quarta-feira, 12 de agosto de 2015

PESQUISA ALEMÃ ALERTA SOBRE EXTINÇÃO DA VIDA MARINHA POR EXCESSO DE CO2 NOS OCEANOS

A situação se agravou demais e poderá ocorrer nos mares uma extinção em massa, conclui Sabine Mathesius, do Centro de Pesquisa Oceânica Helmholtz 

Imagem da Nasa ilustra o alerta do Centro de Pesquisa Oceânica Helmholtz

Esta reportagem se destaca na Rádio e Televisão Portuguesa (RTP) e nos foi enviada aqui ao blog da ecologia por e-mail pela Agência Lusa, esta matéria é hoje uma das principais manchetes no site de assuntos socioambientais EcoDebate e está sendo divulgada também pela EBC/Agência Brasil, toda essa mídia comprova a gravidade da situação, depois que cientistas alemães concluíram que é urgente acabar com todo um acúmulo de dióxido de carbono (CO2), caso contrário, “uma real catástrofe de extinção em massa poderá acontecer", foi o que afirmou a pesquisadora Sabine Mathesius, do Centro de Pesquisa Oceânica Helmholtz, da cidade de Kiel, na Alemanha. A água dos oceanos, que absorve dióxido de carbono a um nível sem precedentes, está ficando mais ácida, cada vez mais nos últimos 300 milhões de anos, o que poderá precipitar a extinção em massa de espécies marinhas, advertiu a pesquisadora. Como as medidas de redução artificial de dióxido de carbono “nunca antes foram testadas na sua eficácia”, os pesquisadores do Centro Helmholtz desenvolveram um software, considerando um cenário até 2150. “A remoção de CO2 permitiria potencialmente à atmosfera voltar aos níveis de concentração de gases de efeito estufa da era pré-industrial, mas não salvaria os oceanos”, afirmaram os cientistas. Segundo eles, mesmo retirando todas as enormes quantidades de gás carbônico da atmosfera, não ajudaria muito o oceano profundo: "Não há qualquer justificativa para continuar adiando a redução das emissões de CO2, é a única saída”, afirmou a cientista, que também é investigadora do Instituto de Pesquisa para Impactos Climáticos. "Isso significa a grosso modo, que é fundamental a estrutura energética do planeta, com a implantação desde já de energias limpas e renováveis para assim recuperar a ecologia perdida nos mares e na Terra", comenta por aqui nosso editor do Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Segundo os pesquisadores da Alemanha, as emissões de gases de efeito estufa, provenientes da ação humana, são absorvidas em cerca de 25% pelos oceanos, o que “causa o rápido aquecimento dos mares e também a acidificação dos oceanos a uma velocidade sem precedentes.” Todas essas alterações interferem no metabolismo de vários grupos de organismos como corais, esponjas, moluscos com conchas, crustáceo, entre outros, o que está arrasando o equilíbrio ecológico dos oceanos e a sua sobrevida. Para a pesquisadora alemã Sabine Mathesius, "o problema é que o transporte dos nutrientes [fitoplâncton, a base da cadeia alimentar marinha] das profundezas para a superfície fica bastante impossibilitada. Acrescentou ainda que “isso ameaçará as formas de vida marinhas de muitas espécies, pondo em risco a biodiversidade e as intricadas cadeias alimentares”. Há 65 milhões de anos "a acidificação dos oceanos foi uma das causas de extinções marinhas", explicou Sabine Mathesius, do Instituto de Pesquisa para Impactos Climáticos e vai daí que atualmente já é possível até que ocorra até mesmo o pior, um episódio de extinção em massa nos aceanos e portanto na vida planetária. 

Só uma nova estrutura energética na Terra poderá salvar vida dos oceanos

A civilização do carbono, do petróleo está chegando a uma situação limite

Além do reequilíbrio da ecologia, o mar pode garantir alimentos e saúde aos terrestres 

A chance de vida e de futuro está na implantação das energias limpas 


Fontes: www.rtp.pt
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Logo mais estaremos postado aqui nesta seção mais informações sobre esta pauta, entre em comentários com a sua opinião.

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  2. Você pode também enviar sua opinião, comentário ou informação e mensagem para a redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou mandar seu e-mail direto pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  3. Aguarde nossas postagens aqui nesta matéria que luta por uma nova estrutura energética limpa, para garantir o resgate da ecologia perdida e o futuro da vida nos oceanos e na superfície do planeta.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. "Pelo que fui informado numa palestra de Oceanografia por especialistas na Unicamp é que este problema é ligado à acidificação dos oceanos, com um detalhe, os oceanos estão cada vez mais ácidos e hostis para a vida e a culpa maior é da nossa geração": o comentário é de José Albano, de Mogi das Cruzes (SP), que atua na área de comunicação empresarial.

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  6. A atriz e apresentadora de TV Sigourney Weaver afirma: "Nós nos confrontamos com escolhas urgentes. Ou mudamos nossa dependência de combustíveis fósseis (causadores do efeito estufa, aquecimento global, e consequente acidificação das águas), ou os Oceanos se tornarão um mar vazio. Um mar de ventos"...

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  7. "O aquecimento global é causado pelo excesso de consumo dos 7 bilhões de habitantes da Terra, emitindo gás carbônico causador do efeito estufa ao usar seus automóveis movidos a energia fóssil: gasolina e, ou, diesel (além de gás e carvão usados em fábricas, usinas, aquecimento de residências, entre outros). Os Oceanos estão morrendo também por outros motivos: pesca excessiva, especulação imobiliária que destrói ecossistemas marinhos mas, especialmente, repito, pela excessiva emissão de CO2, o gás carbônico que nossos confortáveis automóveis emitem a cada acelerada": este texto é parte de um resumo de informações que nos enviou por e-mail Maria Sanches, de Santos (SP), que trabalha como professora e se interessa demais pela recuperação ecológica do litoral, como nos explica. A gente agradece a atenção e a luta dela.

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  8. "Pode até ser uma visão apocalíptica mas ela se baseia em fatos e em uma pesquisa científica, o alerta é da maior validade": a mensagem é de José Pedro, médico, praticante de Yoga, que veio da Bahia e vive hoje no litoral norte de São Paulo.

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