quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A AMEAÇA AMBIENTAL DO GÁS DE XISTO VOLTA À TONA E PODE POLUIR AS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS DO BRASIL

Especialistas alertam que rochas precisam ser fraturadas para se captar esta gás a algumas centenas de metros abaixo do Aquífero Guarani por exemplo que pode ser contaminado por aqui também na nossa região



O xis da questão ambiental do momento é a ameaça do Gás de Xisto



De onde vem e para onde vai a água utilizada na exploração do Gás de Xisto? Este é o xis da questão: combustível fóssil, recusado por cientistas dos Estados Unidos lá, volta a ter ventilada a sua captação por aqui no Brasil, até mesmo sob a superfície da nossa querida Serra da Canastra, onde nasce e já está fragilizado o rio da integração nacional, o São Francisco. Essas questões geram frequentes polêmicas e debates, uma vez que produtos químicos são utilizados nesse tipo de extração do Xisto. De acordo com o conselheiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o pesquisador Jailson de Andrade, ainda faltam estudos criteriosos sobre o assunto, sendo muito arriscado fazer a extração deste gás, que contraria a necessidade atual de se buscar fontes limpas de energia. Esta também foi a pauta de ontem aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, que abriu nosso webespaço para uma denúncia e um protesto do Greenpeace sobre rumores de captação do Gás de Xisto na Amazônia, os ambientalistas protestaram exatamente no encontro dos rios Negro e Solimões, em defesa do Amazonas e da última ecologia da nossa natureza. O cientista Jailson de Andrade/SBPC já havia alertado antes, sobretudo, para a carência de informações que identifiquem onde as jazidas de gás natural estão localizadas e se estão perto de aquíferos importantes para o abastecimento de água da população e para o equilíbrio ambiental mínimo e estratégico essencial para nosso país, cada vez mais: "Os estudos realizados até agora são contestados. Não se sabe para onde vai a água contaminada por produtos químicos utilizados na exploração do gás e ainda não há uma experiência no Brasil que possa se tomar como base, falta informação e seria uma loucura fazer isso no escuro".

Nossa região e a Serra da Canastra no mapa da extração do Gás de Xisto

Já existem estruturas de captação do Xisto no Brasil como denunciou o Greenpeace


Companhias querem entrar em processos licitatórios de exploração do Gás de Xisto no Brasil



Aqui, imagem da extração de Gás de Xisto em uma usina da  Rússia



Há muitas grandes empresas mundiais vislumbrando também lucros para despoluir a água e as áreas porventura afetadas por esta eventual extração. Pesquisadores observam no entanto que não há tecnologia para despoluir os aquíferos, caso eles sejam atingido e esse é um dos pontos cruciais a serem resolvidos já. A exploração do Gás de Xisto sem critério afetará a água sob nosso solo, já que a rocha a ser fraturada (o folhelho Irati) encontra-se a algumas centenas de metros abaixo por exemplo do Aquífero Guarani, na bacia geológica do Paraná, que abrange todo o interior do país e mais dois países da América do Sul. No caso do Aquífero Guarani, uma das maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo, ele tem a capacidade de abastecer, de forma sustentável, muitos milhões de habitantes, com trilhões de metros cúbicos de água doce por ano. No Brasil, está no subsolo dos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na visão de estudiosos e pesquisadores, essa riqueza pode estar ameaçada por uma enorme pressão econômica, a exemplo do que já ocorre nos Estados Unidos, a luta lá contra o Gás de Xisto é uma prioridade dos ambientalistas. A exploração desta energia fóssil suja utiliza o método de fraturação hidráulica, chamado em inglês de fracking. Trata-se de injeção de toneladas de água, sob altíssima pressão, misturada com areia e produtos químicos, com o objetivo de quebrar a rocha e liberar o gás nela aprisionado. Nos EUA, 90% dos poços deste gás são perfurados com a utilização dessa técnica. Esse tipo de extração utiliza vinte vezes mais recursos hídricos do que as técnicas convencionais. Com isso, as pequenas cidades norteamericanas nos arredores dos poços de Gás de Xisto enfrentaram problemas de falta d’água para consumo e agricultura, além da contaminação dos aquíferos subterrâneos e das reservas de água potável. E isso é o que poderá acontecer por aqui em nosso país também, isso foi levantado em matéria de Camila Cotta, feita para o Jornal da Ciência da SBPC.



A falta de água não é o único problema do Gás de Xisto




O químico Jailson de Andrade, da SBPC, alerta sobre os riscos do Gás de Xisto



Destacam-se ainda mais problemas socioambientais,como a excessiva circulação de caminhões, a injeção de fluidos que provocam abalos sísmicos, a ausência de regulamentação, a presença na água a ser consumida pelas pessoas nas regiões da extração deste gás de algumas quantidades de produtos químicos e metais pesados cancerígenos, isso, além da acumulação de metano, que pode provocar explosões: "Há um estudo da National Academy of Science, nos Estados Unidos, que mostra que, em 141 poços de água potável na Pensilvânia, quanto mais próximo de áreas de exploração de gás não convencional, maior a quantidade de metano (tóxico e inflamável) na água: "Há uma controvérsia na literatura científica é se isso já existia antes ou se é resultado da perfuração para obtenção do Gás de Xisto", explicou Jailson de Andrade em palestra organizada pela Sociedade Brasileira dos Progresso da Ciência sobre este gás que não é necessário no Brasil e sim em países onde alguns recursos naturais já se esgotaram, como nos States.



Fontes: Jornal da Ciência
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Há uma longa e equivocada tradição brasileira de se chamar o folhelho (shale) de xisto (schist). Mas especialistas esclarecem que é incorreto chamar o gás de folhelho de gás de xisto: “O xisto é uma rocha metamórfica que sofreu grandes transformações geológicas, não possibilitando a geração de gás; o folhelho, por sua vez, é uma rocha sedimentar com grande quantidade de matéria orgânica que dá origem ao gás”, nos explicou o cientista Jailson Andrade.

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  2. O gás de folhelho, encontrado em áreas de permeabilidade relativa e também chamado de Gás de Xisto, é um dos três tipos de gases não convencionais cuja ocorrência não está associada a bolsões que estão armazenados a partir das camadas de petróleo. Estas produzem o gás fóssil convencional, encontrado na plataforma continental e em outras regiões do Brasil. Os demais gases não convencionais são o confinado (tight gas), com ocorrência em rochas impermeáveis ou de baixa permeabilidade como o metano associado a camadas de carvão no subsolo também por aqui no interior do nosso país.

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  5. "Importante que este blog já levante desde já estas informações e estes alertas sobre o Gás de Xisto, eu também já tinha conseguido saber que ele não é necessário no Brasil, o interesse de explorar mais esta fonte de combustível fóssil poluente é de estrangeiros, que nem se importam em poluir nosso subsolo e nossas águas": comenta Valdemar Miranda, que é químico industrial e trabalha na região de Curitiba (Paraná).

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  6. "Esta revista de poesia é da hora, vou indicar para bastante gente e ficou muito legal o Operário em Construção, ficou um monólogo cheio de personagens": o comentário é de Jacir Vieira, de São José dos Campos (SP), empresário.

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  7. "Não é possível que o Brasil mergulhe nesta loucura do Gás de Xisto, é o que faltava para acabar com a nossa natureza, já bem acabada": a msm é de Fabíola Vargas, bioquímica na Saúde Pública, São Paulo (SP).

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