segunda-feira, 28 de setembro de 2015

TODO MUNDO ESPERA QUE DISCURSO NA ABERTURA DA 70ª ASSEMBLÉIA GERAL DA ONU VIRE REALIDADE

Há desconfiança brasileira de que a sustentabilidade seja só no discurso mas de toda forma boas as críticas a intervenções militares ou guerras, a valorização da paz ou o diálogo e a posição humanitária diante dos imigrantes: as metas anunciadas para um Desenvolvimento Sustentável (a economia ecológica) serão mesmo objetivadas? Essa é a questão




Você pode conferir a Assembléia da ONU ao vivo por este link http://webtv.un.org/ 



Uma primeira avaliação rápida do discurso do Brasil da ONU (a avaliação está também nos comentários que você pode conferir ao final desta postagem aqui nesta webpágina do movimento dos ecologistas)

Yara Aquino da Agência Brasil antecipou que presidente Dilma Rousseff iria pedir apoio internacional para ampliar o alcance das metas climáticas em nosso país e no planeta, o que ela fez em parte. A gente aqui concorda que somos todos refugiados nesse país e foi importante sua fala e os aplausos que recebeu na ONU quando disse isso com espírito humanitário, abrindo o Brasil aos imigrantes (50 mil deles podem vir para o Brasil e alguns são até mão de obra qualificada e podem nos ajudar). Mas, a gente não concorda que nossa nação não tenha problemas estruturais graves, sim, eles existem. Em relação ao essencial, implantar um desenvolvimento sustentável, isso foi pouco enfatizado no discurso da Presidente brasileira, abertura Assembléia das Nações Unidas hoje: ontem em Nova Iorque, Dilma Rousseff havia sido bem mais enfática sobre as metas para a implantação de uma economia ecológica, quando se manifestou sobre uma agenda para a Conferência do Clima no final do ano em Paris lado a lado com chefes de estado de todo o mundo. Realmente a economia ecológica é um caminho para a sustentabilidade do país e do planeta. O desafio é vencer a força contrária da indústria do petróleo, do agrotóxico, do transgênico e até das termoelétricas. Não foi legal ressuscitar a energia nuclear, que não é mais alternativa depois que cientistas já viabilizaram as energias limpas Solar e Eólica. Enfim, esta é em 1ª mão uma síntese da avaliação sobre o discurso do Brasil na ONU. A gente quer mais ainda e que o sonho de um futuro sustentável vire realidade. (Antônio de Pádua Padinha, blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News) 





Presidente do Brasil praticará propostas de avanços que são difíceis de serem alcançados? 

A redução dos gases de efeito estufa em 43% até 2030 e o aumento em até 45% de opção por energias limpas e renováveis até 2020, são metas de mudanças e avanços bem difíceis de serem alcançados por causa do poderio mundial do petróleo, não só nos Estados Unidos, em quase todo o planeta, porém a presidente brasileira argumentou antes do discurso oficial de hoje logo mais que, caso haja acesso a mais fontes de recursos de outros países, os objetivos poderão ser atingidos mais rapidamente ou até mesmo ampliados. O compromisso brasileiro, segundo Dilma Rousseff falou ontem em Nova Iorque na conferência sobre Agenda do Desenvolvimento Pós-2015 (prévia da Cúpula do Clima das Nações Unidas que será em Paris, França, no fim do ano) é o de redução da emissão de gases de efeito estufa de 37% até 2025 e de 43% até 2030. O ano-base utilizado para os cálculos é 2005, nos cálculos da Presidente do Brasil que citou ainda claramente o objetivo de acabar com o desmatamento ilegal até 2030, ações de reflorestamento e a garantia de 45% de fontes renováveis no total da matriz energética brasileira. Tudo isso está no ar, esperamos que de não sejam somente expectativa ou esperança e só discurso, se transformando em ações, no país e no planeta, pós este evento internacional das Nações Unidas, para que se recupere a ecologia perdida da vida e haja futuro na Terra.  (Antonio de Pádua Padinha)


O poderio mundial das petrolíferas e das termoelétricas são um dos maiores desafios...

...para metas de avanços rumo à economia ecológica superurgente no país e no planeta




Fontes: BBC/Reuters/Agência Brasil 

              www.folhaverdenews.com



15 comentários:

  1. Logo mais atualiz\aremos as informações e comentários.

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  2. Caso vc queira antecipar mensagens e comentários nos envie aqui para a redação navepad@netsite.com.br

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  3. Você pode postar a sua opinião direto já aqui nesta seção e/ou outra alternativa é enviar seu e-mail para nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  4. "Independente de gostar ou não do Governo no Brasil, acho importante debater estes temas colocados neste blog e o próprio desenvolvimento sustentável, que é a saída também pro nosso país": o comentário é de Manuel Pereira Santos, de São Paulo (SP), formado em Economia na USP que atua como empresário no país.

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  5. Aqui para você um resumo da BBC sobre as metas brasileiras (objetivos que, segundo Dilma Rousseff, o Brasil levará à próxima conferência da ONU sobre o clima, em Paris, em dezembro):
    Entre 2005 e 2025, reduzir emissões de gases causadores do efeito estufa em 37%. Até 2030, chegar a 43%
    Acabar com o desmatamento ilegal
    Restaurar 12 milhões de hectares de florestas
    Recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas
    Integrar 5 milhões de hectares de lavoura-pecuária-florestas
    Garantir 45% de fontes renováveis no total da matriz energética
    Ampliar para 66% a participação da fonte hídrica na geração de eletricidade
    Ampliar para 23% a participação de fontes renováveis (eólica, solar e biomassa) na geração de energia elétrica
    Aumentar em cerca de 10% a eficiência elétrica
    Aumentar para 16% participação de etanol carburante e das demais biomassas derivadas da cana-de açúcar no total da matriz energética

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  6. Estas metas do Brasil são muito amplas mas ao mesmo tempo insuficientes diante da oposição em nosso país dos que privilegiam só os interesses econômicos e desprezem os ecológicos: há também o poderio dos lobbies das petrolíferas, agrotóxicos, ruralistas...

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  7. As metas do Brasil para tentar frear o aquecimento global são positivas, mas estão aquém do que o país poderia oferecer e do que o mundo necessita, segundo ambientalistas ouvidos pela BBC Brasil.

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  8. Dilma Rousseff apresentou em Nova York o INDC do Brasil. A sigla designa os compromissos voluntários de cada país a serem levados à conferência da ONU em Paris, em dezembro, quando se buscará um acordo global contra as mudanças climáticas. Entre os principais objetivos divulgados (resumidos aqui em cima em um comentário) está o de reduzir em 37% as emissões de gases causadores do efeito estufa entre 2005 e 2025 e em 43% até 2030. Para Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima (rede que reúne ONGs ambientalistas), a meta brasileira é uma das mais ambiciosas apresentadas até agora. "O Brasil parece ter deixado o discurso de que somos um país em desenvolvimento e temos o direito de poluir", ele diz à BBC Brasil. "Houve um progresso nessa posição".

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  9. Segundo ambientalista Carlos Rittl (Observatório do Clima), comentário enviado ao nosso blog, o Brasil é a primeira grande economia emergente a adotar uma meta absoluta de redução de emissões para toda a economia. Ele diz, no entanto, que os números estão abaixo das possibilidades do país e das necessidades do mundo para limitar o aquecimento da atmosfera em até dois graus Celsius. "Esperamos que a proposta seja um ponto de partida para as negociações, e não os de chegada". Rittl também afirmou que o governo ainda precisa definir o que a redução significa em toneladas de CO2, já que há dados divergentes sobre o nível das emissões por aqui.




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  10. No discurso da Presidente, o Brasil recuperará 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e conciliará atividades de lavoura e pecuária com a preservação florestal em 5 milhões de hectares. Marina Piatto, da ONG Imaflora, diz que o compromisso de restauração quase cumpre a demanda de restauração e antiga bandeira dos ambientalistas. Segundo ela, a integração de lavoura, pecuária e florestas também é positiva e fixa muito carbono que, de outra maneira, seria emitido na atmosfera. Mas é preciso que a meta seja mesmo praticada.

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  11. Carlos Rittl diz que não houve novidades na meta de restaurar 12 milhões de hectares de floresta e que o governo não deixou claro, a recuperação se dará apenas com mata nativa ou poderá ser feita com espécies exóticas, como eucalipto?...Embora também absorvam carbono, plantações de eucalipto não são comparáveis a matas nativas em termos de biodiversidade, afirma Rittl, do Observatório do Clima.

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  12. "Mesmo que o governo recupere 12 milhões de hectares de florestas, o número é a metade das áreas privadas ilegalmente desmatadas que precisariam ser reflorestadas no Brasil", comenta Júlio Miranda, do Rio de Janeiro, ligado ao movimento ambientalista e empresário de turismo.

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  13. "Aceitar crimes ambientais por mais 10, 15 anos é embaraçoso", é a posição em síntese de grande parte de cientistas, ecologistas e líderes de cidadania no Brasil.


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  14. A proposta para reduzir emissões na geração elétrica foi recebida com ceticismo por Ricardo Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace: as metas de ampliar o uso das energias solar, eólica e de biomassa estão abaixo do ritmo de contratação deste ano. Ele diz ainda que, para conseguir cumprir os objetivos anunciados em Nova York, o governo terá de alinhá-los com as políticas que regem os investimentos no setor energético, entre os quais o Plano Decenal de Energia, que vigora até 2024. Hoje, diz Baitelo, o plano decenal prevê um percentual menor de participação de fontes renováveis e biocombustíveis na matriz energética que o anunciado no discurso na ONU pela Presidente.

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  15. "Interessante e me parece positiva a notícia que vi na Internet, a China elogiou o compromisso anunciado pelo Brasil de redução de suas emissões de gases do efeito estufa em 37% até 2025, e ressaltou que estará em contato com o governo brasileiro para garantir que a Cúpula de Paris sobre mudança climática, que acontece no final deste ano, seja um sucesso. isso revela o alcance internacional da posição do Brasil, ainda não a ideal, mas melhor do que em anos anteriores": o comentário é de Cristian Gonçalves, de Curitiba (Paraná), professor de Física e perito de Engenharia no Fórum local.

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