domingo, 16 de agosto de 2015

ONU E UNESCO OFICIALIZAM DENÚNCIA DE 4 MORTES DE JORNALISTAS NO BRASIL ONDE AUMENTA PRESSÃO CONTRA LIBERDADE DE INFORMAÇÃO

Assassinatos de jornalistas preocupam e aumentam mais ainda os casos de pressão ou algum tipo de censura ou violação na liberdade de expressão (aumento de 15%) no país e em vários países este mapa da violência chega a ser pior ainda do que por aqui: este é o 4º post em nosso blog sobre isso em 1 ano




O radiojornalista foi morto a tiros em 6 de agosto na cidade de Camocim, nordeste do estado do Ceará. Carvalho foi alvejado enquanto apresentava o programa na Rádio Liberdade FM.  A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, condenou nesta semana oassassinato do radiojornalista Gleydson Carvalho, no Ceará, morto a tiros em 6 de agosto, na cidade de Camocim, nordeste do nordeste no Brasil. “Condeno o assassinato de Gleydson Carvalho”, disse a diretora-geral. “Jornalistas são as vozes do povo e, quando a violência é usada para silenciar um deles, a sociedade como um todo sofre. Conclamo as autoridades a investigar esse crime e a levar os assassinos à justiça, para que sejam punidos de acordo com as disposições legais do Brasil”. Carvalho fazia, frequentemente, referências à política local em seu programa na Rádio Liberdade FM. Ele foi alvejado enquanto apresentava o programa e morreu a caminho do hospital. A diretora-geral da Unesco emite declarações a respeito do assassinato de trabalhadores da mídia, em consonância com a Resolução 29 adotada pelos Estados-membros da Unesco na Conferência Geral da Organização em 1997, intitulada Condenação da violência contra jornalistas. Essas declarações estão postadas em uma página na Internet dedicada ao tema Unesco condemns the killing of jornalists. Mas não é o único caso em 2015. A Unesco já havia repudiado antes o assassinato do jornalista investigativo Evany José Metzker também em nosso país, em maio. O corpo dele foi encontrado no nordeste do Estado de Minas Gerais,cinco dias após o jornalista ter sido declarado desaparecido. Na sua função humanitária mundial dentro da ONUIrina Bokova,  insiste que se investigue a fundo o assassinato do jornalista brasileiro Evany José Metzker. Ele tinha 67 anos, era jornalista investigativo e mantinha seu próprio blogue, Coruja do Vale, com muita liberdade de expressão. Mas ainda há mais. A Unesco condenara em 2011 o assassinaro do jornalista brasileiro Auro Ida. "O uso da violência para parar os jornalistas de exercerem o seu direito humano fundamental da liberdade de expressão é inaceitável”, afirmara a diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a CulturaBokova, Auro Ida, jornalista de Cuiabá fora morto a tiros em seu carro por um homem não identificado. Ao que parece, Ida investigava casos de corrupção política local no momento de sua morte. Ele havia declarado também que estaria recebendo ameaças. De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, Auro Ida é o quarto jornalista assassinado em um ano no Brasil. Irina Bokova, da Unesco, condenara anteriormente ainda as mortes recentes por assassinato de jornalistas no Brasil e...no Iraque, afirmando que estes crimes não podem  continuar impunes. "Os jornalistas devem ser livres para trabalhar sem medo. O debate público no qual eles contribuem está no centro da governança democrática”, afirmou. Conhecido pela cobertura crítica das ações de autoridades locais e de grupos criminosos, o jornalista brasileiro, Luciano Leitão Pedrosa, era frequentemente alvo de ameaças. O apresentador do programa Ação e Cidadania, da TV Vitória, e também repórter da Rádio Metropolitana foi morto em um restaurante no dia 10 de abril, no norte do estado de Pernambuco. A Diretora Geral da UNESCO disse que o assassinato de Pedrosa é um ataque direto contra o debate público e contra o direito humano básico da liberdade de expressão. Bokova também lamentou a morte do chefe da TV al-Massar, o iraquiano Taha Hameed, e pediu por melhorias na segurança para jornalistas no país. Hameed levou um tiro na cabeça enquanto dirigia em companhia do ativista de direitos humanos, Abed Farhan Thiyab, ao Sul de Bagdá, em 8 de abril. De acordo com o Instituto Internacional de Imprensa, Hameed é o quinto jornalista assassinado no Iraque este ano. 


Jornalistas de Belo Horizonte (MG) debateram o problema de mortes de repórteres e agressões à liberdade



Violações à liberdade de informação aumentam 15% no Brasil relata o repórter Renan Truffi no site Carta Capital


Ele relata que segundo a ONG Artigo 19 comunicadores e defensores de direitos humanos foram vítimas de 55 agressões graves, incluindo 15 homicídios. Não são apenas jornalistas e ambientalistas. No caso de mortes de jornalistas, mobilizar uma comunidade ou até publicar uma reportagem de denúncia têm sido um dos principais
motivos que levam a tentativas de assassinatos, homicídios ou tortura de comunicadores, ecologistas e também
defensores dos direitos humanos no Brasil. É o que mostra o relatório “Violações à Liberdade de Expressão" da Artigo 19. Na seção de comentários por aqui em nosso blog Folha Verde News estamos dando mais detalhes sobre este relatório, além de jornalistas, defensores de direitos de cidadania, ambientalistas e conflitos de terras ou de índios com fazendeiros tem sido alguns dos mais explosivos e lamentáveis focos de agressões no mapa da violência brasileira na atualidade: "Mudar esta realidade e não só punir os responsáveis pelas agressões e mortes são prioridade ou deveriam ser para o nosso país vivenciar de verdade a prática da democracia", é o que comenta nosso editor e ecologista Antônio de Pádua Padinha que pela 4ª edição nestes últimos meses enfoca esta pauta de violência que polui ainda mais o clima humano no dia a dia da nossa vida por aqui. Aqui e em todo o planeta, a liberdade de informação e o respeito humanitário são vitais para o desenvolvimento sustentável, que por sua vez, venha a garantir que teremos futuro na vida. 


Não somente a morte de repórteres, toda violação à liberdade de expressão é um crime hediondo



Ambientalistas em defesa da ecologia, conflitos de terras e com índios também no mapa da violência


Esta imagem emblemática corre o mundo dentro da pauta de hoje do nosso blog

Esta jornalista da Folha de São Paulo escapou  recentemente de ser mais uma vítima de morte

Em praticamente todo o planeta ONU e Unesco se unem à cidadania para denunciar casos de violações e mortes



Fontes:  www.onu.org.br
              www.cartacapital.com.br
              Agência Brasil
              ONG Artigo 19
              www.folhaverdenews.com 


5 comentários:

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  3. Lutar pela liberdade de informação e pelos direitos humanitários ou de cidadania é algo vital para mudar e avançar a nossa realidade.

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  4. "Qualquer violência contra jornalistas, fotógrafos, câmeras ou contra a liberdade de informação, prejudica a todos num país": comenta Aldo de Mattos, de Belo Horizonte (MG), fazendo Direito na UFMG.

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  5. "Não sou muito fã da rede Globo, até prefiro a Internet que as TVs mas achei absurdo alguns manifestantes no domingo no Rio, na praia de Copacabana impedirem uma equipe de jornalismo de documentar a manifestação": Maria Pereira Borges atua na área de Informática e nos enviou fotos da manifestação de domingo no Rio de Janeiro.

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