quinta-feira, 3 de setembro de 2015

NAÇÕES UNIDAS CRITICAM A MORTE DE MAIS UM LÍDER INDÍGENA NO MATO GROSSO DO SUL

ONU condena morte de líder Kaiowá-Guarani e a condição geral dos índios no Brasil agora em 2015 sofrendo um processo que lembra o genocídio de povos ancestrais


O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos - ACNUDH - condenou a morte violenta do líder indígena Simião Vilhalva, ocorrida nestes dias no território indígena de Ñande Ru Marangatu, município de Antonio João, Mato Grosso do Sul, como mais um episódio da violência da realidade brasileira contra os nossos Pais do País



A foto de Marcelo Casal registra um momento do enterro de Simião Vilhalva



Recebemos informação de Maria Jeannette Moya, do Chile e do Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) que esta entidade supranacional condenou a morte violenta do líder indígena Simião Vilhalva, ocorrida em 29 de agosto de 2015 no território indígena da etnia Kaiowá-Guarani de Ñande Ru Marangatu, município de Antonio João, estado de Mato Grosso do Sul, no centro do Brasil. Em nome desta entidade mundial e da própria ONU Amerigo Incalcaterra manifestou as suas condolências à família da vítima e instou o Estado brasileiro a realizar uma investigação rápida, independente e exaustiva para esclarecer os fatos e levar à Justiça os responsáveis pelo assissinato. "A demora excessiva na demarcação das terras tradicionais, as ordens de despejo por parte das autoridades e a violência que sofrem os povos indígenas no marco de suas reclamações estão entre as principais razões dos enfrentamentos violentos na região”, afirmou Incalcaterra. O representante do ACNUDH pediu publicamente ao Estado que garanta o respeito e a proteção dos direitos humanos dos povos indígenas, incluindo seu direito às terras., sob pena de sofrer sanções internacionais: “Chamamos as autoridades nacionais a parar os despejos dos povos da floresta, em especial dos Kaiowá-Guaranis, das suas terras ancestrais e a finalizar urgentemente o processo de demarcação do espaço nativo deles". No último dia 11 de agosto, a relatora especial da ONU sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz exortou o Governo do Brasil a garantir que os direitos humanos dos Kaiowá- Guarani sejam plenamente respeitados, destacando que em nenhum caso os povos indígenas de todas as etnias devem ser obrigados a abandonar seus territórios.



Na Bahia foi feito ritual pelos índios Pataxós em homenagem aos Kaiowás-Guaranis

No centro e norte do Brasil jovens índios de variadas etnias têm até feito suicídio coletivo...

...por causa da violência contra eles, dentro deste mapa de crimes ambientais e de índios por todo o país


Fontes: Unic da ONU
              www.ambientebrasil.com.br
              www.folhaverdenews.com 

6 comentários:

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  3. "Creio que nesta página está a expressão certa, genocídio contra os povos indígenas do Brasil": é o comentário que faz Jurandyr Marques, de Belém do Pará, que acessou nosso blog em uma lanhouse pesquisando no site Google notícias sobre índios. Ele é descendente de Carajás.

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  4. "Há realmente centenas senão milhares de ocorrências contra a ecologia ou contra os povos da floresta e índios em várias regiões do país, este mapa dem busca da justiça ambiental é importante": o comentário é de Jonas Manoel, estudante da Unesp no campus de Assis (SP).

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  5. "Impressionante este mapa da violência em busca da Justiça Ambiental que não existe neste país da impunidade": o comentário é de Juliana Moreira, de São Paulo (SP), perita do Fórum em questões de Engenharia.

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  6. "Realmente, os índios são os pais deste país, mas será que algum dia ainda ele vai virar uma nação de verdade. com todos os setores da população sendo respeitados em seus direitos": o comentário é de Heráclito Gimenez, advogado, colombiano, que atua em São Paulo (SP).

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