sábado, 10 de outubro de 2015

AUMENTANDO DE 4 A 7 GRAUS CELSIUS O CALOR PODERÁ PROVOCAR MORTES EM MASSA

"Estou morrendo de calor": esta expressão poderá se tornar realidade adverte especialistas



Recebemos por e-mail aqui no blog Folha Verde News a reportagem de Cláudio Ângelo do site de temas socioambientais EcoDebate que traz este alerta a partir de um video que por enquanto só circula entre os cientistas, mostrando o que poderia acontecer com o planeta e o Brasil também caso o aquecimento global saia de controle e atinja o patamar de quatro a sete graus Celsius a mais na temperatura.  As florestas podem queimar, lavouras serem torradas e acontecerem também inundações dentro de um cenário de mortes em massa para a população dos mais variados lugares do mundo. As pessoas vão precisar então neste contexto ter ar-condicionado 24 horas por dia e um efeito mais grave e imediato será o de ocorrer migrações em massa. Esta situação poderá até  transformar o meio ambiente da Terra praticamente extinto. Este alerta fica mais próximo da gente por aqui nestes dias, acontecendo uma onda de calor que tem agora registrado a maior temperatura para esta época do ano. Se está este calor todo agora, como será então no verão? Pergunta muita gente na rua. Entre os cientistas que analisam esta possibilidade de um caos por uma temperatura extrema, provocada pelas mudanças climáticas, poluições variadas e perda da ecologia, entre outros especialistas da ciência do clima, Carlos Afonso Nobre e José Marengo, membros no Brasil do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, e Sir David King, representante para Mudanças Climáticas do Reino Unido.


Estudos de cientistas especializados em clima já analisam os efeitos desta situação no planeta...



...e o calor, a seca, o caos ambiental em parte do Brasil servem de advertência


  
Não se trata de alarmismo nem de ficção científica e nem de profecia apocalíptica mas de uma projeção feita por cientistas



Especialistas em clima ligados ao IPCC da ONU já antevêm o que pode ocorrer em alguns anos



Alguns cientistas se reuniram em Brasília para analisar esta situação, fazem parte de um grupo internacional reunido por David King para tentar produzir uma avaliação de riscos de mudanças climáticas extremas. O trabalho foi iniciado nos EUA, na Índia, na China, no Reino Unido e agora começa a ser desenvolvido em nosso país. Ele parte do princípio de que a probabilidade de que o aquecimento planetário ultrapasse mais quatro graus centígrados é baixa, mas as consequências potenciais poderão vir a ser tão dramáticas que os governos de todos os países devem considerá-las prioritárias na hora de tomar decisões sobre o corte de emissões e sobre a adaptação a uma nova realidade da vida humana sob outra temperatura. "Trata-se de uma visão diferente de apenas mudança climática", afirmou King nesta semana em Brasília (DF), ele que é um físico sul-africano e atuou durante anos como consultor para ciência do primeiro-ministro Tony Blair na Inglaterra: "O IPCC é um ótimo trabalho, mas é preciso dar um passo a mais, desenvolvendo uma avaliação do risco de que venha a acontecer algo catastrófico ligado à mudança climática como será a ocorrência de um calor extremo".  Ele citou como exemplo os piores cenários de mudança climática projetados para a China: elevações do nível do mar afetando a costa leste do país, lar de 200 milhões de pessoas, quebras da safra de arroz, que têm de 5% a 10% de chance de ocorrer mesmo com elevações bem mais moderadas na temperatura. Podem ocorrer ondas de calor que estejam acima da capacidade fisiológica de adaptação do ser humano. "Com mais de três dias com temperaturas superiores a 45 graus e muita umidade você não consegue compensar o calor pela transpiração e pode até morrer", argumentou David King. Estresses serão múltiplos e poderão acontecer simultaneamente em várias partes do mundo, com um aumento de 4 a 7 graus Celsius. "Temos que considerar que sem modificações estruturais necessárias, isso venha a ocorrer, o que irá provocar perdas em massa de vidas, o que será o colapso da civilização", falou claramente o especialista King. "Pelo que noticia a mídia em todos os lados do planeta, faltam gestões ambientais e modificações de estrutura na energia e na maneira de viver, nesta civilização do petróleo e na atual cultura da violência hoje em dia, isso agrava a situação das mudanças climáticas cada vez mais e devido a isso, os cientistas que já projetam o clima dos próximos anos e décadas, estão fazendo este alerta extremo", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar aqui estas informações quentes (muito quentes) do site EcoDebate: "Temos que pressionar todos os Governos, desde já e durante a Conferência do Clima da ONU no final do ano, para que se tomem pelo menos medidas básicas e imediatas em todo país, aqui também, para mudar a realidade da vida". 


A falta de gestão ambiental e modificação de estrutura da realidade poderá causar calor extremo



Fontes: www.ecodebate.com.br
            www.folhaverdenews.com 


5 comentários:

  1. Os modelos climáticos usados pelo IPCC projetam diferentes variações de temperatura de acordo com a concentração de gás carbônico na atmosfera. Esses cenários se chamam RCP, sigla em inglês para “trajetórias representativas de concentração”, e medem quanto muda o balanço de radiação do planeta, em watts por metro quadrado. Eles vão de 2.6 W/m2 – o cenário compatível com a manutenção do aquecimento na meta de 2oC, considerada pela ONU o limite “seguro” – a 8.5 w/m2, que é para onde o ritmo atual de emissões está levando a humanidade.

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  2. “O RCP 8.5 nos dá quase 100% de probabilidade de o aquecimento ultrapassar os 4oC na próximas décadas e até o fim deste século”, afirmou Sir David King. E quais seriam as chances de mais de 7oC? Até o fim do século, baixas. “Eu sou velho, então estou bem. Mas tenho dois netos que vão viver até o fim do século, e eles vão querer ter netos também. Não ligamos para o futuro?”...

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  3. Segundo Carlos Nobre, conforme informa Cláudio Ângelo, avaliar e prevenir riscos de um aquecimento extremo é como comprar um seguro residencial: mesmo com probabilidade baixa de um desastre, é algo que não dá para não fazer, porque os custos do impacto são basicamente impossíveis de manejar.

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  4. Para o Brasil, esses riscos são múltiplos: vão desde a redução em 30% da vazão dos principais rios até o comprometimento do agronegócio e extinção de espécies. Cenários regionais traçados a partir dos modelos do IPCC já apontam para aquecimentos de até 8 graus Celsius em algumas regiões do país nas próximas décadas, o que torna essas áreas essencialmente inabitáveis por longos períodos.

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  5. Beatriz Oliveira, da Fiocruz, apontou o risco de muita gente no Brasil literalmente morrer de calor, em especial nas regiões Norte e Nordeste. “Você poderia ficar exposto e realizar atividades externas no máximo por 30 minutos. O resto do dia teria de passar no ar-condicionado”, disse. Questionada pela plateia ao final de evento em Brasília, a pesquisadora mencionou um único lado positivo do aquecimento extremo: a redução na incidência de doenças transmitidas por insetos, como a dengue. “Nem mosquito sobrevive”. Ironia em tom de tragédia,

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