sábado, 1 de agosto de 2015

POVO TEM MEDO DA VIOLÊNCIA REVELA PESQUISA REALIZADA EM MÉDIAS E GRANDES CIDADES DO BRASIL

Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha fazem pesquisa reveladora em 84 cidades  mostrando realidade que chega a ser de terror no dia a dia da maioria da população brasileira


Oito em cada dez brasileiros de 16 anos ou mais temem morrer assassinados, segundo a pesquisa que foi realizada nesta semana em 84 municípios com 100 mil habitantes ou mais. 50% dos entrevistados acreditam existir uma possibilidade real de vir a ser assassinado em um futuro próximo, em até 12 meses ou ao longo da vida: 20% dos que foram ouvidos pela pesquisa chegam a admitir que já foram de uma ou outra forma ameaçados de morte. O levantamento foi apresentado no encerramento do 9º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizado ontem no Rio de Janeiro.


Um tipo de imagem que se repete todo dia nas cidades e na mídia do país...

...aqui onde a violência já faz parte da cultura da vida no dia a dia da população



Oito em cada dez brasileiros de grandes cidades temem morrer assassinados Gabriel Haesbaert/Especial
  A foto de Gabriel Haesbaert mostra a tensão do dia a dia violento na realidade urbana brasileira



Mais alguns detalhes deste mapa da violência atual nas maiores cidades do país 


A Polícia Militar é vista por 76% dos entrevistados como a principal responsável pela segurança pública no país. Na sequência deste tema, 71% entendem que essa deve ser uma atribuição principalmente do governo federal. Independentemente da instituição de segurança ou da esfera governamental, a população entende de forma majoritária (acima de 50% das citações), que a segurança é uma atribuição do estado. Quase todos os brasileiros (91% dos entrevistados) têm medo de ser vítima de alguma forma de violência, por exemplo, por parte de criminosos, confirmando existir hoje em dia uma forte sensação de insegurança. O que torna mais grave esta situação é que 62% também têm medo de ser vítima de violência provocada por parte da própria Polícia Militar. 53% dos cidadãos e cidadãs temem sofrer alguma violência de policiais civis. Ainda rejeitando a violência, 67% discordam da afirmação de que “as polícias deveriam ser mais agressivas em suas abordagens a suspeitos”. Enfim, os dados do levantamento do Fórum de Segurança Pública feito pela Datafolha precisam ser consultados pelas autoridades públicas e analisados por todos, revelando a pesquisa que os brasileiros e brasileiras sofrem direto uma situação de angústia e de medo, faltando pouco para se configurar uma realidade de terror no cotidiano da vida brasileira. "A conclusão é que precisa ser criada uma nova estrutura de segurança pública e também de ação policial, a Anistia Internacional já chegou a advertir que ainda hoje a PM atua quase que nos mesmos métodos da época do governo ditatorial que pelo menos oficialmente acabou há 29 anos", comentou por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que considera esta pesquisa Datafolha importantíssima, "ela precisa ser respeitada e gerar novas atitudes e avanço estrutural  na realidade". Alguns sites dimensionam esta situação enfocada por este levantamento, como é o caso do Carta Capital (confira na seção de comentários desta webpágina) e do Tudo Em Dia, este revela um ranking internacional mostrando que o Brasil tem 19 entre as 50 cidades mais violentas do mundo.


A violência das cidades médias e grandes está também nos métodos da PM

Em todas as áreas e setores a população clama por uma nova realidade com menos violência


Fontes: www.diariogaucho.clicrbs.com.br
              www.folhaverdenews.com 

9 comentários:

  1. Marcelo Pellegrini fez uma matéria no site Carta Capital com a manchete "Violência: Brasil mata 82 jovens por dia". Eles foram vítimas de 30 mil assassinatos em 2012; do total de mortes, 77% eram negros, o que denuncia um genocídio silenciado de jovens negros, afirma Atila Roque, da Anistia Internacional

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  2. Fernando Frazão também publicou reportagem na Agência Brasil jovens negros assassinados. Silhuetas de corpos desenhadas no Rio de Janeiro alertam para assassinatos de jovens negros.

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  3. Alguns "ingredientes" não são detectados somente no Brasil. Violência policial gera debate sobre racismo nos EUA. Americanos vão às ruas contra decisão que livra outro policial branco. Mas numa pesquisa na midia sobre o tema, há um consenso: se matou mais no Brasil do que nas doze maiores zonas de guerra do mundo. Os dados são da Anistia Internacional no Brasil e levam em conta o período entre 2004 e 2007, quando 192 mil brasileiros foram mortos, contra 170 mil espalhados em países como Iraque, Sudão e Afeganistão.

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  4. De acordo com os últimos levantamentos do mapa da violência, 56 mil pessoas foram assassinadas em solo brasileiro um ano, sendo 30 mil jovens e, entre eles, 77% negros. Esses índices seriam resultado de uma política de criminalização da pobreza e de uma indiferença da sociedade em torno de um "genocídio silenciado" que muitas vezes fica impune?

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  5. Só entre 5 e 8% dos homicídios no Brasil chegam a virar processo criminal. Então, na prática matar no Brasil virou um crime quase que impune. Do outro lado desse processo, o racismo introjetado nos profissionais de segurança pública explica a alta mortandade da população negra. Segundo especialistas, esses policiais são vítimas do mesmo preconceito que reproduzem. Essa sociedade que constrói uma visão estereotipada sobre sua população, em particular a jovem negra de periferia, vê o policial como parte desses cidadãos de segunda classe, analisam os especialistas em violência no país.

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  7. "Concordo que precisa haver mudanças estruturais na vida da população e na segurança pública no país, mas também se trata de uma necessidade de mudar a cultura de violência que predomina nos meios de comunicação, nas ruas, nas casas, na realidade do país": o comentário é de José Santos Augusto, de Caxias (RJ), que atua com liga de futebol amador na baixada fluminense: "A violência invade o campo e não só nos grandes jogos da TV".

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  8. "Por falar em cultura da violência acho que deveria ser proibido no país lutas tipo UFC que são interesse comercial de uma rede de TV mas que estimulam a agressividade ainda mais no dia a dia": o comentário é de Marina Pereira Barros, de São Paulo, que faz Psicologia na USP.

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  9. "A forma como os animais são tratados aqui e em todo o país revela a violência da realidade", foi o que comentou em um post do Facebook Valdivino Franco, técnico agrícola e ecologista.

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