quarta-feira, 16 de setembro de 2015

REFUGIADOS SÍRIOS SE VIRAM EM SÃO PAULO APESAR DE NÃO ACHAREM EMPREGO NEM MORADIA AQUI

O Brasil é o país que mais recebe imigrantes na América Latina: refugiados gostariam de ir para a Europa onde poderiam ter melhores condições de sobrevivência mas talvez tivessem lá menos carinho



Ricardo Senra está no site da BBC com a reportagem da hora sobre a questão dos refugiados que vieram fugindo da violência e da morte na Síria em guerra: ali está também postado um vídeo que revela os problemas que eles enfrentam em São Paulo, num Brasil em crise na economia. Você pode e deve acessar esta videoreportagem em www.bbcbrasil.com.br  e aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News resumimos as principais informações e emoções desta situação. Uma garota adolescente diz que, apesar da violência, quer voltar um dia para a Síria. Um jovem gostaria de estar na Europa mas agradece o carinho dos brasileiros, que ajuda a ele e outros refugiados a encararem as dificuldades deste momento dramático em suas vidas. Eles fugiram de 28 cidades na Síria, todas destruídas pela guerra que afeta o país há mais de quatro anos. Há dois meses, vivem juntos nos andares mais altos de um antigo prédio comercial, recém-ocupado por famílias sem-teto. Longe de milícias, rebeldes armados e exércitos, esses 51 árabes - incluindo sírios, palestinos, egípcios e uma marroquina - tentam recomeçar suas vidas em um bairro de nome sugestivo no centro de São Paulo.Estão na Liberdade – depois de cruzarem a fronteira síria, passarem pela Embaixada brasileira no Líbano, fazerem escala nos Emirados Árabes, aterrissarem em Guarulhos e tentarem, em vão, vagas em abrigos públicos e hotéis baratos na região do Brás. Líder no ranking de países que mais recebem refugiados de guerra na América do Sul, o Brasil promete ampliar a emissão de vistos para refugiados de países em guerra. Mas estes estrangeiros reclamam de dificuldades - especialmente em São Paulo, onde o valor dos aluguéis dobrou nos últimos sete anos (a inflação no período foi de 54%). À BBC Brasil, eles narram a tristeza da perda de pessoas queridas para a guerra, as dificuldades para recomeçar a vida do outro lado do mundo e revelam esperança - tanto no futuro no Brasil, quanto em reerguerem um dia suas velhas casas. Nos salões de piso gasto de madeira, onde já funcionaram firmas de advocacia e contabilidade, os estrangeiros dormem em colchões distribuídos pelo chão, próximos a malas que cruzaram oceanos com roupas, café, cigarros e o Corão, livro sagrado do Islã. 

Uma das famílias de refugiados palestinos da violência Síria "acampados" em São Paulo

O músico sírio não quer se afastar da sua cultura de origem seja onde for

A precariedade do prédio ocupado por mulheres de véu e homens com marcas do front de guerra é compensada com organização e higiene pelos novos moradores. Costume árabe, ninguém anda de sapatos dentro do salão. Os colchões têm roupa de cama esticada, a louça está lavada e camisas são enfileiradas em um cabide velho de loja. A equipe de reportagem do Ricardo Senra é recebida com a saudação árabe Salaam Aleikum e um chá preto quente. Servido em copos de requeijão. A pequena Falasten, de 10 anos, arrisca o português: "Bom dia", "Sejam bem-vindos". Mas o idioma predominante ali é o árabe, interrompido por frases vagas em inglês, aprendidas na escola, quando não havia guerra. A maior parte destes refugiados tem origem palestina e vivia no perigoso campo de Yarmouk, nos arredores de Damasco, capital síria. Segundo a ONU, 18 mil pessoas resistem hoje no local "sob constante ameaça de violência armada, sem condições de acesso a água, comida e serviços básicos de saúde". Para alguns dos mais velhos, o pouso em São Paulo representa um segundo exílio. Antes de se mudarem com as famílias para a Síria, eles viveram encurralados sob o fogo cruzado entre israelenses e palestinos. "Refugiados da violência, imigrantes em busca da paz", comenta aqui neste blog o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao resumir e editar aqui esta reportagem de Ricardo Senra, da hora.  

Estas famílias de refugiados da Síria vieram para escapar da violência de Damasco e outras 28 cidades de lá

Fontes: BBC
               www.folhaverdenews.com 


5 comentários:

  1. Leia também no site da BBC: 10 fotos chocantes da crise dos imigrantes
    Image copyrightHEDIYE LEVENT - Image caption - Campo de Yarmouk, nos arredores de Damasco, onde vários dos imigrantes refugiados agora precariamente em São Paulo viviam na Síria.

    ResponderExcluir
  2. Segundo a ONU, 18 mil pessoas resistem hoje em Damasco “sob constante ameaça de violência armada, sem condições de acesso a água, comida e serviços básicos de saúde”. 'Sinto falta da minha respiração'
    Amina não vai à escola há três anos por conta da guerra. No período, ela viu amigos e dois primos morrerem e precisou dormir com a família em tendas improvisadas após bombardeios destruírem sua casa. "Todos os lugares na Síria estão em guerra", sussurra a jovem, coberta por uma túnica de flores brancas que só deixa ver seu rosto, suas mãos e seus pés. Ainda assim, com sorriso triste, diz querer voltar. (Este é um dos trechos mais dramáticos da reportagem de Ricardo Senra, da BBC, resumida hoje aqui em nosso blog, clamando por amor em todos os países aos refugiados, afinal, somos todo ser humano imigrantes...

    ResponderExcluir
  3. Logo mais estaremos postando aqui mais informações sobre os refugiados e imigrantes, além de mensagens que nos cheguem até o nosso blog. Entre já aqui nesta seção de comentários e deixe sua mensagem. Logo mais postaremos todas aqui, confira logo mais.

    ResponderExcluir
  4. Outra opção é você enviar a sua mensagem pro e-mail da redação deste blog navepad@netsite.com.br e/ou diretamente para o nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

    ResponderExcluir
  5. "Esta situação dramática para não dizer trágica deveria mobilizar pessoas e governos para receber bem e encaminhar na reconstrução de suas vidas os refugiados imigrantes, bem como, é um alerta contra a violência e a favor da paz": a mensagem nos foi enviada por Abdul Youssef, num português com várias palavras árabes ou em francês, que tivemos que adaptar para ficar legível. Ele é palestino e trabalha em São Paulo, onde já está há 5 anos e trabalha num escritório de advocacia.

    ResponderExcluir

Translation

translation