quinta-feira, 17 de setembro de 2015

NASCENTES DO RIO AMAZONAS NOS ANDES SÓ SOBREVIVEM GRAÇAS AOS ÚLTIMOS AZTECAS

Peru quer proteger as nascentes do rio Amazonas e do rio Colca nos Andes ameaçadas pela mineração e pelo degelo: Brasil precisa participar deste plano vital para a América do Sul e para o próprio planeta



Destaque na mídia mundial e também no site Planeta Sustentável da Abril reportagem da National Geographic feita por Afonso Capelas Júnior e Roberto Linsker (fotos) nos altos dos Andes, na província de Arequipa, a sudoeste do Peru, ali últimos descendentes de Aztecas assumiram a missão (espiritual para eles) de defender as nascentes dos rios Colca (que deságua no Pacífico) e Amazonas (que vem para o Atlântico), os dois são vitais para a sobrevivência da natureza na América do Sul: “Amazonas e Colca são essenciais para a última ecologia e para a primeira economia dos povos da floresta dos dois países e fora esta proteção espiritual dos índios dos Andes, estão realmente carecendo dum esquema maior de preservação de suas nascentes”, comenta por aqui no blog Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha ao editar neste webespaço da ecologia e da cidadania um resumo desta situação que hoje chama a atenção da mídia verde de todo o planeta.



Guardadores de nascentes sagradas os últimos Aztecas defendem hoje sozinhos os rios Colca e Amazonas



Ali, aos pés do adormecido Misti, vulcão com quase 6 mil metros de altitude, pequenos veios d’água brotam do chão provenientes do degelo das geleiras da cordilheira andina, facilmente avistadas ao longe, do alto, também por satélites. Poucas centenas de metros depois, os veios se transformam em generosos regatos. Eles dão origem ao maior rio do planeta, o Amazonas, a 5 180 metros acima do nível do mar. Na região - de longos vales abismais a formar cânions com mais de 3,5 mil metros de altura, onde reinam os condores -sobrevivem populações de descendentes de povos pré-incas. Para eles, toda essa água limpa e abundante é uma dádiva. A maioria dessas pessoas sobrevive da agricultura familiar de batatas, milho e hortaliças. Também pastoreiam alpacas e lhamas, no alto das montanhas, além de ovelhas e vacas na planície à beira do rio Colca. Em agradecimento ao líquido precioso, frequentemente fazem oferendas a Pachamama, divindade máxima dos Andes peruanos, relacionada à terra e à fertilidade. Mas há na região uma forte e corrosiva atividade de mineração de ouro e prata. Eis aí um dos perigos a comprometer a integridade da cabeceira do rio Amazonas e a qualidade e a quantidade das águas abençoadas dos nativos. A ávida procura por metais preciosos, feita sem controle ambiental, pode causar o assoreamento e a contaminação dos cursos d’água. Estradas vêm sendo abertas para escoar a produção. Outra ameaça, também assustadora, é o rápido e anormal degelo dos glaciares peruanos. O fenômeno tem sido estudado também por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). Eles creditam o derretimento das geleiras como consequência direta das mudanças climáticas em curso e dos desequilíbrios ambientais nas últimas décadas e não somente nos Andes. Este universo de problemas no clima, no ambiente e na atual população andina faz com queGoverno do Peru levante agora a extrema necessidade de uma reserva na região das nascentes do Amazonas e do Colca, sagradas pros Aztecas mas agredidas hoje em dia.



O degelo por mudança climática e a mineração de ouro e prata são os inimigos... 

...da luta ecológica dos Aztecas nos Andes que eles consideram como missão espiritual

Pequenas nascentes ameaçadas em Arequipa se transformam em dois dos maiores rios da América


FontesNational Geographic
              www.planetasustentavel.abril.com.br
              www.folhaverdenews.com 


7 comentários:

  1. Expedição reiterou os apontamentos da National Geographic Society. Oficialmente, o Apurimac e o Ene, o Tambo, o Ucayali (no lado peruano), o Solimões e o Amazonas (em terras brasileiras) formam um só rio, com 6 991 quilômetros. Um estudo do Inpe comparando a extensão do Amazonas e do Nilo, no Egito, confirmou: o rio que nasce no Peru, corre por todo o Norte do Brasil e deságua no Atlântico é mesmo o maior curso d’água do planeta. Ameaçado em suas nascentes nos Andes...

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  2. Quais seriam os efeitos decorrentes de um desastre ecológico, questiona o site Planeta Sustentável, na região do vale do Colca para a integridade das águas do rio Amazonas que abastece boa parte do território brasileiro, irriga e mantém viva e em equilíbrio a maior floresta tropical do mundo?

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  3. O Ministério do Meio Ambiente do Peru já considera a possibilidade de criação de uma reserva de proteção ambiental na região onde nasce o Amazonas, a fim de afastar os riscos da mineração desenfreada. A ideia foi sugerida ao governo peruano pela organização não governamental brasileira Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Prontamente recebeu sinal positivo das autoridades do país vizinho. "Em uma primeira etapa a intenção é demarcar e proteger 15 mil hectares ao redor das vertentes formadoras do Amazonas. Mais tarde esse território deverá ser expandido", diz o superintendente da FAS, Virgílio Viana. Uma zona reservada acaba de ser estabelecida para proteger o nascedouro do Amazonas. Ela resguardará o lugar até que uma reserva ambiental seja implantada. A área de proteção a ser criada protege as águas do rio Apurimac, nas proximidades do nevado Mismi, hoje considerado o principal formador do Amazonas. No entanto, nem sempre o Apurimac foi tido como a fonte primária do extenso rio que atravessa o Norte do Brasil. As dúvidas sobre o local exato onde o Amazonas nasce são antigas. Ela se perde na imensidão apesar de tantas expedições organizadas em direção à região de Arequipa com essa finalidade. Até porque não existe apenas uma única nascente que dá origem e torna caudaloso o Amazonas. Há, sim, uma rede de pequenos córregos tributários, todos eles em território peruano.

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  5. "O Brasil tem que encarar como missão urgentíssima proteger as nascentes destes rios nos Andes do Peru, deveria também homenagear os Aztecas que as protegeram sozinhos até agora, dando o nome deles a esta reserva ecológica essencial para a América e pro planeta todo": quem manda esta mensagem é José Jordão, de Cuiabá, que com base em informações do INPE fez um estudo sobre o Amazonas enquanto ainda no alto dos Andes do Peru, pela Universidade Federal do Mato Grosso.

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  6. "Com estas informações, o governo brasileiro já sabe o que é preciso fazer, precisa apoiar o esforço do Ministério do Meio Ambiente do Peri sob pena de vir a ser responsabilizado por omissão com destrruição deste ecossistema vital": o comentário é do ecologista Mario Bonelli, de Curitiba (Paraná).

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  7. "Situação trágica de todo meio ambiente na América do Sul, como nos Andes do Peru, se nem o Rio Amazonas tem suas nascentes protegidas, o que será de nós, de toda a natureza?": o questionamento foi feito por Anali Almeida, da Unesp de Bauru (SP).

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