terça-feira, 8 de setembro de 2015

REDE BRASIL DETECTA ATAQUE DE RURALISTAS AOS GUARANIS KAIOWÁS MESMO PÓS-ACORDO PARA NEGOCIAÇÃO

No  Mato  Grosso  do   Sul  fazendeiros  não respeitam  acordo e  voltam a  atacar  indígenas  em  suas  terras


Guaranis-Kaiowás estão recebendo apoio de índios de outras etnias para resistir em defesa das terras indígenas



O site Rede Brasil Atual de São Paulo, que está acompanhando ao vivo o conflito de terra entre ruralistas e os índios no Mato Grosso do Sul, informou que a Funai, a Polícia Federal e a PM já estão acionadas para intervir e suspender a reincindência de ataques, que voltaram a ser cometidos agora mesmo após o próprio ministro da Justiça José Eduardo Cardozo ter firmado um acordo entre as partes  e deixado claro a posição governamental contrária à violência dos ruralistas: fontes dos fazendeiros chegaram a manifestar em rádios regionais que o acordo tal como as coisas andam é só prá inglês ver, prá diminuir o impacto desta situação no exterior, a dano do Brasil. "Num momento em que vários países estão vivenciando a busca de atitudes humanitárias, no caso dos imigrantes e refugiados na Europa, estas agressões reiteradas estão pegando muito mal e clamam por uma intervenção da ONU na questão", comenta por aqui em nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Ele já tinha postado no Facebook que fazendeiros haviam atacado novamente  a comunidade Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul. O secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário, Cleber Buzatto, tem relatado ao site e à rádio Rede Brasil Atual que os Guarani-Kaiowá estão sendo atacados por fazendeiros de novo e como das outras vezes, houve disparo de armas de fogo. Os índios se dispersaram e fugiram para não serem atingidos. O missionário Buzatto reafirmou que durante a tarde de ontem foi informado de que fazendeiros se reuniam para programar e realizar ataques. Segundo ele, a Funai acionou a Polícia Federal, porém os policiais não foram ao local. Explicou ainda que após o ataque, um agente da Funai acompanhado de policiais militares chegou ao local e conseguiu que os pistoleiros e fazendeiros desta vez suspendessem a nova ofensiva. “Felizmente não houve feridos. Os indígenas se reuniram novamente e continuam ocupando a área”, contou Cleber Buzatto aos ouvintes. Este novo ataque feito pelos fazendeiros desrespeita o acordo já feito antes do feriado, no Mato Grosso do Sul, com a presença do Ministro da Justiça, para uma trégua aos ataques e o início de um diálogo. Mais ataques paramilitares dos ruralistas aos Guarani-Kaiowá que venham na sequência do acordo formalmente firmado chega a ser um desrespeito com o estado democrático. Nos bastidores se comenta também que pelo fato da Ministra da Agricultura Kátia Abreu ser uma liderança dos ruralistas, este fato estaria estimulando o desrespeito ao acordo e a tentativa de uma negociação em busca de uma solução não violenta para o conflito de terras no Mato Grosso do Sul. Esta falta de sintonia entre os ministérios da Justiça e da Agricultura realmente pode evitar uma solução pacífica, com o uso do bom senso e não da força.  



Líderes dos índios Guarani-Kaiowá se mostram desolados com desrespeito ao acordo


Movimento indígena tem feito protestos sobre a situação de violência também no Mato Grosso do Sul

Informações recentes sobre o clima de tensão em Ñanderu Marangatu

A situação é de extrema tensão no município de Antonio João, no Mato Grosso do Sul, é o que informa o site O Indigenista, comentando que há mais de uma semana e se agravou com o ataque ruralista aos Guarani Kaiowá em sua Terra Indígena Ñanderu Marangatu, já homologada, porém aguardando uma série de ações judiciais impetradas pelos ruralistas. Mas quem são estes ruralistas? Quem atacou os Guarani Kaiowá?...Os produtores rurais da região, entre os proprietários das fazendas ocupadas pelos índios, vem se reunindo no Sindicato Rural convocados pela presidente do Sindicato Rural, Roseli Maria Ruiz Silva, proprietária da Fazenda Fronteira, uma das retomadas. Estavam presentes deputados federais do PSB), do DEM e um senador do PMDB, todos muito identificados com o movimento, que tem como líder nacional a Ministra da Agricultura Kátia de Abreu. Há mesmo a formação de uma força paramilitar para "resolver o problema" segundo o interesse dos fazendeiros que neste episódio se colocam acima das leis e da cidadania. Mais informações em nossa seção de comentários, confira.



Índios de outras etnias e regiões têm sido vítimas também de violência por parte de paramilitares ruralistas


Fontes: www.redebrasilatual.com.br
              www.oindigenista.com 
              www.folhaverdenews.com 

10 comentários:

  1. Logo mais estaremos atualizando informações e comentários por aqui sobre esta questão do conflito entre forças paramilitares ruralistas e os índios da etnia Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul.

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  2. Aguarde a edição de comentários e desde já entre aqui nesta seção e poste a sua mensagem e/ou envie um e-mail para a nossa equipe de redação do blog navepad@netsite.com.br ou direto pro nosso editor de conteúdo aqui padinhafranca@gmail.com

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  3. "Tenho percebido que a Rede Bandeirantes de TV mostra quase sempre o conflito do ponto de vista dos fazendeiros, bom que este blog enfoque o problema do outro lado, que é o mais fraco e mais vitimado": é o e-mail que nos enviou Rogério Bassi, de Curitiba (Paraná), ligado a duas entidades ambientalistas em sua região.

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  4. A proposta do nosso blog da ecologia é fazer valer os direitos de cidadania neste caso, os direitos dos índios ou do fazendeiros que se chocam podem ter um ponto de harmonia, sem a loucura da violência, que pode ainda ter os piores efeitos, não só como imagem do país no exterior. Poderá detonar um foco de violência muito grande no interior do Brasil, caro Rogério, obrigado pela sua mensagem.

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  5. O site O Indigenista informa que mesmo com a presença de três congressistas, a presidente do Sindicato Rural, Roseli Maria Ruiz Silva foi a única a discursar. Ela fez um relato emocionado convencendo a todos de sua versão da situação, assustando os presentes dizendo que os indígenas que ocuparam as fazendas estavam se preparando para invadir a cidade de Antônio João e seus moradores. Ainda, encerrou a reunião sem dar a palavra para as demais autoridades e liderou o grupo de fazendeiros em direção às propriedades ocupadas, prometendo que as terras seriam retomadas naquele mesmo dia...Parte da mídia "comprou" esta versão dos fatos, manipulados pelo interesse dos ruralistas.

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  6. Em entrevista ao site Campo Grande News, no fim de semana o deputado Mandetta explicou o que ocorreu: “Quando pegamos a estrada de chão em direção à fazenda vi um comboio de uns 50 carros. Pedi para os fazendeiros não entrarem na sede até que os índios se acalmassem, mas duas pessoas de cada lado faria a conversa sob a minha intermediação. Os fazendeiros entraram com os carros por uma lateral da sede e teve o confronto. Era índio e produtor correndo. Teve paulada, pedrada e até barulho de tiro”, contou Mandetta, incomodado com a truculência em especial dos fazendeiros e do Sindicato Rural.

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  7. Já segundo Midiamax, portal do MS, “os fazendeiros estavam revoltados e não queriam diálogo”. Comentou que a presidente do Sindicato Rural, Roseli Maria Ruiz Silva, foi a responsável por convocar os presentes na reunião a irem até o local onde estavam os Guarani Kaiowá, sem dar nenhum possibilidade de outra pessoa, nem parlamentares, em acalmar a situação e buscar outra saída que não fosse o conflito já definido pelos proprietários que chegaram no local instaurando a violência contra os indígenas. Poderia haver uma forma mais sensata de condução do conflito sem partir direto para uma ação violenta.

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  8. Vale lembrar que Roseli Maria Ruiz Silva é eventual proprietária de uma das fazendas existentes dentro da Terra Indígena Ñanderu Marangatu e também é presidente do Sindicato Rural de Antônio João. Ela já vem há anos incitando ataques contra os indígenas e acusando a Justiça de demorar a agir contra os Guarani Kaiowá. Trata-se de uma belicista por interesse próprio e dos ruralistas, conforme o portal MidiaMax.

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  9. PARA ENTENDER DETALHES - Na região todos sabem que a situação da demarcação da Terra Indígena está em suspenso: há o decreto de homologação pela presidência da República que define a área como pertencente à União e para usufruto exclusivo dos indígenas, mas há os títulos de propriedade da terra reconhecidos pelo governo do estado do Mato Grosso do Sul. A Constituição é clara ao definir que se tornam nulos os títulos quando a área é declarada como indígena, porém os proprietários entraram na justiça ao longo de todo o processo de demarcação, que está no Supremo Tribunal Federal aguardando decisão por conta da homologação. Enquanto todos aguardavam pacificamente a decisão, Roseli Ruiz e uma advogada percorreram nos últimos dias os meios de comunicação de Antônio João e Campo Grande, postaram nas redes sociais e anunciaram pelas ruas que os indígenas iriam invadir a cidade de Antônio João e atear fogo nas residências, conforme Campo Grande News. Em nota, esta senhora da guerra diz que há informação de que os índios irão fechar as entradas de acesso a sede do município e colocar fogo na cidade. Ainda de acordo com Roseli, há vários índios com galões de gasolina pela cidade. Uma notícia parta plantar o caos e favorecer os interesses ruralistas em cima da Terra Indígena.

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  10. "Um absurdo, esta senhora presidente do Sindicato Rural de Antônio João está botando mais lenha na fogueira e ludibriando parte da população e da mídia, porém, esta situação não deve perdurar porque a Justiça e os órgãos de comunicação com mais estrutura começam a debater o caso de forma mais imparcial", é o comentário que recebemos de José Rios, que mora em Campo Grande (MS) e é arquiteto: "Há anos que eu acompanho estes fatos, está na hora de um esclarecimento da opinião públioca e das autoridades".

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