quinta-feira, 24 de setembro de 2015

REPRESAS NO RIO GRANDE POR AQUI NA DIVISA SÃO PAULO-MINAS TERÃO PLACAS DE ENERGIA SOLAR?

Esta alternativa energética já está pronta para ser inaugurada na Bahia: as regiões nordeste paulista e sudoeste mineiro também querem placas solares nas hidrelétricas do Rio Grande



Ainda em março o nosso blog de ecologia e de cidadania informou em primeira mão sobre este projeto do Ministério de Minas e Energia e agora, atendendo a pedidos de internautas desta região, que acessam direto o Folha Verde News, estamos voltando a esta pauta de interesse de todos. De volta ao futuro. Esta inovação científica pode ajudar a sobrevivência do Rio Grande, um dos mais importantes do interior do Brasil, que abastece com suas hidrelétricas todo o Sudeste do país, mas vem acusando um stress hídrico ultimamente: assim como ocorreu até com a nascente do São Francisco em plena Serra da Canastra no sudoeste de Minas, o Rio Grande por aqui no norte e nordeste paulista sofreu demais a seca do ano passado, está parcialmente recuperado, correndo ainda riscos com baixo volume de água, mesmo sendo um dos mais volumosos rios brasileiros que depois vira o Paraná antes de desaguar no Atlântico. Por causa da crise hídrica, mais a necessidade de se evitar apagões no sistema Furnas (há mais de 10 grandes hidrelétricas aqui ao longo do Rio Grande), garantindo o abastecimento de eletricidade de quase meio Brasil, sob orientação de técnicos do setor elétrico, pesquisadores brasileiros desenvolveram a alternativa de, através de painéis solares boiando nas represas deste rio na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, transformar os reservatórios com cada vez menos água em "fazendas" de painéis gerando Energia Solar. A grosso modo, para você entender o processo, algo como centenas e milhares de boias com painéis no espelho d'água das represas de quaisquer represas de hidrelétricas, podem gerar os MW necessários para evitar uma crise de energia por falta d'água. Estes flutuadores solares poderão acrescentar segundo calculam técnicos do MME mais de 15 mil megawatts (MW) de potência ao sistema hidrelétrico, um volume de energia bem superior ao que vai gerar por exemplo a contestada Usina de Belo Monte, no Xingu. Os painéis solares já estão sendo colocados nas represas de Sobradinho (no rio São Francisco, na Bahia) e de Balbina, na Amazônia, sendo que desde de março de 2015, quando noticiamos este fato, a nossa macrorregião, cientistas e ecologistas já reivindicam se fazer o mesmo por aqui nas represas do Rio Grande, isso ajudará a evitar apagões, aumentar o potencial de abastecimento e avançar a estrutura energética brasileira no interior. Tardiamente, mas ainda em tempo, começa a ser revalorizada a Energia Solar, assim como a Eólica no país, aproveitando os recursos da nossa natureza de forma sustentável, ajudando a economia sem prejudicar a ecologia. Há estudos da EPE por exemplo que mostram que placas solares podem gerar 287 mil MW-hora por ano no país. Hoje existem estudos para se construir 31 plantas de Energia Solar em todo o Brasil, sendo 14 delas previstas para a Bahia, no total de todas as regiões o plano é gerar 1048 MW a mais de energia para abastecer melhor de eletricidade a busca de um desenvolvimento brasileiro sustentável, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos, criando o nosso futuro.  (Antônio de Pádua Padinha)




A maior usina de Energia Solar da Índia com placas sobre águas serve de exemplo

A indústria brasileira já está pronta e apta para fabricar painéis solares flutuantes


O Rio Grande por aqui entre SP e MG ficou assim com pouca água na última seca...

...esta alternativa de placas solares nas represas pode ajudar a energia e a ecologia do Rio Grande


Fontes: BBC
             Sistema Furnas
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Logo mais por aqui nesta seção de comentários, mais informações sobre as placas flutuantes de Energia Solar e esta pauta nacional com um enfoque também de interesse por aqui em torno do Rio Grande.

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  2. Aguarde a edição destas informações e participe desde já postando aqui o seu comentário.

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  3. Outra opção é você enviar a sua mensagem para a redação do nosso blog via o e-mail navepad@netsite.com.br e/ou diretamente para o nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  4. "Esta pode ser a saída para a crise energética e hídrica do país, bem como uma revitalização das águas do nosso querido Rio Grande": é a mensagem que nos enviou por e-mail Alexandre Mendes, de Sacramento (MG), que atua como comerciante na região mas diz que "fui criado pescando neste rio, quando antes das hidréltricas, havia grandes peixes como os Dourados e os Jaús".

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  5. "creio que a mídia deveria dar maior destaque a informações como esta, positivas para toda a população do país, estou cansada de tantos escândalos e desgraças no Brasil: é a opinião de Maria Clara Pontes, de Campinas (SP), educadora ambiental.

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  6. "Me parece que prá essa região aí estas placas solares são a notícia mais importante prá economia e também prá ecologia": o comentário é de José Antônio Alves, que é do Rio de Janeiro (RJ) e atua em São Paulo (SP) na área de engenharia elétrica.

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  7. "Vi uma chamada no Facebook sobre placas de Energia Solar em represas de hidrelétricas, também no Rio Grande, um grande avanço se ele for concretizado, espero que não seja só propaganda do MME": a mensagem é de Fábio Augusto, de Ribeirão Preto, especializado em Tecnologia da Informação.

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  8. "O Brasil precisa realmente por em funcionamento o potencial extraordinário das energias Solar e Eólica para ter chance de escapar da crise e ampliar a economia ecológica, que é outro nome do futuro": o comentário é de Josuel Mendes Ribeiro, médico fisiatra, que atua em Sorocaba (SP).

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