quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O QUE ACONTECER COM A TERRA COM O HOMEM ACONTECERÁ, DIZEM AGORA OS CIENTISTAS

Queda da biodiversidade e degradação ambiental ameaçam a saúde das pessoas cada vez mais




A degradação dos ecossistemas já estão causando novas doenças também nos seres humanos


Esta manchete, espécie de um slogan mítico do movimento ecológico, no estilo das frases poéticas ditas pelos índios (o que acontecer com a Terra com o homem acontecerá) hoje é um conteúdo está em dois relatórios científicos, um produzido pelo Secretariado da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e um outro sendo divulgado pela Rockefeller Foundation, dos Estados Unidos, em colaboração com a revista Lancet, do Reino Unido.Avanços obtidos nas últimas décadas, como aumento da expectativa de vida, podem ser revertidos pela rápida e contínua perda da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos, indicam estes dois relatórios globais. A contínua e rápida degradação dos sistemas naturais observada em todo o planeta coloca realmente em risco a saúde humana e pode reverter conquistas obtidas nas últimas décadas, como o aumento da expectativa de vida. Estes relatórios foram divulgados agora recentemente no Brasil no dia 24 de setembro, durante o painel “Planetary health: a challenge for individual health”, realizado no campus da Universidade de São Paulo (USP). "Os dois relatórios se complementam e resumem o atual conhecimento científico sobre as relações entre saúde e meio ambiente", resume Braulio Ferreira de Souza Dias, secretário executivo da CDB. Intitulado Connecting Global Priorities: Biodiversity and Human Health, esta pesquisa aponta que a degradação ambiental tem causado o declínio da biodiversidade e de serviços ecossistêmicos no mundo, como o fornecimento de água, alimentos e ar limpo. O declínio desses serviços ecossistêmicos representa um risco crescente para a saúde humana e para a sustentabilidade, um equilíbrio necessário e urgente entre a economia atual e a ecologia. A perda de biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos pela degradação ambiental é um processo lento, contínuo e pouco visível, é diferente das mudanças climáticas que se manifestam por eventos extremos, como grandes secas e inundações, é um processo  meio silencioso e destrutivo e a maior parte das pessoas e dos países não se dão conta disso, nem sabem que este grande problema ambiental existe. Pata você ter uma noção do problema, a contínua degradação ambiental já causou a perda de mais de 80% da vegetação herbácea, além de 90% de todas as áreas úmidas e dos estoques de peixes de maior porte no mundo. Além disso, também resultou na perda de mais de 90% da variedade genética de espécies de trigo, arroz e frutas, como maçã, nas últimas décadas. A perda deste diversidade de cultivares, explica ainda o especialista Braulio Ferreira de Souza Dias no seu relatório, apresentado em conjunto com a Organização Mundial de Saúde da ONU, esta perda está tornando a população mundial mais vulnerável a surtos de pragas agrícolas. E ela pode aumentar e levar a um colapso na oferta de alimentos. "No fundo, o anúncio de um apocalipse, feito por cientistas", comenta aqui no blog Folha Verde News, o nosso editor, repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, editando todo este conjunto de informações que o site EcoDebate está publicando na íntegra, a partir de um texto de Elton Alisson, da Agência Fapesp. Em suma, muitos dos fatores que estão causando a degradação ambiental mundialmente são os mesmos que estão levando à perda de qualidade da saúde humana. E isso também por aqui no Brasil. Entre estes fatores estão as mudanças no uso da terra, sobre-explotação de recursos biológicos, poluição, dispersão de espécies exóticas e invasoras, além da ação das mudanças climáticas e a acidificação dos oceanos. Enfim, todas estas formas conjuntas de toda uma degradação ambiental e desequilíbrios nos ecossistemas estão provocando surtos de várias doenças, entre elas, por exemplo, as que são causadas por ebola e hantavírus. Em resumo, o empobrecimento de ecossistemas leva à proliferação de organismos que são hospedeiros ou vetores de doenças, havendo uma relação clara e direta entre doenças e desequilíbrios socioambientais. Mais um grande problema na atualidade e mais uma outra razão urgente e essencial para mobilizar aqui e em todo o planeta a recuperação da ecologia perdida na vida atual da gente. 

Links para acessar a íntegra dos dois relatórios científicos - O relatório Connecting Global Priorities: Biodiversity and Human Health pode ser acessado aquiE o relatório Safeguarding human health in the Anthropocene epoch pode ser acessado aqui.  



Desmatamentos ou variadas poluições estão entre as causas de novas doenças

A ciência contemporânea ajuda a luta pela biodiversidade e pela recuperação ambiental...

...problemas que estão levando a doenças imunológicas como esta e muitas outras atualmente



O que acontecer com a Terra com os homens acontecerá...

Fontes: Agência Fapesp
              www.ecodebate.com.br
              www.folhaverdenews.com 

10 comentários:

  1. Logo + estaremos postando aqui + informações sobre este pauta nesta seção de comentários. Aguarde, participe.

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  2. Você pode postar aqui alguma informação, comentário ou mensagem sobre estes relatórios: outra opção, enviar seu e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou direto para o nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. "Os barbeiros (Triatoma infestans), que transmitem a doença de Chagas, por exemplo, preferem se acomodar em palmeiras – plantas que se proliferam em áreas que sofreram degradação ambiental. Foi uma das informações que tive, participando das palestras na USP": é a mensagem que nos envia Maria Mendes Pereira, que conta sempre ter ouvido falar de barbeiros no interior e agora passa a entender a doença de Chagas melhor.

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  4. Na avaliação de José Goldemberg, a pesquisa científica pode auxiliar muito na busca de soluções para a diminuição de causas da degradação ambiental, que, eventualmente, podem contribuir com outras áreas, além da saúde. A descoberta de que a palha da cana-de-açúcar poderá ser usada para gerar eletricidade fez com que a prática da queima da planta para a colheita manual fosse em alguns lugares substituída pela colheita mecanizada da cana crua nos canaviais no Estado de São Paulo, o que vem reduzindo as queimadas que geram muitas doenças ambientais e humana.

    “O aproveitamento desse subproduto da cana-de-açúcar contribuiu para diminuir a poluição, está ajudando a gerar lucros para as usinas e produzir eletricidade para o país”, avaliou Goldemberg.

    “É preciso olhar para as causas e consequências da degradação ambiental, que podem resultar em soluções como essa”, afirmou.

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  5. Elton Alisson informou que José Goldemberg é o presidente da Fafesp, que tem divulgado estes dois relatórios que confirmam, a contínua e rápida degradação dos sistemas naturais observada em todo o planeta coloca em risco a saúde humana e pode reverter conquistas obtidas nas últimas décadas, que aumentavam a expectativa de vida. A destruição dos ecossistemas e da biodiversidade atua na contramão disso.

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  6. As informações que apresentamos neste post de hoje aqui no blog da ecologia foram lançadas no Brasil no dia 24 de setembro, durante o painel “Planetary health: a challenge for individual health”, realizado no campus da Universidade de São Paulo (USP) na capital paulista.

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  7. "Todo médico, todo ecologista também, já sabiam da relação entre saúde ou doença com o meio ambiente, mas estes dois relatórios detalham e aprofundam este conhecimento, em tempo de mudanças nessa realidade apocalíptica": é o comentário de Joel Silva que pretende fazer um pesquisa neste tema na Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (SP).

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  8. A Organização Mundial da Saúde - OMS - aponta que a degradação ambiental tem causado o declínio da biodiversidade e de serviços ecossistêmicos no mundo, como o fornecimento de água, alimentos e ar limpo. E este fato gera muitas doenças atualmente.

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  9. "Entrei nos links e li na íntegra os dois relatórios que em síntese indicam que a contínua degradação ambiental já causou a perda de mais de 80% da vegetação herbácea, além de 90% de todas as áreas úmidas e dos estoques de peixes de maior porte no mundo. E também resultou na perda de mais de 90% da variedade genética de espécies de trigo, arroz e frutas, como maçã, nas últimas décadas. Só por isso já deveria mobilizar ações de entidades médicas e governamentais": é o comentário de Marcos Gonçalves, de Santos (SP), redator de publicidade que vem pesquisando há anos problemas ambientais na Baixada.

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  10. Os dois relatórios, além de advertir sobre as doenças humanas a partir da degradaçãodo ambiente e da biodiversidade, alerta também que esta perda no caso de cultivares está tornando a agricultura mais vulnerável a surtos de pragas agrícolas e a humanidade poderá sofre um colapso na oferta de alimentos. Pior cenário não existe para este apocalipse, anunciado pelos cientistas nestes dois relatórios aqui enfocados.

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