratos culturais desde o inicio da primavera, hoje as lavouras encontram-se, à exceção das irrigadas, com baixo vigor vegetativo”. Este é o ponto crucial do problema cafeeiro.


Somente chuvas regulares na primavera e no verão poderão salvar a safra do café 2015/2016

O sudeste do país tem vivenciado um clima meio que nordestino





O Rio Grande por aqui entre São Paulo e Minas também reflete tensão quanto ao clima

Na avaliação do pesquisador da UFLA feita no site Agroclima, esses dois agravantes, sem sombra de dúvidas, afetarão, em maior dimensão o volume da próxima safra e, em um segundo plano, a safra de 2016. Destaca-se que em função do forte calor e seca, apesar de algumas chuvas no início do ano, em setembro e no final do ano as percentagens de frutos chochos e de frutos pequenos serão bem maiores que a comumente esperada, caso esses dois fatores não estivessem presentes. Além disso, em função das várias floradas e, principalmente, da principal florada ter ocorrido tardiamente, haverá uma grande desuniformidade de maturação e um menor período de desenvolvimento dos frutos. Esses dois fatores contribuirão para prejudicar a qualidade do café. Para complicar a vida dos cafeicultores, o professor prevê que a safra 2015 terá uma quebra significativa comparada ao ano anterior. “Se quiserem um número bastante realístico, é possível que ela varie na faixa de 25 a 28 milhões de sacas de café arábica". Chuvas que aconteceram no outono, rareiam no inverno, são esperadas para a primavera e o verão com a capacidade ou pelo menos a esperança de reverter, em parte, a percentagem de uma crise de qualidade e de quantidade no mercado de produção do café. Isso sinaliza dificuldades gerais na economia e na ecologia dos próximos meses no sudeste do país? Esta é a questão do momento, ainda sem resposta, por enquanto, havendo previsões, expectativas, temor e esperanças, tudo ao mesmo tempo, em todo o interior do Brasil. Confira mais informações em nossa seção de comentários aqui no nosso blog.

Uma macrorregião problemática desde já aguarda mudanças na primeira e verão

Também pesquisador Hilton Silveira Pinto, da Unicamp, analisa o clima daqui











Fontes: www.agroclima.com.br
              www.g1.globo.com
              www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Estamos pesquisando mais informações sobre as perspectivas para a primavera e o verão, se haverá mais chuvas ou se elas serão capazes de atenuar a seca e os problemas que já podem ser previstos tirando por base este levantamento do site Agroclima.

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  2. Logo mais estaremos postando mais informações aqui nesta seção de comentários, entre aqui e poste a sua mensagem ou a sua opinião ou a previsão de seca em 2015 pior ou não do que em 2014. Vamos postar informações que pesquisador da Unicamp Hilton Silveira Pinto passou ao G1.

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  3. Aguarde e participe: você pode também se preferir enviar um e-mail para a redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  4. "Sobre este assunto, é expressiva a entrevista do professor Hilton Silveira Pinto, da Unicamp, dada ao G1 da Globo por aqui na região de Campinas": nos envia um resumo da entrevista Manuel Fernandes, que trabalha como agrimensor no interior paulista. Agradecemos a tenção e vamos postar dados deste resumo.

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  5. Em síntese, 2015 será seco, prevê Hilton Silveira Pinto, do Cepagri, da Unicamp, em entrevista ao repórter Luciano Calafiori, que postaremos em suas principais informações por aqui, logo mais, aguarde.

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  6. Depois do ano mais seco em Campinas (SP) nos últimos 123 anos e com pessoas indo buscar água em bicas sem análise prévia, a pergunta que quase todos se fazem é como será o tempo em 2015? O Rio Atibaia, que abastece 95% da população da metrópole de 1,1 milhão de habitantes, quase secou e as pedras do fundo ficaram expostas. A crise hídrica foi, sem sombra de dúvidas, um dos assuntos mais comentados de 2014 e continua sendo até hoje, não só na região de Campinas.

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  7. 2014, o ano das ‘torneiras secas’ e para prever o que pode vir por aí em 2015 e em 2016, o G1 ouviu o professor Hilton Silveira Pinto, pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp. De cara, o pesquisador adianta que previsões muito antecipadas podem não ser confiáveis, mas disse acreditar que se o tempo ‘entender de estatística’, nós podemos ter um ano seco. Mas é impossível dar 100% de certeza se será igual, menos seco ou pior do que o ano passado.

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  8. Do Norte do Paraná para baixo choveu muito, não teve problema. No Nordeste também foi padrão. O que acontece é que aquelas chuvas no Sudeste e Centro Sul, principalmente no Verão, são provocadas por condições específicas, que são os fluxos de água de nuvens da Amazônia. São aqueles “rios voadores”, que chegam em São Paulo. E nesse ano não houve grande movimentação neste sentido porque houve a massa de ar seco, os El Niño, os desmatamentos e falta de investimentos na recuperação da ecologia do nosso interior.

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  9. Hilton Silveira Pinto: "Todo o café que tínhamos no estado de São Paulo praticamente não existe mais. Temos uma pequena área na região da Mogiana (Franca) e no Sul de Minas. O café se ambientou muito bem lá, porque quanto mais alto, menor a temperatura. São Paulo vai perder toda esta área e ficarão apenas essas mais altas.
    G1: No circuito das frutas pode acontecer algo?
    Hilton Silveira Pinto:A nossa fruta é de clima temperado. É o pêssego, a pera, maçã e o próprio morango. As frutas de clima temperado precisam de um número de horas de frio no inverno para descansar. É o chamado “Repouso”. A pera, a maçã e morango precisam de 600 horas com temperaturas menores do que 7,2ºC para poder continuar em uma boa produção e de qualidade. Acontece que se você não tiver mais essas horas, a planta não se ambienta mais. O que está acontecendo? Essas produções de frutas estão migrando para o Sul. Santa Catarina já perdeu muita área de fruta de clima temperado. E já perdeu muita área de plantar banana, que é de clima tropical. Enfim, as mudanças climáticas por aqui no país estão muito claras.

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  10. "Mais um sintoma da seca é a situação nestes dias do Rio Piracicaba, tão emblemático no estado de São Paulo como o São Francisco no Brasil. Ele chegou ao 17º dia seguido sem chuvas e a probabilidade para a semana é de apenas 5%, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em 2014, com a estiagem recorde, o rio teve a situação mais crítica em três décadas, quando registrou vazão de apenas 3,46 mil litros por segundo em 22 de novembro, dia em que o Piracicaba praticamente secou, já que ficou 96% abaixo da vazão média para aquele período (85,15 mil litros por segundo), também conforme dados do Daee. A situação do reservatório da Cantareira sinaliza o mesmo problema. O nível é mais afetado pela crise hídrica, caiu pela décima vez consecutiva no mês de agosto e opera com 17,7% da sua capacidade": a informação nos foiu enviada por Geraldo Estevão, de São Paulo (SP), lojista de calçados na capital e que diz acessar nosso blog constantemente. Agradecemos, abraços aí.

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