terça-feira, 13 de outubro de 2015

AQUI HOJE UMA NOVA EXPLICAÇÃO E UMA DAS CAUSAS PRINCIPAIS POR QUE O RIO SÃO FRANCISCO ESTÁ SECANDO

Em crise o São Francisco ainda assim tem 410,3 milhões de metros cúbicos de suas águas desviadas (por ano!) pelo Jaiba, que é um megaempreendimento de irrigação em Minas Gerais: é um fator que explica a seca do grande rio se apequenando cada vez mais no interior do Brasil virando deserto 



Río ícone do interior do Brasil o São Francisco apesar do seu potencial está secando


E uma das causas além da poluição e agrotóxicos são empreendimentos como o de Jaíba

Construído para ser o maior projeto de irrigação da América Latina, o Jaíba possui hoje cerca de 18 mil produtores beneficiados no norte de Minas Gerais a dano de 13 milhões de pessoas que vivem ao longo do seu caminho pelo interior do país. Alguns de seus canais, que utilizam águas do São Francisco, são maiores do que os próprios braços do rio e seus afluentes. Fruto da parceria entre os governos federal (Codevasf) e de Minas Gerais (Ruralminas), a sua implantação teve início nos anos 1950 e se expandiu durante os anos 1970 com o empréstimo do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), instituição financeira do Banco MundialO São Francisco é o maior rio que “nasce” e “morre” em território brasileiro, brotando por aqui perto, no sudoeste mineiro, na Serra da Canastra, hoje uma parque nacional. Deságua no oceano Atlântico ao fim de seus 2.863 quilômetros de extensão, a sua bacia hidrográfica abrange 503 municípios de seis estados – Minas Gerais (36,8%), Bahia (48,2%), Pernambuco (10,9%), Alagoas (2,2%), Sergipe (1,2%) e Goiás (0,5%) e o Distrito Federal (0,2%). Suas águas são vitais para os biomas do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, o rio São Francisco é fonte essencial para a vida de mais de 13 milhões de pessoas e centenas comunidades. Há alguns anos, cerca de 13 milhões de pessoas que vivem em torno das águas do São Francisco vêm notando que o seu Velho Chico está diferente. Para Ruben Siqueira, pesquisador e integrante da Articulação São Francisco Vivo, é uma evidência “até para quem não quer ver” de que o rio está à míngua. “Temos reservatório operando com o mínimo, uma mancha negra que surgiu na baixa da Paulo Afonso, são vários e dolorosos indícios de crise”. Com base em pesquisas e em vivências do seu movimento, que defende também a revitalização deste grande rio, a atual seca do São Francisco já é vista como a pior, a mais radical dps últimos 100 anos da sua história, o que compromete o uso do rio como fonte de alimentação, higiene e transporte pelas comunidades que vivem em seu entorno. Agora em 2015, o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco lançou a campanha Eu viro a carranca prá defender o Velho Chico  como forma de chamar atenção para o momento crítico. Claudio Pereira, coordenador da Câmara Consultiva Regional do Médio São Francisco, informa que a situação dramática desse rio ícone do Brasil já vem sendo denunciada pela população ribeirinha, pesquisadores e ecologistas há uns 30 anos. E o caos  atual é também produto do abandono do problema: "Os governos nas escalas municipal, estadual e federal, têm visto o rio como um recurso infinito e não percebe que não se trata apenas de água, mas de todo um contexto social, cultural, ambiental e econômico vulnerável que pode a qualquer momento acabar", comenta Claudio Pereira. Além da escassez da água, o rio sofre com o uso de agrotóxicos, uma produção agroindustrial sem medida, esgotos domésticos e de grandes indústrias, demandas de irrigação como é o caso do empreendimento Jaíba. São grandes interesses econômicos que têm prevalecido em detrimento da capacidade extrema e condições de sobrevivência do rio São Francisco. Só para você, que está acessando estas informações aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News dimensionar o drama, acompanhe a situação a seguir colocada com destaque em matéria de hoje no site de assuntos socioambientais EcoDebate. "Por que o rio São Francisco está tão seco e poluído?”, alguns pesquisadores perguntaram a crianças no Norte de Minas Gerais. E elas apontam a falta de chuva, típica do semiárido mineiro, como motivo principal. Iudi Gonçalves, de 11 anos, indica outro possível motivo: “É por causa dos empresários que tiram água da gente”, acredita. E Cícero Lima, da articulação Vazanteiros em Movimento, dá razão ao menino: "Crise toda vida teve, essa não é a primeira. O rio ficava seco, mas se recuperava, só que hoje enquanto o rio ganha, pegando um metro de água de um afluente ou duma chuva, os projetos de irrigação tiram dois metros e assim o São Francisco vai perdendo cada vez mais a sua vazão. O projeto a que o ecologista Cícero e o menino Iudi se referem é o Jaíba, que, mesmo em face da situação crítica do rio, segue desviando suas águas sagradas para o interior e para os interioranos: mais especificamente, 410,3 milhões de metros cúbicos de água por ano! Em atuação há mais de 40 anos no norte de Minas Gerais, o projeto de irrigação vem sendo criticado por  movimentos sociais e ambientalistas. Eles também denunciam a taxação desigual entre pequenos e grandes produtores rurais que usam o São Francisco. Isso está jogando fora o futuro da vida ao longo de 503 cidades de várias regiões do país, no caminho de Minas a Pernambuco, "um caminho que virou uma via crucis rumo à morte de um monumento extraordinário da nossa natureza", comenta por aqui no blog nosso editor o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Se o Brasil projeta e propaga um desenvolvimento sustentável, ele não será possível sem a revitalização e com a sequência desta situação irregular do uso das águas do São Francisco". 

Entre Minas e Espírito Santo o São Francisco recebe o reforço do Rio Doce...

...mas empreendimentos de irrigação estão acabando com os dois grandes rios


Alguns canais do sistema Jaiba de irrigação têm mais água que os afluentes do São Francisco

...e enquanto 18 mil empresários se beneficiam com o sistema Jaiba...

...13 milhões de brasileiros vêem o seu rio secando e o interior virando deserto


Fontes: Instituto Alana
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

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  5. "É um megacrime, talvez um dos maiores da história da ecologia, o que estão fazendo com o Rio São Francisco": o comentário é do engenheiro agrônomo Ariclenes Mendes, de Belo Horizonte (MG).

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  6. "O desmatamento no Cerrado também é uma causa importante para a escassez de água na região do Rio São Francisco, isso e mais agrotóxicos, esgotos domésticos e efluentes de grandes indústrias, as demandas de irrigação realmente complicam": o comentário é do engenheiro florestal Antonio Fernandes, formado pela UFMG e atuando no interior de Minas.

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  7. "O interior do Brasil está se desertificando e nessa situação, o São Francisco que seria uma solução está agravando o drama da seca": é o comentário de Valdir Santos Moraes, de Piracicaba (SP) que exige rapidez de um gestão de meio ambiente em Minas Gerais, em São Paulo, em todo o Brasil.

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  8. "Infelizmente esta situação do São Francisco e do Cerrado é algo que se genertaliza no Brasil, em Marajó, na Amazônia, lá não tem mais peioxes como tinha sempre e esse é um primeiro sinal do desequilíbrio": quem comenta é Ana Lúcia Dias, que nops envia notícia que saiu no site Envolverde, ela estuda Administração na USP e se interessa mais pelas questões que envolvem sustentabilidade.

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