terça-feira, 1 de setembro de 2015

NUMA DAS REGIÕES MAIS PRÓSPERAS DOS ESTADOS UNIDOS O SOLO ESTÁ AFUNDANDO POR CAUSA DA SECA

Esta tragédia (a Califórnia afundando) poderá acontecer também por aqui em Ribeirão Preto onde exploram demais as águas subterrâneas do Aquífero Guarani


Vanessa Barbosa fez um furo de reportagem sobre a posição da Nasa para a Revista Exame confirmando a informação de que a seca histórica que castiga a Califórnia vai custar à economia do estado cerca de US$ 2,7 bilhões e quase 21 mil empregos agora em 2015, segundo um estudo recente da Universidade da Califórnia em Davis. Mas não é só a economia que segue uma linha descendente com a crise hídrica prolongada, a ecologia também, o solo também, influenciando negativamente o equilíbrio de toda a Terra: partes do solo do Vale Central, que concentra a produção agrícola do estado, uma das maiores riquezas dos States, estão afundando a um ritmo alarmante, como resultado do bombeamento excessivo de água subterrânea. A Califórnia, muitos sabiam, já está virando um deserto, mas agora além disso a tragédia da subsidência, o solo está afundando e este efeito devastador chega a 5 centímetros de afundamento por mês nas áreas mais afetadas. 


A foto de Warby/Flickr documenta a escassez de água e o afundamento do solo na Califórnia agora...


...onde há 5 anos a seca vem se alastrando também falta de gestão ambiental sustentável...



...lá como cá, só pedindo chuva a Deus, porque há na realidade um desgoverno ambiental atualmente


O alerta sobre a intensificação do fenômeno: conhecido como subsidência (algo que já foi observado em outros períodos de seca), ele vem agora sendo constatato pelos pesquisadores em novo relatório produzido pelo Departamento de Recursos Hídricos da Califórnia em parceria com cientistas da Nasa. Segundo as análises, a terra no vale de São Joaquim (ao Sul do Vale Central) está afundando mais rápido do que nunca, quase 2 polegadas (5 centímetros!) por mês em algumas localidades. O aumento das taxas de subsidência tem o potencial de danificar a infraestrutura local, incluindo aquedutos, pontes e estradas. Ao longo do tempo, o fenômeno pode até mesmo reduzir permanentemente a capacidade de armazenamento lá de água do aqüífero subterrâneo. "As águas subterrâneas atuam como uma conta de poupança para fornecer suprimentos durante a seca, ocorre que o relatório da Nasa mostra as consequências de retiradas excessivas que têm sido feitas rumo ao quinto ano de seca histórica", alertou o Departamento de Recursos Hídricos da Califórnia em nota oficial. O órgão afirmou que vai trabalhar em conjunto com municípios e as comunidades afetadas para identificar maneiras de diminuir a taxa de subsidência e proteger infraestruturas vitais, como canais, estações de bombeamento, pontes, poços, agricultura e a vida da população californiana. "Este efeito colateral do uso excessivo das águas subterrâneas lá no Vale Central poderá com certeza vir a acontecer também por aqui no interior, por aqui na nossa macrorregião, em Ribeirão Preto, onde toda a água, de maneira excessiva, para todas as finalidades, vem sendo captada no subsolo do Aqüífero Guarani, que é uma das maiores reservas de água subterrânea potável em todo o planeta, mas já sofre com poluição em alguns pontos por agrotóxicos e pesticidas usados nos canaviais e com a sobrecarga hídrica", comenta por aqui em nosso blog Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Lá na Califórnia estão no 5º ano consecutivo de seca e por aqui já estamos entrando no 3º ano desta crise de água, lá e aqui, por falta de um programa sustentável de uso dos recursos naturais, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos que, atualmente, diante da ameaça de caos ambiental do clima, precisa ser a prioridade nº 1 dos governos municipal, estadual e federal". 


A falta de cuidado com as nascentes e de gestão em todo o Aquífero Guarani agravam a situação...


...não só em Ribeirão Preto mas em toda área de recarga do aquífero, em todo continente



Os cientistas, os ecologistas e a mídia mais avançada estão fazendo mais este alerta


Fontes: UN Foundation
              www.exame.com
              www,planetasustentavel.com.br 
              www.folhaverdenews.com


7 comentários:

  1. O pior para nós aqui do interior paulista e da América do Sul é que este fenômeno da subsidência (afundamento do solo, perda irreversível) que já ocorre em algumas regiões da Califórnia, já começa a ser detectada nas áreas do Aquífero Gurany, como em Ribeirão Preto.

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  2. Cuidar da vegetação nativa é fundamental para que a infiltração de água no solo mantenha a qualidade e o volume dos aquíferos, é o que ensinam os fundamentos básicos e principais da ciência ecológica.

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  3. O Aquífero Guarani é a maior reserva subterrânea de água doce do mundo. Levou cerca de 200 milhões de anos para se formar. Atualmente, ele abrange oito Estados brasileiros e outros três países sul-americanos: Uruguai, Paraguai e Argentina. É uma área com 1.118.000 km², possui uma espessura média de 250 metros e um volume de 45.000 km³ de água que, até pouco tempo, se acreditava inesgotável. Hoje, já preocupa a sobrecarga de uso, a contaminação do solo e do subsolo, a falta de gestão nas áreas de recarga deste manancial de água daqui do nosso interior, uma região que era quase tão próspera como a Califórnia, hoje, literalmente afundando, por causa da seca e falta de gestão.

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  4. "A seca que atinge o Sudeste brasileiro está afetando locais conhecidos como "pontos de recarga" do Aquífero Guarani. Um deles é a Lagoa do Saibro, em Ribeirão Preto, que não está recebendo a água de chuva necessária para manter os níveis da reserva subterrânea. Esse problema, por sua vez, torna cada vez mais difícil e cara a retirada de água do subsolo – quanto maior for a profundidade do lençol freático, maior é também a demanda de tecnologias novas e caras para atingir e coletar água dessa reserva hídrica. Em Ribeirão Preto, o nível do aquífero rebaixou mais de 70 metros nos últimos anos, isso também nos alarma": é o comentário que nos envia José Amado, que pesquisa informações sobre o Aquífero Guarani e tem contato com geólogos da USP em São Paulo.

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  5. Carlos Eduardo Giampá, especialista em águas subterrâneas da ABAS, Associação Brasileira de Águas Subterrâneas tem muitas informações sobre este e outros problemas do Aquífero Guarani: "Brecar a degeneração do aquífero por aqui passa por diferentes medidas. Algumas delas são: busca de fontes alternativas para captação de água, o que demandará investimento; proteção de áreas de mananciais; redução da exploração predatória do aquífero; abandono de práticas convencionais de engenharia, como a de canalização de rios. Isso e mais um grande replantio de árvores em áreas degradadas".

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  6. Logo mais mais informações e comentários por aqui, poste a sua mensagem nesta seção ou envie seu e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou direto para o nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  7. “Os órgãos gestores, autoridades públicas, prefeituras, universidades e escolas deveriam divulgar para a população material informativo sobre as águas subterrâneas, orientando e informando como elas ocorrem, como protegê-las. Importante este blog tomar esta atitude. Também campanhas mais duras, do tipo se não preservar, vai faltar. Ou agora ou o caos da água vai pegar": a mensagem é de Paulo Américo, estudante da Unesp, que acompanhou palestra da Abas, feita pelo especialista Carlos Eduardo Giampá.

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