terça-feira, 29 de setembro de 2015

ESTA REPORTAGEM VEM REAFIRMAR O QUE DIVULGAMOS DIAS ATRÁS SOBRE PAINÉIS SOLARES NAS REPRESAS DE HIDRELÉTRICAS

Para o WWF Brasil investir em Energia Solar custa 8 vezes menos do que em usinas Termelétricas


Este estudo divulgado na Agência Brasil pela organização da sociedade civil e do movimento ecológico Fundo Mundial da Natureza, a não-governamental WWF Brasil mostra que a substituição do uso de energia fornecida por usinas termelétricas pela de geração fotovoltaica (Energia Solar) poderá gerar uma economia de R$ 150 bilhões em um período de cinco anos. De acordo com este levantamento, subsidiar a energia fotovoltaica em vez da termelétrica emergencial (usada atualmente diante da diminuição da geração hidroelétrica para evitar apagões) é oito vezes menos custoso: "Mais uma vez é a força da economia ecológica, que precisa ser mais apoiada no Brasil, que é um dos mais fartos do mundo em recursos naturais, capazes de gerar núcleos de Energia Solar e Eólica", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha que, por coincidência positiva, há 3 dias postara nesta página a possibilidade de painéis solares serem implantados nas represas de usinas hidrelétricas, como as do Rio Grande, na divisa dos estado de São Paulo e Minas Gerais, do Sistema Furnas, que abastecem de eletricidade todo o Sudeste do Brasil. A conclusão deste estudo científico é clara: "A substituição das termelétricas incrementais por uma geração fotovoltaica distribuída mostra-se bastante viável. De acordo com o modelo apresentado agora, subsidiar essa forma de geração é oito vezes menos custoso. Mesmo em um cenário em que, após cinco anos, os reservatórios voltassem ao patamar de segurança e não houvesse crise hídrica pelos 20 anos seguintes, o país teria uma economia da ordem de R$ 150 bilhões”, argumenta o WWF Brasil. Ele propõe uma transição gradual do modelo termelétrico para o fotovoltaico, em que o valor que atualmente é gasto para a contratação de energia das termelétricas seria reduzido, ao mesmo tempo em que seria aumentado o investimento na instalação de energia fotovoltaica por um período de cinco anos. O objetivo é que, após esse período, a produção de energia fotovoltaica atinja 40 terawatts/hora (TWh) por ano, a mesma quantidade contratada hoje das termelétricas emergenciais.
"Atualmente o governo tem gerado muitos incentivos econômicos para fazer a sustentação da segurança energética do país por meio das termelétricas. O que a gente propõe aqui é fazer uma transição gradual para a Energia Solar, como um fator sustentável, apoiando a energia hidroelétrica no Brasil, mantendo as termelétricas de backup, que é o papel delas, caso precise, e não operando todo ano igual a gente está tendo agora”, disse o coordenador de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, André Nahur.


Painéis solares sobre represa de usina hidrelétrica na Alemanha onde já se apóia esta solução sustentável


A substituição da energia termelétrica pela fotovoltaica, no entanto, ainda enfrenta o entrave da falta de financiamento no país. Segundo Nahur, países que estão fazendo a transição, como Alemanha, Japão, e Itália, têm linhas de financiamento diferenciadas para a energia de base solar a cerca de 6% ao ano. Já no Brasil, o crédito para essa finalidade é pequeno e destinado somente a grandes projetos.
"Hoje em dia, as linhas de financiamentos que a gente tem que são por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e de alguns bancos privados. O que a gente precisa já hoje são linhas diferenciadas de financiamento com juros de mais ou menos 6% ao ano para viabilizar esta avanço rumo ao desenvolvimento sustentável", explicou o diretor do WWF.


A crise hídrica por aqui no Rio Grande já exige com urgência apoio a esta inovação da tecnologia elétrica


Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com


8 comentários:

  1. Logo mais por aqui nesta seção de comentários, mais informações sobre as placas flutuantes de Energia Solar e esta pauta nacional com um enfoque também de interesse por aqui em torno do Rio Grande.

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  2. Aguarde a edição destas informações e participe desde já postando aqui o seu comentário.



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  3. Outra opção é você enviar a sua mensagem para a redação do nosso blog via o e-mail navepad@netsite.com.br e/ou diretamente para o nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com



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  4. "Esta pode ser a saída para a crise energética e hídrica do país, bem como uma revitalização das águas do nosso querido Rio Grande": é a mensagem que nos enviou por e-mail Alexandre Mendes, de Sacramento (MG), que atua como comerciante na região mas diz que "fui criado pescando neste rio, quando antes das hidréltricas, havia grandes peixes como os Dourados e os Jaús".

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  5. "Creio que a mídia deveria dar maior destaque a informações como esta, positivas para toda a população do país, estou cansada de tantos escândalos e desgraças no Brasil": é a opinião de Maria Clara Pontes, de Campinas (SP), educadora ambiental.



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  6. folha verde news24 de setembro de 2015 10:05
    "Me parece que prá essa região aí estas placas solares são a notícia mais importante prá economia e também prá ecologia": o comentário é de José Antônio Alves, que é do Rio de Janeiro (RJ) e atua em São Paulo (SP) na área de engenharia elétrica.

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    "Eu tinha mesmo visto uma chamada no Facebook sobre placas de Energia Solar em represas de hidrelétricas, também no Rio Grande, um grande avanço se ele for concretizado, espero que não seja só um projeto que não sai do papel e que como diz o WWF haja financiamento desta alternativa no Brasil": a mensagem é de Fábio Augusto, de Ribeirão Preto, especializado em Tecnologia da Informação.



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  7. "O Brasil precisa realmente por em funcionamento todo o seu potencial extraordinário nas energias Solar e Eólica para ter chance de escapar da crise e ampliar a economia ecológica, que é outro nome do futuro como ficou claro agora na Assembléia Geral da ONU": o comentário é de Josuel Mendes Ribeiro, médico fisiatra, que atua em Sorocaba (SP).

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  8. "Além de ser mais ecológica a Energia Solar se prova mais econômica do que a Termelétricas e aí mostram o caminho do desenvolvimento que pode ser sustentável no Brasil até mais do que em outros países com menos recursos naturais": o comentário é de Juliano Abreu Matos, de Belo Horizonte (MG), executivo na área de Turismo.

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