sexta-feira, 2 de outubro de 2015

FALTOU AO MEIO AMBIENTE DO GOVERNO PARA UM ACERTO CONSULTAR CIENTISTAS E ECOLOGISTAS

Ministra do Ambiente defende proposta brasileira para redução de gases de efeito estufa que será levada à Conferência do Clima da ONU no final do ano em Paris na França: confira informações no post de hoje



Os cientistas e os ecologistas precisam apresentar uma versão mais sustentável prá Cúpula do Clima



Uma reportagem de Maiana Diniz, da Agência Brasil, foi postada no site de assuntos socioambientais EcoDebate e chegou também por e-mail à redação do nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News: "Há alguns avanços mas algumas falhas na posição governamental, as autoridades do ambiente deveriam ter ouvido a opinião de cientistas e de ecologistas, manifestadas também ao longo de todos estes últimos meses em toda mídia especializada, assim, errariam menos ou acertariam mais, levando uma sugestão de futuro sustentável para o país e para o planeta", comentou por aqui o nosso editor de conteúdo, o repórter especializado em ecologia e Não Violência, Antônio de Pádua Padinha. No lado socioambiental, Padinha criticou "a ausência de propostas para a crise brasileira e planetária se manifestando por uma realidade cada vez mais violenta no dia a dia, agredindo a ecologia humana da população". Mesmo com críticas e discordâncias, ele está abrindo esta nossa webpágina para a posição oficial do Brasil. Ela foi encaminhada à Nações Unidas, assim como fizeram quase 200 países da Terra, para atender os objetivos da 21ª Conferência do Clima da ONU (a chamada COP-21) agendada para acontecer na França entre 30 de novembro e 11 de dezembro deste ano. "Urge mudar a atual situação de destruição e de violência aqui e em todo o mundo, quanto mais ousadas as propostas e depois as resoluções, quanto maior o consenso entre governantes e sociedade civil, maior poderá ser a mobilização de cada pessoa para evitar o caos do clima e criar o futuro da nossa vida", disse Padinha.  


Aqui a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira se explicando na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (foto Antonio Cruz/Agência Brasil)

Ao invés de agendar para 2030 o fim do desmate ambientalistas defendem Desmatamento Zero porque não é necessário para a  agricultura e pecuária nacionais derrubar mais nenhum metro de mata

No último dia de prazo para que os membros da Organização das Nações Unidas (ONU) 
enviarem suas metas para redução de emissão de gases de efeito estufa a partir de 2020,
a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, detalhou a proposta do Brasil em uma
audiência pública na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, no 
Senado em Brasília: "Não foi trivial pensar o país em 2030, para chegarmos aos números, 
adotamos modelos matemáticos construídos com o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas 
Espaciais] e a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] também em sinergia
com a EPE [Empresa de Pesquisa Energética], estando tudo calcado no planejamento 
oficial do Governo". O Brasil propôs como meta reduzir a emissão de gases de efeito estufa
em 37% até 2025 e em 43% até 2030, tendo 2005 como ano-base para o cálculo. A
proposta brasileira também prevê o fim do desmatamento ilegal no país até 2030,
além do reflorestamento de 12 milhões de hectares e a recuperação de 15 milhões de
hectares de pastagens degradadas, entre outras medidas. A proposta nacional havia sido
sintetizada pela Presidente da República no discurso no último domingo na Cúpula da ONU 
sobre Desenvolvimento Sustentável, em Nova York. Cientistas, principais entidades
do setor ambientalista, líderes da ecologia e da cidadania, gostariam de uma proposta
de Desmatamento Zero, como vem defendendo o Greenpeace, mesmo porque a agroindústria
já tem terras suficientes no Brasil e não precisa derrubar mais nada: "Será muito difícil conviver
com o crime do desmatamento até 2030, por mais 15 anos, os efeitos serão muito, muito
prejudiciais à saúde da população e do ambiente, podendo gerar um caos até lá", foi o que
criticou aqui no blog nosso editor ecologista Padinha. 

A violência socioambiental das queimadas tem arrasado florestas e poluido o ar até de cidades na Amazônia

Na audiência, Izabella Teixeira contestou as críticas de organizações não-governamentais segundo as quais a contribuição brasileira para o clima do planeta poderia ser maior. Ela disse que a proposta foi elogiada em todo o mundo, inclusive pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon: "O Brasil ofereceu as maiores metas do mundo, nós vamos reduzir mais que a União Europeia, que oferece 40%". Ainda de acordo com a ministra, o Brasil até poderia ser mais conservador, mas trilhou o caminho de fazer metas ambiciosas. "Por exemplo, poderíamos ficar circunscritos só à Amazônia mas estendemos para todos os biomas", disse Izabella Teixeira. "Como técnica da área ela sabe também que todos os biomas e todos os ecossistemas se interagem, porém, diante das perdas cada vez mais crescentes de biodiversidade, nosso país, por ter mais recursos naturais que a maioria dos países, teria que radicalizar mais, para ganhar liderança mundial pelo Desenvolvimento Sustentável", comentou ainda por aqui no Folha Verde News, o repórter ecologista ao editar estas informações. Ele, assim como a maior parte das lideranças nacionais e internacionais do setor socioambiental, defende que haja uma gestão sustentável de toda a economia que, equilibrando-se com a defesa ecológica, para assim garantir nosso futuro.


Um maior avanço aqui e em todos os países da educação socioambiental também se faz urgentíssimo

Fontes: Agência Brasil
              www.ecodebate.com.br
              www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando aqui mais informações tanto sobre a proposta oficial e governamental como do movimento ecológico, científico e de cidadania do Brasil. Aguarde e confira aqui.

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  2. Já temos por aqui seis comentários que postaremos em seguida, mande vc tb a sua mensagem: poste direto aqui nesta seção ou envie seu e-mail prá redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. "A Ministra do Ambiente defende proposta brasileira para redução de gases de efeito estufa que será levada à Conferência do Clima da ONU no final do ano em Paris na França: pode ser que pro mundo inteiro seja uma proposta ousada mas cá entre nós, falta muito": o comentário é de Alaor Pereira Barros, de São Paulo (SP), consultor de Tecnologia da Informação em várias empresas.

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  4. "Segundo Izabella Teixeria, a contribuição do Brasil para o clima foi construída a partir de consultas a diversos órgãos do governo, entre eles os ministérios de Minas e Energia, da Agricultura, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Fazenda: deveriam ter sido consultados mais é os representantes da sociedade civil e até do setor empresarial para que as metas fossem mais objetivas": foi a mensagem de Rosely Santos, de Ribeirão Preto, fazendo uma pesquisa na USP sobre o Agronegócio no interior do país.

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  5. "Vi autoridades e técnicos daqui de Brasília dizerem que o país tem condições de alcançar os resultados jogados para 2020 e 2030 antes do prazo, desde que algumas ações prioritárias sejam tomadas. As principais medidas seriam segundo defendem uma reestruturação dos órgãos ambientais rurais, para que ofereçam com transparência dados sobre os processos que autorizam de manejo florestal e supressão de vegetação, o monitoramento dos biomas e taxa de desmatamento em todos os biomas, para saber o que é legal e o que é ilegal, a conclusão do Cadastro Ambiental Rural para assim viabilizar o monitoramento e a taxa de reflorestamento que é uma necessidade urgente no Brasil, se é que o país quer reequilibrar o clima": parte do comentário de Maria Isabel Morais, que está por uns dias no Distrito Federal a negócios na área do Turismo: ela nos enviou um resumo das notícias que captou por lá nestes dias sobre a questão ambiental e a Conferência do Clima. A gente aqui do blog agradece o seu apoio de informação.

    Ela ressaltou que a 21ª Conferência sobre Clima da ONU (COP-21), de 30 de novembro a 11 de dezembro em Paris, mostrará, pela primeira vez, que todos os países, tanto os desenvolvidos quanto os em desenvolvimento, estão engajados e oferecendo compromissos efetivos de redução de emissões.

    “A COP 21 é uma continuidade da Convenção do Clima de Lima, no ano passado, e tem como objetivo que os países cheguem a um acordo eficaz para impedir que a temperatura do planeta ultrapasse 2°C em relação ao período pré-industrial”, explicou Izabella. O número é o indicado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, referência científica da COP, como limite para evitar consequências ambientais e sociais catastróficas até o fim do século. Todos os países tiveram que apresentar à ONU um documento com o que pretendem fazer para alcançar a meta global.

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  6. "Tudo bem mas acredito que sem entrar mais decisivamente pela questão das energias limpas e renováveis, como a Solar e a Eólica, que precisam substituir o petróleo, as termelétricas, bem como sem implantar nas cidades combustíveis menos poluentes e menos agressivos para a saúde do povo e do ambiente, não vai se mudar a estrutura insustentável da nossa realidade": o comentário é de Carlos Augusto Haddad, advogado especialista em Direito Ambiental, do Rio de Janeiro (RJ).

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  7. "Realmente, os ecologistas e os cientistas precisamos invadir a praia da ONU no fim do ano em Paris para avançar uma outra estrutura por aqui e em todo o planeta": a sugestão é do artista plástico Marcelo Bron, de Santa Catarina.

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  8. "Padinha, olha a equação aí para a sua matéria: cientistas + ambientalistas X meio ambiente do Governo = ?....O que acha disso": a mensagem é de Alor Barbosa, de Franca (SP). Realmente, Barbosa, está falta de consenso nacional pode prejudicar a Nação.

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  9. "A ONU recebeu dentro do prazo planos nacionais de proteção do clima de 146 dos 193 países que haviam se comprometido a entregá-los. Esses planos serão incluídos em um relatório destinado à Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, marcada para acontecer em dezembro, na capital da França": quem nos manda a notícia que saiu no site Ambiente Brasil é Clara Almeida Salles, de Votuporanga (SP), professora de Geografia e ativista ecológica naquela região.

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