segunda-feira, 24 de agosto de 2015

MAIS UMA VEZ A USP E A FACULDADE DE FARMÁCIA DE RIBEIRÃO PRETO FAZEM UMA PESQUISA DE PONTA

Pesquisadores comprovam que o Guajiru da Amazônia pode diminuir o avanço de câncer




Um lendário fruto do mato da Amazônia comprova ser medicinal em pesquisa na USP de Ribeirão



Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto (SP), por aqui na nossa região, descobriram que substâncias presentes no Guajiru (fruto amazônico que é normalmente consumido como suco e geleia) podem diminuir os riscos de câncer. Segundo a pesquisa, feita em parceria com Universidade do Texas, a fruta tem um efeito anti-inflamatório sobre a doença. Popularmente, as folhas do Guajiruzeiro são utilizadas para chás que ajudam na diminuição dos níveis de glicose no sangue. Entre os mateiros, a fruta é vista como eficaz na limpeza do organismo. Já para os cientistas agora se tem certeza de algo mais: a fruta Guajiru já vinha sendo analisada no meio científico por possuir compostos químicos importantes para prevenção de doenças. Os testes com o Guajiru em células com ou sem tumores começaram há três anos e agora os pesquisadores da USP de Ribeirão observaram que as substâncias presentes no fruto reduziram os danos em moléculas de DNA: "Aqui no Brasil realizamos ensaios em ratos e verificamos a integridade do DNA desses animais e assim descobrimos que esta fruta do mato, o Guajiru diminui os danos induzidos", afirmou o pesquisador Vinicius de Paula Venâncio, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão (FCFRP).



O pesquisador Vinicius de Paula Venâncio, da USP (Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto)



Pelo menos, um anti-inflamatório que pode ser usado na prevenção do câncer



Nos testes com animais foi utilizado o Guajiru inteiro, com polpa e casca. Nos Estados Unidos foram feitas análises em células de tecido do cólon humano, em que foi verificada uma redução da inflamação provocada por tumores. De acordo com os primeiros resultados da pesquisa, foi possível verificar a presença de propriedades antimutagênicas, responsáveis pela regressão do DNA alterado pelo tumor. "É a propriedade anti-inflamatória, ou seja, diminuição dos medidores inflamatórios", explicou Vinicius Venâncio. Segundo a pesquisadora da mesma faculdade de Ribeirão, Lusânia Antunes, o consumo da fruta pode ter resultados preventivos. "Foi o que mostraram experimentos com os animais. E pode ser que esses componentes do fruto tenham mais efeitos benéficos, mas ainda precisam ser confirmados no decorrer da pesquisa, é preciso cautela antes de passar esses resultados ou essas aplicações em humanos". Os testes com o Guajiru continuam na USP em Ribeirão e também no Texas, nos Estados Unidos, a eficácia desta fruta contra o câncer parece ser real mas a pesquisa ainda terá outras fases experimentais e os efeitos de cura precisam passar por testes clínicos antes de virem a ser utilizado na produção de medicamentos. Porém, o Guajiru já é hoje mais do que só uma lenda mateira do Amazonas ou uma esperança dos cientistas. Tem futuro na Medicina Natural.



O que era uma lenda dos mateiros do Amazonas está prestes a ser um avanço da medicina natural de ponta


Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             G1 - EPTV -
             www.folhaverdenews.com


7 comentários:

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  3. Mais um avanço científico, médico e farmacológico da USP de Ribeirão Preto que nesta pesquisa contou com um apoio de Universidade do Texas dos Estados Unidos. Parabéns aos pesquisadores deste polo avançado da ciência no interior do país.

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  4. "Já tinha ouvido contar estórias de índios da Amazônia usando o Guajiru, que também chamam lá de Guajuru, para limpar ferimentos, há lendas que essa fruta limpa o organismo": o comentário nos foi enviado pelo ecologista Raymundo Soares, ligado à Universidade da Bahia, que participou da equipe de um documentário com índios Guajajaras no Pará e no Amazonas.

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  5. "Eu vi algo de passagem sobre o Guajiru numa TV da região mas não entendi direito, agora sim, estou melhor informado e vou atrás, tenho uma pessoa próxima com problemas e vou até o pesquisador na USP em Ribeirão Preto": a mensagem é de José Júlio, de Jardinópolis, estudante da Unesp em Rio Claro, também no interior paulista.

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  6. "Muita gente aqui neste blog e em posts nas redes sociais estão vendo e divulgando este avanço da equipe da USP que mais uma vez comprova a força curativa de nossa natureza": o comentário é de Alair de Menezes, que atua com comunicação científica na Internet em site nacional.

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  7. "Parabéns à USP de Ribeirão e isso deve servir de estímulo a que valorizemos mais nossos recursos naturais": Isabela Pereira de Souza, de Santos (SP), se prepara para uma pós-graduação da USP em São Paulo.

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