segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ONU CONFIRMA O BRASIL COMO A NAÇÃO COM MAIOR PERDA FLORESTAL NO PLANETA

O nível de desflorestamento global diminuiu em 50% nos últimos 25 anos (no Brasil não) mas  apesar do desmatamento monstro também o país se destaca pelas maiores reservas ecológicas



Lado a lado o desmate monstro e o potencial ecológico



O relatório publicado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que 129 milhões de hectares de floresta foram desmatados no mundo nos últimos 25 anos e o Brasil está na liderança deste ranking negativo. Como destaca o sitye de assuntos socioambientais EcoDebate, o estudo cobre 234 países e territórios e foi apresentado agora em Durban, na África do Sul.: segundo o documento “Avaliação dos Recursos Florestais Globais”, nosso país apresenta a segunda maior área verde de todo o planeta, com políticas de preservação ambiental avançadas, porém, em contraste, registra uma superperda anual de floresta, um desmatamento monstro. A África e a América do Sul foram os continentes com maior perda anual de verde entre 2010 e 2015, com 2,8 e 2 milhões de hectares perdidos, respectivamente. É um fato que o desflorestamento mostra tendências de redução nos últimos cinco anos por meio de áreas de preservação ambiental e planejamento ecológico. As emissões de gás carbônico vindas das florestas diminuíram mais de 25% entre 2001 e 2015, principalmente pela redução do desmatamento. “A Gestão Florestal tem se desenvolvido ao longo dos últimos 25 anos. Isso inclui planejamento, acesso à informação, legislação e políticas de controle, muitos passos que os países tomaram ou estão tomando”, afirmou o líder da equipe da ONU e da FAO na elaboração do relatório, Kenneth MacDicken.


O Brasil continua liderando o ranking de maiores perdas de floresta no mundo 

Desmatamento, queimadas, fatos que afetam ecologia, saúde e economia



A Europa, Américas Central e do Norte apresentaram menores demarcações de áreas de reserva ecológica comparando a relatórios anteriores. A Ásia também apresentou menos áreas de preservação ambiental nos últimos cinco anos do que entre 2000 e 1010, mas mostrou aumento em relação à década de 1990. "O bom é que notamos uma mudança positiva, mas precisamos fazer mais. Nós não vamos conseguir assim como vai ter desenvolvimento sustentável e reduzir os impactos das mudanças climáticas se não preservarmos nossas florestas”, advertiu o diretor-geral da FAO, o especialista brasileiro José Graziano da Silva. De acordo com a publicação, a ameaça da perda da biodiversidade refletida na perda da floresta primária persiste. Este mesmo estudo mostra a importância do verde para a economia global e o meio ambiente. O setor florestal injeta 600 bilhões de dólares anualmente para o produto interno bruto (PIB) mundial e oferece empregos para mais de 50 milhões de pessoas. “Florestas desempenham uma função fundamental no combate à pobreza, na garantia da alimentação e para a subsistência, também contribuem para a purificação do ar e produção de água, a conservação da biodiversidade e combate às mudanças climáticas”, afirmou José Graziano da Silva, hoje uma autoridade mundial em florestas: "Em meio a informações positivas e negativas deste novo relatório, Graziano é a boa notícia para todos nós do movimento ecológico, científico e de cidadania, que lutamos para preservar os recursos naturais e avançar o desenvolvimento sustentável", foi o que comentou o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha ao editar este post aqui no Folha Verde News, indo à luta lado a lado com este movimento vital para a própria vida. 


FAO e ONU confirmam ser a hora do desmatamento zero no Brasil



Fontes: www.onu.org.br
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com


7 comentários:

  1. Em resumo, o setor florestal injeta 600 bilhões de dólares anualmente para o produto interno bruto (PIB) mundial e oferece empregos para mais de 50 milhões de pessoas.

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  2. Estas informações confirmam que um maior cuidado com a ecologia é que vai avançar o PIB e a economia, configurando o desenvolvimento com sustentabilidade, o nome da vida futura.

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  3. Logo mais estaremos postando por aqui mais informações, mensagens e comentários: entre nesta seção e poste aqui sua opinião.

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  4. Outra opção é você enviar seu e-mail para a redação do nosso blog via o navepad@netsite.com.br e/ou diretamente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "Somos o país de maiores recursos naturais, mais reservas ecológicas e a terra do José Graziano da Silva, este é o lado positivo desta triste notícia deste relatório da FAO": o comentário é de Alberto Siqueira, estudante de Engenharia na Unesp.

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  6. De uma só vez podemos aqui trazer informação sobre a pauta deste blog e duma anterior sobre a necessidade de recuperar a ecologia no Cerrado. Segundo o site AmbienteBrasil, O Cerrado, segundo maior bioma do Brasil, recebeu, no dia 10 de setembro, a doação de R$ 60 milhões (US$ 16,45 milhões), para o levantamento e a divulgação de informações sobre seus recursos florestais. A contribuição integra o Programa de Investimento Florestal (FIP, do inglês Forest Investment Program), vinculado ao Fundo de Investimentos Climáticos (CIF, do inglês Climate Investment Funds) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) será a instituição responsável pelo gerenciamento e execução dos desembolsos, fundamentias nessa altura da luta pela natureza.

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  7. Completando ainda a informação do comentário anterior, o site AmbienteBrasil ainda acrescenta que o projeto, denominado “Informações Florestais para uma Gestão Orientada à Conservação e Valorização dos Recursos Florestais do Cerrado pelos Setores Público e Privado”, será executado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e prevê a realização do Inventário Florestal Nacional (IFN) nos 11 Estados que compõem o bioma e a consolidação do Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF), uma plataforma, voltada à gestão e disseminação de informações sobre os recursos florestais do país. A gente espera que estes recursos ajudem a recuperação do equilíbrio ecológico abalado com os crescentes fluxos de desmatamento, no Cerrado e na Amazônia Legal.

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