terça-feira, 18 de agosto de 2015

NOSSA REGIÃO E TODO PAÍS SOFREM COM 80 MIL TONELADAS DIÁRIAS DE RESÍDUOS SÓLIDOS QUE VÃO PARA OS LIXÕES

PNUD da ONU lidera debate sobre este problema socioambiental em Brasília no final de agosto planejando buscar uma solução sustentável para este drama nacional sem fim... até agora



Você acompanhou ontem aqui nesta webpágina uma reportagem sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos que, transformado em lei há 5 anos,  hoje só existe no papel por aqui e em praticamente todo o país. O PNRS na realidade, é uma ficção. Confira este post na edição desta segunda-feira. Hoje já estamos podendo postar aqui uma atualização, avançando ainda mais esta pauta: conforme informações do site Envolverde e e-mail recebido pelo nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, através da UNIC, serviço de comunicação das Nações Unidas no Brasil, este encontro agendado para o dia 27 de agosto em Brasília (DF) buscará alternativas para melhorar a gestão dos resíduos sólidos urbanos, aliás, uma questão de muita gravidade, tanto para o ambiente como para a saúde da população, sendo um marco contrário ao desenvolvimento sustentável brasileiro. Além de técnicos em sustentabilidade da ONU estarão presentes neste encontro variados prefeitos e secretários municipais de Meio Ambiente. (Esperamos que os prefeitos daqui do norte e nordeste paulista e sudoeste mineiro se façam presentes a este evento). A informação é que cerca de 80 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos são descartadas de forma inadequada no Brasil (todos os dias!), correspondendo a mais de 40% do lixo coletado. Mesmo com aumento de 6,2% ao ano do volume de resíduos disposto de forma adequada, “esse índice tem evoluído a passos lentos e o volume absoluto de resíduos disposto de forma inadequada tem aumentado mais intensamente”, afirma o representante do Instituto Ekos Brasil, Ricardo Scacchetti, um dos parceiros desta feliz iniciativa, buscando uma solução sustentável para a ecologia, a economia e a saúde pública no país.



As cidades de nossa região precisam também aproveitar esta chance de solução sustentável deste problema



Para discutir o assunto, o Ekos Brasil  estará reunindo com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), especialistas dos setores público, privado e do terceiro setor, no Seminário de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, dia 27 de agosto, na capital federal. O evento pretende debater a importância de um plano municipal de gestão integrada de Resíduos Sólidos e de um planejamento para implantação e financiamento da gestão sobre este tema e este megaproblema. No Brasil, “existem 1.775 lixões, e muitos deles ainda com pessoas catando materiais em condições insalubres e degradantes à dignidade humana”, argumenta Ricardo Scacchetti. Um modelo de gestão de resíduos sólidos urbanos eficiente deve apresentar uma relação custo-qualidade vantajosa e contribuir com a inclusão social dos catadores de lixo, avançando também o potencial da reciclagem e da educação ambiental. A política nacional de resíduos sólidos, sancionada em 2010, coloca como meta a eliminação de lixões até 2020 para cidades menores e até 2018 para cidades maiores. “Um tempo longo demais para resolver um problema muito urgente”, comenta por sua vez, aqui, o nosso editor de conteúdo deste nosso blog, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. “Grande parte das cidades brasileiras têm muita dificuldade nessa gestão dos resíduos, não só pela questão ambiental, mas também por limites financeiros, administrativos e culturais”, foi o que disse a analista de programa da unidade de desenvolvimento sustentável do PNUD, Rose Diegues, alertando sobre a urgência de uma nova realidade neste setor vital para todos na Nação. Uma questão também de cidadania. 

Uma solução sustentável inclui avanços para a mão de obra dos catadores...



...e a criação de um novo desenvolvimento urbano a bem da economia, ecologia e saúde pública



Fontes: www.onu.org.br
              www.envolverde.com.br
              www.folhaverdenews.com.br




10 comentários:

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  3. "Acho importante, gostaria de saber se o prefeito ou o coordenador da área ambiental da minha cidade vai participar deste encontro em Brasília, assim que tiver a informação, mando aí para vocês": a mensagem é de José Albino, de Ituverava (SP), que atua como topógrafo no nordeste paulista, tendo contato com pessoas de várias cidades vizinhas: "A maioria tem problemas nesse setor do lixo".

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  4. Resíduos sólidos: entidades municipalistas tentam evitar punição de prefeitos desde agosto de 2014, quando vencia o último prazo para implantação da Lei 12.305, sendo empurrada com a barriga até hoje pelos atuais políticos daqui e de todo o país.

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  5. Entidades de representação dos municípios brasileiros se reuniram mais de uma vez com procuradores-gerais dos Ministérios Públicos estaduais e do Governo federal, para traçar estratégias ao cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O prazo estabelecido para o fim dos lixões venceu desde o dia 2 de agosto de 2014. Até hoje, nada.

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  6. "Pelo que vejo nesse post aqui o Brasil está mesmo um lixo. Essa mesma palavra define o atual político brasileiro": a mensagem é de Mariana Saulo de Almeida, de Passos (MG), educadora infantil em São Paulo (SP).

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  7. Em todo o país, 32,5% das Prefeituras enviam os resíduos para lixões e 61,4% para aterros sanitários. Mas menos de 10% cumprem a totalidade do Plano Nacional de Resíduos Sólidos que prevê educação ambiental, coleta seletiva, reciclagem e apoio à mão de obra dos catadores de lixo.

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  8. "Pelo que sei, pelo menos em cidades com até 50 mil habitantes as entidades municipalistas estão conseguindo "empurrar" o cumprimento da Lei 12.305 de 2010 só para 2018!": é a informação que nos enviou por e-mail ex-assessor de prefeitura no interior paulista, advogado José Rios.

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  10. "Vou tentar divulgar este encontro importante demais por aqui na minha cidade e região, pela web e rádio, via alguns amigos repórteres, parabéns por este post tão útil": nós é que agradecemos a atenção e voluntariado de Arnaldo Silva Marcondes, de Araraquara (SP).

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