sábado, 19 de setembro de 2015

CASO NÃO AGENDE A CRISE HÍDRICA A CONFERÊNCIA MUNDIAL DO CLIMA SERÁ UM FURO N'ÁGUA

A questão da escassez de água precisa ser agora a prioridade nº 1 do planeta porque ela afeta tanto a ecologia como a economia: cientistas da ONU alertam que o stress hídrico pode por exemplo afetar muito a agricultura nos próximos anos, no Brasil até 2020 a produção da Soja deve diminuir 24% e a do Trigo em até 41% segundo pesquisa do World Ressources Institute, poderá até haver falta de alimentos se não houver uma gestão ambiental sustentável

Luna Gámez, Juliana Splendore e Carlos Garcia, em matéria especial para o ISA, estão prevendo que secas cada vez mais frequentes, inundações e alterações dos calendários pluviométricos em geral, devem acontecer, provocando riscos à saúde e à segurança alimentar, além de causar importantes tensões geopolíticas. Eles divulgam assim a voz contemporânea de ecologistas e de cientistas, fazendo constantes alertas sobre o caos do clima e do ambiente na escassez de água. Mas apesar desta realidade, as negociações da Conferência Internacional do Clima (COP-21) que acontecerão daqui 100 dias em dezembro na França, na cúpula da ONU, elas ainda não estão contemplando o problema da água, um recurso natural e essencial que hoje está muito, muito fortemente impactado pela mudança climática e por desequilíbrios ambientais. Os negociadores reunidos em Bonn (Alemanha), nesta semana, na penúltima rodada de negociações prévias ao evento do fim do ano (tão esperado em Paris e em todo o planeta pelos que amam a ecologia, o desenvolvimento sustentável e a vida) nesta prévia da conferência mundial, autoridades dos países continuam ignorando a questão hídrica., que deveria ser o conteúdo nº 1 em debate. A situação da água é um dos principais indicadores dos problemas socioambientais atualmente e do efeitos da mudança climática. As fontes renováveis de energia na superfície e os recursos hídricos subterrâneos diminuirão consideravelmente nas regiões secas subtropicais por causa do aumento da temperatura média global, até o final do século, e da escassez de água. Repetimos aqui no blog Folha Verde News o alerta dos especialistas de que a previsão é de secas cada vez mais frequentes, muitas inundações e grandes alterações dos calendários pluviométricos em geral, provocando riscos à saúde e à segurança alimentar, além de várias importantes tensões geopolíticas e sociais: "Esse cenário apocalíptico já havia sido advertido há mais de um ano atrás no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), relatório que vem reunindo pesquisas de mais de cem cientistas de todas as regiões da Terra, mas até agora, a voz dos pesquisadores ambientalistas clamam literalmente no deserto", comenta por aqui no blog nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, reforçando o sinal de alerta.


A seca no sudeste brasileiro e na Califórnia nos States o grande sinal de alerta

Em escala planetária, estamos enfrentando alterações de ecossistemas essenciais para o ciclo  da água como o derretimento das geleiras, a salificação de mananciais (decorrente do aumento do nível do mar) e a acidificação dos oceanos. O desafio aumenta considerando que, até 2050, a demanda de água crescerá 55%, puxada pelos usos agrícolas, crescimento da população e pela produção de energia, como explica o relatório Água para um mundo sustentável, lançado por agências técnicas das Nações Unidas agora em 2015. "A água é o denominador comum de todos os aspectos da mudança climática. Mudança climática é em suma mudança hídrica", ressaltou Torgny Holmgre, um dos maiores especialistas do mundo, em Estocolmo na Suécia, há 15 dias. Os cientistas que participaram do evento insistiram na necessidade de inserir o tema da água nos processos de negociação relacionados ao financiamento climático, principalmente no Fundo Verde, nos Planos de Adaptação Nacionais e nas propostas de cada país, as Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDC). A ideia é que a inclusão do assunto nesses mecanismos faria da gestão dos recursos hídricos parte essencial das ações de mitigação e de adaptação às mudanças do clima e do ambiente que estão acontecendo agora. Mais uma vez o Brasil e a Amazônia foram citados, por exemplificar bem a situação. Nosso país é o mais rico em fontes de água doce não congelada. Só a Bacia Amazônica contém 20% do recurso. Cientistas acreditam que a diminuição das precipitações no Sudeste do país indicam serem resultado das alterações climáticas decorrentes do desmatamento da Amazônia. A floresta amazônica libera na atmosfera, a cada dia, 20 milhões de toneladas de água que são transportadas pelos ventos alísios até o Sudeste, por meio dos chamados “rios voadores”, com um volume hídrico maior que o do próprio Rio Amazonas. A proteção das florestas e a governança hídrica são objetivos importantes para garantir água no planeta, segundo destacou recentemente a ONU no último Relatório sobre Sustentabilidade Hídrica. 
Stress hídrico indica que o nível de demanda de água supera a sua oferta, confira no mapa

Brasil apresenta um nível de estresse hídrico de 0,659, sendo 0 o menor nível de estresse e 1 o maior nível de estresse. Estresse hídrico indica o nível de demanda de água que supera a oferta deste recurso
Veja que oBrasil apresenta um nível de stress hídrico de 0,659, sendo 0 o menor nível de estresse e 1 o maior nível de stress

A Terra tem sede em várias regiões e países a seca causa sofrimento e afeta a economia

Só mais um pormenor da maior importância: os especialistas que participaram do encontro em Estocolmo reforçaram que os fenômenos climáticos extremos já estão impactando as safras de numerosas culturas agrícolas. "Cerca de 90% da agricultura no planeta depende da água da chuva", afirmou Malin Falkenmark, pesquisadora do SIWIUm exemplo é o milho, que será um dos produtos mais afetados pela mudança climática. De acordo com as estimativas do Grupo de Investigação de Agricultura Internacional, a produção dessa cultura poderá ter uma redução de 25% até 2055. No Brasil, até 2020 a produção de soja pode diminuir 24% e a do trigo, 41%, segundo alerta desde já o World Resources Institute.

Agora que está chegando a primavera por aqui a água das chuvas viram uma obsessão



Fontes: www.envolverde.com.br
            ISA
            World Resources Institute
            www.folhaverdenews.com 

5 comentários:

  1. O stress hídrico indica que o nível de demanda de água hoje supera a sua oferta: isso equaciona bem o problema central do clima e do ambiente, mas que não está agendado na Conferência da ONU em dezembro, em Paris.

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  2. Assim como cientistas e entidades de vanguarda do ambientalismo em todo o planeta, nosso blog levanta esta questão: o movimento de cidadania no Brasil precisa pressionar as autoridades governamentais para que tomem uma posição neste sentido, para que a Conferência Mundial do Clima não seja um furo n'água.

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  3. Logo + estaremos postando aqui + informações, aguarde nossa edição de comentários. E poste aqui nesta seção a sua mensagem.

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  4. Outra alternativa é você enviar um e-mail para a redação do nosso blog via o navepad@netsite.com.br e/ou mandar direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. Já recebemos uma mensagem por e-mail, ela vem de Salvador (Bahia) e nos foi enviada por Rubens Miranda, que é de São Paulo (SP) e realiza no Norte e Nordeste do país uma série de palestras sobre a crise hídrica no Brasil e no planeta: "Entrei no Google para ver o que tinha sobre esse tema e deparei com esta postagem deste blog, é isso mesmo que precisa ser informado à população".

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